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Professores da PUC-Campinas dão dicas de como usar a memória de forma eficiente

Professores da PUC-Campinas dão dicas de como usar a memória de forma eficiente

 

 

Você anda esquecendo coisas importantes?
Cuidado! Seu “hard disk” pode estar cheio


Você passou a noite estudando e quando chega na hora da prova dá aquele branco. E, por mais que se esforce, que tente puxar pela memória, nada vem à cabeça. Quem nunca se viu em uma situação parecida? E nem precisa ser algo complexo como as matérias da faculdade. Quantas vezes a gente não esquece onde deixou as chaves do carro ou de casa, aniversários de pessoas importantes ou mesmo os compromissos agendados? Não importa o quê, a gente está sempre esquecendo alguma coisa. E isso não tem nada a ver com a idade.

A todo instante nós somos bombardeados por uma infinidade de informações. Visuais, gustativas, auditivas, táteis ou sensitivas, essas informações são processadas em várias partes do nosso cérebro e se transformam em memórias. O psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas Gabriel Roberto Figueiredo explicou que memória é a capacidade do ser humano de reter informações. Ela divide-se em três momentos: a memória imediata, que é o registro do que aconteceu nos últimos minutos; memória recente, que é o registro dos fatos das últimas 24 horas; e a memória remota ou de longa duração, que é o arquivo de tudo o que nos acontece ao longo da vida.

Mas como explicar o porquê de algumas informações não ficarem gravadas no cérebro? Segundo os especialistas, essa sobrecarga de informações tem relação direta com os nossos lapsos de memória. “Esse nervosismo da sociedade contemporânea nos leva, frequentemente, ao prejuízo de todas as funções cognitivas. Então, é possível que as pessoas, passando por estressores psicossociais intensos, venham ter prejuízo da memória”, afirmou Figueiredo.

Estudos sugerem que é preciso esquecer algumas coisas para que exista mais espaço no cérebro para as coisas importantes. Na opinião de Mauro Oliveira, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, precisamos aprender a priorizar as informações mais relevantes, de modo que o próprio cérebro consiga diferenciar um dado importante de outros que não trariam problemas se forem esquecidos. “Caso contrário, vai chegar uma hora em que o seu ‘hard disk’ vai ficar cheio e ele vai escolher o que apagar e, junto disso, irão coisas que não eram para ser jogadas fora”, exemplificou Oliveira.

Já que a importância que damos a cada informação que recebemos diariamente está ligada às falhas na memória, é possível entender a razão de lembrarmos daquilo que dissemos ao nosso cérebro ser relevante e esquecermos aquilo que não demos muita atenção.

De acordo com Oliveira, quando damos importância à alguma informação usamos nossos sentidos para gravá-la em diversas partes do cérebro. É a memória sensorial. Para explicar como ela funciona, o neurologista usa o primeiro encontro como metáfora. “No dia em uma moça vai sair pela primeira com um rapaz, ela se arruma, se maquia e passa perfume, ou seja, manda um monte de dados sensoriais para o cérebro sinalizando a importância daquele momento.” O segredo para não se esquecer, segundo ele, estaria em dar relevância ao que precisa ser lembrado. “Quem estuda, por exemplo, não adianta pegar o caderno na véspera da prova e pensar: ‘isso é chato, isso não é legal’. Mas se a pessoa pega a matéria e, mesmo que não goste dela, dá um tratamento especial, relaciona o que está lendo com algo do seu dia-a-dia, ela está empregando sentidos e passando aquela informação para a memória de longa duração”, aconselhou.

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Autoria

Texto de: Adriana Furtado - PUC-Campinas

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