Corpo e Mente
O sucesso sem limites II

O sucesso sem limites II

 


O cérebro e o sistema nervoso constituem um complicado e maravilhoso “mecanismo perseguidor de objetivos”, uma espécie de sistema inerente de orientação automática que trabalha para você como um “mecanismo de êxito”, ou contra você como um “mecanismo de fracasso”, dependendo de como você, o operador, o opera.
“H” tinha um objetivo: ser igual ou melhor do que aquele político que tinha visto aos 14 anos. Tal objetivo foi ao longo dos anos tomando conta do seu ser e, de uma maneira misteriosa, algo lhe disse que o seu objetivo somente teria sucesso de ele, “H” fosse culto, se estudasse, se se dedicasse às letras e não que continuasse naquela faina de roçado.
Foi difícil para ele conciliar o estudo com o trabalho? Muito difícil! Por vezes, após longos e escaldantes dias de labuta na roça, as forças quase lhe faltavam para percorrer os 4 quilômetros que separavam a sua moradia da escola. Mas ele tinha uma meta, um objetivo e, sempre que o desânimo (Ah! O desânimo) batia à sua porta, ele se levantava e lembrava-se das palavras que tinha lido numa parede da escola: “Tu és o arquiteto do teu próprio destino. Trabalha, ousa e espera”.
Os meses foram passando e “H” chamava a atenção dos professores e dos colegas. A figura introspectiva do início das aulas foi dando lugar a um jovem alegre, risonho, falador e, acima de tudo, perguntador. Não faltava às aulas, não chegava atrasado, fazia todos os trabalhos de casa, era sempre solícito com os colegas e demais funcionários da escola, sua personalidade abria-se e despontava como aquele aluno que todo professor deseja ter: atencioso, estudioso, interessado e amigo.
Claro, tais mudanças foram sentidas por todos; os pais, os irmãos, os amigos, e sobretudo, o patrão, que passou a interessar-se pelo jovem e a pedir informações à diretoria da escola, sobre o desenvolvimento do seu funcionário.
Coelho Neto, o grande escritor brasileiro, escreveu: “O caminho está aberto a todos, e se uns vencem e alcançam o que almejam, não é porque sejam predestinados, senão porque forçaram os obstáculos com arrojo e tenacidade”.
“H” era desse tipo! Sabia o que queria e iria conseguir seu objetivo. Como? Isso ele não sabia, mas tinha a certeza de que iria conseguir.
Vamos aqui mais uma vez abrir um parênteses na nossa história para ilustrar como funciona o “mecanismo de êxito”, objetivo do nosso personagem.#P#
O Brasil é um país tropical, raramente cai neve, a não ser em algumas poucas cidades do sul, mas, muito provavelmente você, amigo e amiga leitora já viu na televisão, principalmente nos desenhos animados, esquilos apanhando nozes e as guardando para o inverno. Um esquilo que nasceu na primavera jamais experimentou o inverno. No entanto, no outono lá está ele a armazenar as suas nozes para consumi-las nos meses frios, quando o alimento é impossível. Um passarinho, o especial João de Barro, tão conhecido no Norte e Nordeste em especial, não precisa ir à escola para aprender a construir o seu ninho, nem fazer cursos de navegação aérea. No entanto, há aves que viajam milhares de quilômetros, às vezes sobre o mar. Elas não lêem jornais ou vêem televisão que lhes dêem boletins do tempo, nem livros escritos por exploradores, nem aves pioneiras que tenham feito levantamento das áreas quentes da Terra. Não obstante, “sabem” quando o frio está iminente e conhecem a localização exata dos climas amenos, mesmo que estes se encontrem a milhares de quilômetros de distância.
Ao tentarmos explicar esses fenômenos, dizemos em geral que os animais têm certos “instintos” que os orienta. Se analisarmos esses instintos, verificaremos que eles ajudam o animal a adaptar-se ao ambiente que os cerca. Em suma, os animais têm um “instinto de sucesso”.
Muitas vezes não atentamos para o fato de que o ser humano também tem um “instinto de sucesso”, e muito mais maravilhoso e complexo que o de qualquer animal irracional. O Criador não defraudou o homem, que foi a esse respeito, muito bem nutrido. Os animais não podem escolher os seus objetivos. Estes (autopreservação e procriação) são, por assim dizer, pré-determinados. E seu mecanismo de êxito limita-se a essas imagens-de-objetivos inerentes, a que chamamos “instintos”.
O ser humano, por outro lado, tem algo que os animais não têm – Imaginação Criadora. Assim, o homem, entre as demais criaturas, é mais do que uma criatura: é também um criador. Com sua imaginação, ele pode formular uma grande variedade de objetivos. Só o homem pode dirigir seu “Mecanismo de Êxito” pelo uso da imaginação, isto é, da habilidade de criar imagens.
Muitas vezes pensamos que a Imaginação Criadora é privilégio de poetas, inventores, escritores, etc., mas a Imaginação É Criadora em tudo o que fazemos. “É a imaginação que rege o mundo”, disse Napoleão. Glenn Clark, acrescentou: “De todos os atributos do homem, a imaginação é o mais sublime”. E o filósofo escocês Dugold Stewart completou: “A imaginação é a mola mestra da atividade humana, a principal fonte de aperfeiçoamento do homem... Destruamos essa faculdade, e a condição humana estacionará como a dos brutos”.#P#
“H” tinha um objetivo e isso era o que importava. Sabia que para atingi-lo tinha que se dedicar aos estudos com afinco, total dedicação, e assim o fazia.
Quando terminou o primeiro ano (com louvor, diga-se de passagem), obtendo de todos os professores o encorajamento para que não desistisse, passou as férias escolares com tal rigor que o pai achou que tivesse “pirado”. Revia todas as matérias que foram dadas durante o ano nas horas que tinha de folga, abdicou dos divertimentos que não produziam nada e, sempre que podia, freqüentava a casa de um professor que possuía algumas centenas de livras, onde ele se deliciava em poder ler naquele acervo cultural.
Apesar de que para ele, “H”, a vida continuava sem muitas alterações, ou seja, trabalhava na roça durante o dia, e à noite freqüentava a escola, algo acontecia sem que ele soubesse; estava sendo observado, analisado, medido e, acima de tudo, testado de todos os lados, sem que tivesse disso conhecimento.
Os professores, o patrão e algumas outras pessoas importantes da cidade já sabiam que existia um aluno acima da média e o observavam por todos os ângulos.
Orison Swett Marden, disse: “Se desejamos prosperar, havemos de obedecer à Lei da Prosperidade , porque a abundância de bens que Deus destinou a cada um de nós, nunca nos pode chegar, se as esperamos cheios de dúvidas e temores”.
O nosso personagem não tinha dúvidas – sabia que conseguiria o seu objetivo e, com vontade, trabalhava, estudava e cheio de fé, esperava a sua oportunidade.
Quando terminou o segundo ano, já com 19 anos de idade, sabendo ler e escrever muito além da maioria dos colegas, “H” recebeu um convite por escrito para comparecer ao escritório das fazendas do patrão.
Nada comentou com quem quer que seja sobre o dito convite e, no dia combinado, apresentou-se com sua melhor roupa, a fim de saber o motivo da convocação.

 

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Autoria

Texto de Prof. Carlos Rosa

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