Corpo e Mente
Radiestesia física, radiestesia mental e radiestesia técnica

Radiestesia física, radiestesia mental e radiestesia técnica

Normalmente ouvimos falar muito de dois ramos da Radiestesia, a Física e a Mental, mas o que vem a ser cada uma delas? Comecemos pelas definições usuais presentes em artigos que vemos mundo afora.

Radiestesia Física

Fruto de uma época em que se acreditava que a Radiestesia poderia ser explicada através das frequências e emanações dos diversos elementos pesquisados, este ramo de pesquisas emprega instrumentos de materiais diferentes em cada caso. Um pêndulo de cristal de rocha, por exemplo, é visto como ideal para pesquisas de saúde, outro com mercúrio, para prospecção de ouro, enquanto que pêndulos de cobre seriam especialmente indicados para pesquisas de campos magnéticos. A Radiestesia física, ainda de acordo com estes autores, se resume a técnicas mais ou menos mecânicas aliadas a crenças excessivas no "poder" de determinados materiais. Independente de qualquer coisa, não se costuma questionar os inúmeros casos de sucesso da técnica, mas sim o seu excessivo apego a conceitos pré-estabelecidos.

Radiestesia Mental

Esta surgiu como uma explicação alternativa do fenômeno radiestésico e preencheu lacunas importantes que permitiram uma melhor compreensão da Radiestesia como um todo. De acordo com este ramo, a Radiestesia não está ligada a nada material, e o verdadeiro responsável pelo processo é o operador, de forma que os instrumentos em si são totalmente indiferentes. A Radiestesia, de acordo com os maiores entusiastas do campo mental, é uma forma de intuição superior.

A crítica mais comum a Radiestesia mental é que ela não tende a dar muita importância a um treino consistente do operador, partindo do pressuposto de que o aprendizado de algumas poucas técnicas é o suficiente para o desenvolvimento da arte.

O exposto acima não reflete o pensamento deste autor, mas sim o pensamento corrente, na verdade, faz tempo que discordo dessas premissas.

O primeiro problema que encontramos é que tais definições são bem limitadas, sem contar as distorções que ocorreram com o tempo. A Radiestesia mental, em seu início, não preconizava que todo trabalho radiestésico tivesse como explicação única a mente, mas sim que as convenções mentais¹ precediam outros fatores, tais como cifras de série², raios³ e materiais. Os primeiros radiestesistas mentais, por exemplo, utilizavam parte dessas técnicas; por outro lado, a Radiestesia física era bem mais do que materiais para cada tipo de pêndulo, e boa parte dos conceitos da mesma são ainda válidos.

Outro problema é que estas definições comuns geralmente tendem a depreciar bastante o papel da Radiestesia física, colocando-a como algo obsoleto, o que não reflete a realidade de forma honesta. Na verdade, penso que o termo Radiestesia física nem faz mais sentido (assim como vários outros termos empregados em nosso meio), posto que a mesma, há muito, se transformou em algo muito mais profundo, incorporou os conceitos válidos da Radiestesia Mental sem abrir mão de suas características e cresceu. Costumo dizer que a antiga Radiestesia física se transformou no que chamo de Radiestesia Técnica.

Radiestesia Técnica?

Basicamente, é a Radiestesia realizada de forma bastante séria, embasada em conhecimentos legados por grandes estudiosos através de experiências reproduzíveis e com conhecimento de causa dos fatores mentais envolvidos.

Da mesma forma, observamos também que a Radiestesia Mental pouco a pouco tem se transformado em uma forma de Radiestesia mística, com uma crescente "contribuição" new age, que nada tem auxiliado no desenvolvimento da mesma e que tem sido responsável por afirmações totalmente sem sentido que não se reproduzem na prática.

E, queiram ou não, detratores (infelizmente eles existem), a Radiestesia Técnica é a espinha dorsal de nossa arte e precisa ser mais valorizada enquanto tal. A Radiestesia Mental (tal como é propalada atualmente), mesmo com suas qualidades, pouco tem contribuído para o estudo da Radiestesia em si. Duvida da afirmação? Então me diga, rapidamente, o nome de três ou quatro livros de qualidade sobre Radiestesia, verá que todos eles foram escritos por radiestesistas técnicos. Quem são os nomes citados geralmente pelos profissionais em palestras? Jean de La Foye, Belizal, Leon Chaumery e André Philippe, independente do palestrante ser radiestesista físico ou mental. Por outro lado, a maioria teria muita dificuldade em citar algum radiestesista mental que tenha realizado contribuições relevantes à área. E claro, tais nomes existem, Antoine Lusy e Michel Moine são dois exemplos.

Por que estou escrevendo isto tudo? Porque tenho percebido interesse crescente de iniciantes em estudar somente os aspectos mentais da Radiestesia, deixando completamente de lado o aprofundamento técnico. Grandes pintores e músicos são intuitivos, sem dúvida, mas possuem conhecimentos técnicos de suas artes, sem os quais não se pode realizar grandes obras, e artistas que não se encaixam nesta definição são como os poucos radiestesistas puramente mentais com resultados excelentes, não podem ser criados e nem podem ensinar o que sabem, para entender melhor o que digo, se possível, veja o caso de Akiane Kramarik.

E poucos tem se dado conta das consequências desta situação, sendo a mais grave a quase inexistência de material novo (e consistente) para estudos atualmente. Quantos livros de Radiestesia foram lançados em 2011? Quantos artigos de radiestesia estão surgindo na internet que não são cópias ou apanhados de outros artigos escritos anteriormente?

Semanalmente, recebo vários e-mails de estudantes e interessados em Radiestesia perguntando sobre diversos aspectos da arte, e infelizmente, percebo que uma parcela considerável desses estudantes não teriam tantas dúvidas caso seu aprendizado fosse composto também de ensinamentos técnicos em Radiestesia.

Minha mensagem final é a seguinte: se você está iniciando suas práticas, não perca tempo, procure bons cursos e livros que ensinem Radiestesia de forma não somente mental, mas também técnica, que contenham experiências que você possa reproduzir e que lhe capacite inclusive a buscar respostas para suas perguntas. Se você já está praticando há algum tempo e seu conhecimento está centrado somente nos aspectos mentais da Radiestesia, aproveite para conhecer a parte técnica da área, você não irá se arrepender, será recompensado com uma melhora real na qualidade de seu trabalho. Se o seu professor lhe ensinou técnicas mentais infalíveis de Radiestesia que quando falham são explicadas pelo Karma ou outros fatores espirituais, cuidado, você está entrando na Radiestesia Mística, mas ainda dá tempo de retornar.

1- Convenção Mental: Forma de interação particular entre o radiestesista e os instrumentos utilizados em seu trabalho, permitindo a interpretação correta dos movimentos dos diversos instrumentos.

2- Cifras de série: conjunto de tabelas que indicavam a relação entre o número de giros do pêndulo e elementos pesquisados.

3- A Teoria dos Raios foi a primeira tentativa de explicar a Radiestesia em termos não místicos, segundo esta teoria os corpos emitem raios que o radiestesista pode detectar com seus instrumentos de trabalho, os mais conhecidos são o raio fundamental, testemunho, solar e mental.

Foto gentilmente cedida pelo Instituto Mahat, principal fabricante de pêndulos e gráficos para radiestesia do Brasil - (11) 2955-8460

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Autoria

Texto de: colaboração de Sérgio Nogueira - www.radiestesia.net

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