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Dia das Mães: sentimentos se misturam, amor, saudades, magoas e culpas...

Dia das Mães: sentimentos se misturam, amor, saudades, magoas e culpas...

Dia das Mães: sentimentos se misturam, amor, saudades, magoas e culpas...
 
Neste dia, neste “mês das mães”, estamos envolvidos em rituais sociais, comemorações exageradamente consumistas. Mas algumas emoções persistem... algumas infelizmente sem consolo, nem solução.
 
Este é mais um ano, em que o “Dia das Mães” tem para mim um gosto meio amargo, um enorme vazio no coração, uma dor ainda aguda que insiste... dois anos já se passaram, mas ela anda insiste, sem cura, nem solução.
 
Eu me lembro da minha mãe a todo instante, nesta época um pouco mais. Algumas lembranças trazem uma dor diferente, misturada com culpas e enganos. Talvez, mais do que as culpas, os enganos acontecem muito nas nossas vidas de filhos e mães. Certamente eu jamais imaginaria, que a partida de minha mãe pudesse doer tanto assim, durante tanto tempo. Tampouco eu imaginaria que “levá-la pra passear no shopping, que ela gostava tanto!”, fosse algo tão importante e que eu poderia ter feito isto, muito mais.
 
Infelizmente não sei exatamente onde ela está agora, mas tenho algumas fortes e autenticas intuições. Em uma delas, minha mãe me mandou um recado: “Não se inquiete, não se entristeça por não ter feito mais, por não ter ficado mais tempo ao meu lado; eu sei que o seu trabalho ocupa muito o seu tempo, e sei também sobre os problemas com seus filhos. Você fez por mim tudo o que foi possível, diante de tantos outros problemas, mas não foi pouco, pode ter certeza disso, fique tranquila”.
 
Bem... Na verdade, ninguém melhor do que a nossa própria mãe (ainda aqui na Terra, ou já vivendo na dimensão espiritual), ninguém melhor do que ela para entender nossos problemas, angustias e frustrações com os nosso filhos. Elas realmente entendem, embora às vezes já muito velhinhas e cansadas, pouco possam fazer para ajudar.
 
No entanto, aquela compreensão que ela me transmitia num olhar de apoio, num gesto amigo e carinhoso, num telefonema preocupado e aflito... Ah meu Deus, que falta enorme isto me faz!
 
Por tudo isto e muito mais, eu fico inquieta e triste, “poderia ter ido tantas outras vezes com ela no Shopping, ou tomar aquele lanche diferente numa padaria bonita e charmosa, como ela gostava. Poderia ter feito isto, todas as semanas, nos domingos especialmente onde a solidão dói mais. Para ela também, com certeza”.
 
Enfim, como nada disso pode ser feito agora, eu preciso mesmo entender os seus recados. Eu os recebo ainda que raramente, com um princípio de sonho, com a consciência dividida entre o subconsciente e o inconsciente. São recados dela, tenho certeza. 
 
Sei que ela continua preocupada em me confortar, e acima de tudo garantir solenemente, que não existe nada a ser perdoado. E que ela agora está muito feliz, neste lugar tão lindo para onde foi. Que eu fique mesmo tranquila, e que principalmente, cuide bem, cada vez melhor dos meus filhos com o verdadeiro amor incondicional, ternura e paz, sem culpas, nem magoas...
 
Então... Finalmente consigo dormir. Logo será mais um domingo, o do dia das mães. E com certeza para este dia tão especial, há muito a ser feito por mim mesma e por meus filhos, enquanto ainda estamos aqui, todos juntos, neste tipo de comemoração. Eu peço a Deus que eles me amem muito, compreendam minhas fragilidades e enganos de todos os tipos. E que quando eu for bem velhinha cansada e talvez sozinha, que eles encontrem sempre tempo, amor e energia para me ver e me levar passear, principalmente aos domingos.
 
 
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Autoria

Texto de: Juliana Bueno - escritora e jornalista - maio 2014

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