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Existem mapas astrológicos bons ou maus?

Existem mapas astrológicos bons ou maus?

Um sonoro NÃO !!!
    
Primeiro, precisamos definir o que é um Mapa Astrológico e como é interpretado pelos Astrólogos.

Mesmo o menos experiente Astrólogo, que ainda se atém a interpretações tradicionais e arcaicas, não é menos competente do que aquele que já há anos trabalha com a arte, usando os recursos mais modernos e as técnicas de interpretação mais atualizadas. Mesmo um mapa pré-programado por computador é válido até porque se pressupõe que foi programado por um astrólogo ou por uma equipe de pessoas que sabiam o que estavam fazendo.

Ressalva se faz para os chamados “horóscopos” de jornais e revistas. Mesmo quando elaborados com base em conceitos da astrologia, são genéricos e muitas vezes aleatórios. Nem levam em conta a diversidade de nuanças das energias que configuram cada indivíduo. Apenas são “dicas” de algum aspecto potencial do signo a que se aludem, quando muito.

Segundo. É preciso separar a idéia de que Astrologia seja uma técnica de adivinhação. Não é. Ela é uma técnica de interpretação das energias que se configuraram no momento de um nascimento ou algum outro momento escolhido, ou estarão presentes potencialmente em algum momento escolhido no futuro próximo. E de como tais energias propiciam a existência de talentos, potencialidades e também vulnerabilidades que fazem de cada ser uma Personalidade/Individualidade única apesar de raízes comuns como membro de uma espécie e suscetível ao momento, local e condições em que encarnou.  

Desde milênios, sabe-se que nosso sistema é constituído por corpos celestes vinculados ao nosso Sol. Situados num cenário composto por outros corpos além do nosso sistema planetário. Que tais astros, planetas, estrelas, seguem trajetórias mais ou menos fixas, medidas por padrões projetados a partir da nossa Terra como centro ou do Nosso Sol. Essas efemérides, por serem fixas podem ser calculadas tanto para o passado como para o futuro e só se modificariam por alguma catástrofe cósmica. Portanto, são movimentos previsívei. Mas não constituem augúrios de adivinhação.

Terceiro. Apesar de certos círculos ainda resistirem à idéia, desde a mais remota antiguidade já se sabia que a interação dessas trajetórias modifica e modula as energias no nosso sistema. O Sol é o grande gerador de toda a energia principal que se espalha por tudo até além do planeta mais distante conhecido. E conforme a posição de todos os planetas, cada um recebe uma dose diferenciada dessa energia e a reflete ao seu redor. Esse reflexo é captado pelos demais planetas e, portanto, também pelo nosso.  

Na Terra, ao receber a energia não só do Sol como a refletida pelos demais planetas, a nossa ecologia se adapta à configuração dessas energias somadas e interativas. Tem regiões que ficam frias; outras, quentes; algumas mais úmidas e outras mais secas. Sem entrar em outros aspectos esotéricos, ao nascer em determinado momento, o ser aspira o ar em que vem ao mundo e com este as energias que o forjaram, sendo moldado de alguma forma por elas. As pessoas nascidas em climas quentes são sutilmente diferentes das que nasceram em climas frios.

Hoje, com a descoberta do eletro-magnetismo, que cada vez mais assume o papel de “cola” que sustenta e mantém em suspensão organizada os sistemas planetários no que antes se chamava de vácuo espacial; a própria ciência se vê forçada a admitir que, no mínimo em cada sistema, todos os seus componentes interagem e interdependem.

Os antigos sabiam disso sem os recursos das sofisticadas e as vezes equivocadas tecnologias pseudo-científicas. Tanto sabiam que também reconheciam que o próprio ser humano era uma entidade que interagia e dependia com e de todas as demais espécies na Terra tanto quanto esta com a Lua e os demais planetas.

Quarto. Os antigos podiam não ter o vocabulário nem os “conhecimentos das leis elaboradas pelos homens que a natureza cisma de não obedecer, (risos)”. Mas de alguma forma sabiam e projetaram linhas de interação entre os planetas do sistema. Dessa forma, foram capazes de elaborar as efemérides. Porém mais interessante e curioso foi o método adotado de identificação dos mesmos.

Usaram os nomes dos deuses do seu panteão. Método que permaneceu apesar das mudanças de paradigmas científicos, religiosos e culturais até recentemente; e os nomes permanecem.

Cada um dos deuses cujos nomes foram dados a esses planetas possuía características muito individuais, e que eram na realidade faces da natureza humana. Assim, Mercúrio é volúvel, porém capaz de acentuada inteligência, rápido, mensageiro e ao mesmo tempo enganador. A Lua, que se chamava Selena, era a figura instável e mutável da emocionalidade. Marte, por se acreditar ser inóspito e agressivo, tornou-se o símbolo da agressividade dinâmica e guerreira. Júpiter por ser o maior, foi o senhor supremo do panteão, e estimulava o crescimento e a boa-fortuna daqueles que se punham sob sua tutela. Saturno foi o mais soturno. Mestre exigente e senhor do Tempo e do Kárma. E assim por diante.

Quando Carl Jung elaborou sua psicologia social e os arquétipos que hoje são adotados como pano de fundo mesmo inconscientemente pela maioria dos Astrólogos, fora outros, ele fez um estudo profundo e encontrou nítidas correspondências entre a realidade e aquilo que os detratores dele e da Astrologia chamam de fantasia. Mas, curiosamente, como quem lê seu mapa constata, ninguém, nem mesmo o mais agnóstico e materialista, consegue escapar dos conceitos que herdamos dos antigos e do aprimoramento que a psicologia Jungiana nos proporcionou.

Na verdade, pela sua antiguidade e por ser o primeiro conjunto de conhecimentos sobre cosmologia e sobre a natureza humana, a Astrologia é vista por muitos, inclusive pelo presente autor, como mãe de todas as ciências, gostem ou não.

Um Mapa Astrológico é constituído de duas partes. Uma mandala que representa a distribuição celeste no momento examinado seja do nascimento, do aniversário, de uma projeção progressiva ou de um momento projetado. Essa mandala é o retrato daquele momento, é o raio “X”.

Se o Astrólogo fosse um adivinho, não precisaria dela. Mas como ele a usa como ponto de partida, ele tem os elementos que precisam ser analisados e interpretados quanto aos posicionamentos simbolizados nessa mandala.

Todo o nosso Universo está em contínuo movimento, portanto, mandalas tiradas para o mesmo lugar e data com diferença de minutos, irão apresentar diferenças sutis. E se, em um mesmo horário e data, forem elaboradas mandalas para locais diversos e distantes uns dos outros, as diferenças também serão significativas. Cada mandala é tão única quanto o indivíduo e o momento nela retratado.

Portanto, no caso do Mapa Natal ou de uma projeção no tempo de alguém, essa mandala representa aquela pessoa. Ao astrólogo, essa mandala é o manual de como esta pessoa funciona.

Entretanto, apesar da última afirmação no item anterior, isso não significa que a pessoa foi predestinada a ser aquilo ou daquele jeito. O mapa não é determinante. Ele apresenta as energias que estavam ou estarão presentes no momento ali definido e que aquela pessoa poderá dispor e usar, conforme lhe convenha.

Mas, na verdade, as interpretações dessas energias proporcionarão ao nativo um profundo conhecimento de si mesmo, o que lhe permitirá usar seu livre arbítrio da maneira que lhe parecer melhor.

Os modernos adeptos da informática conhecem o termo “default”. Ou seja, a maneira como determinada função ou programa funcionará se o usuário não o ajustar às suas necessidades. O mesmo ocorre aqui. Ou seja, se o nativo não “der bola” ao que as interpretações lhe dizem sobre sua natureza emocional, espiritual, intelectual, física, aí sim, essa configuração apresentada pela mandala funcionará como programada.

Por mais diferente, simples ou elaborada a linguagem que um astrólogo use, a essência de cada posição em signo, casa ou aspecto que for examinada será a mesma, milenarmente consolidada; e não na natureza do “deus” simbolizado pelo planeta, mas sim pelo reflexo do homem dessa diversidade de sua relação com a existência.

Todos nós temos uma parcela de todas e cada uma dessas energias, em maior ou menor grau. O quanto esta ou aquela predomina em nossa configuração pessoal é justamente o que a análise astrológica proporciona.

Quem tiver a natureza mais colérica de Marte poderá dosar esta com as influencias também presentes das outras energias para “ajustar” seu programa no sentido de ter maior equilíbrio ao invés de seguir simplesmente como um desbravador ousado sem atentar ou arcar com as conseqüências.

A habilidade e experiência maior ou menor do astrólogo é o que vai tornar o mapa ou análise astrológica ser mais sucinto e breve ou mais elaborado e completo.

O problema aparece quando consideramos o leitor ou consulente. Se ele pediu a análise achando que ela iria adivinhar quando ele ou ela encontraria seu príncipe ou princesa encantada; se seriam então felizes para todo o sempre e coisas assim, não tem nenhum trabalho astrológico sério que resolva.

Portanto, por mais simples a análise ou mais elaborada, a questão é de quem a vai ler, porque e como. Ler, assimilar e por em prática o que lhe for bom e conveniente e trabalhar ou descartar o que lhe desagradar ou não servir para seus fins.

Isto é. A qualidade do resultado e das conseqüências de uma análise astrológica depende da qualidade e propósito de quem a lê. E quanto mais elaborado, mais difícil pode vir a ser a compreensão de tudo. Eu mesmo tive um cliente que levou dez anos para compreender o mapa dele.... E as minhas análises muitas vezes constituem livros sobre o nativo.

O meu próprio primeiro mapa, por exemplo, foi pré-programado, desses que se obtém em dez minutos de algum stand de shopping... mas o engraçado é que bateu com tanta exatidão com o que eu pensava a respeito de mim mesmo e de como eu “funcionava”, que passei os quatorze anos seguintes estudando astrologia e me tornei um profissional!

Porque isso? Bem. O mapa simples é pouco menos genérico que o horóscopo de jornal, mas pelo menos leva em conta fatores que imprimem características diferentes como o signo natal, o ascendente, a força da Lua e de cada um dos planetas nas posições que ocupavam naquele momento. Os aspectos que formavam entre si e que davam o tempero de combinação e conciliação dessas energias em comportamento neste ou naquele segmento de nossa vida.

Já o mapa mais elaborado vai mais fundo. Fala não somente das causas aparentes, mas fala das possíveis consequências; chega até a esboçar características que definem nossos defeitos ou virtudes de caráter. E como somos seres complicados e complexos, é evidente que um mapa assim também o será.

Temos em geral a tendência de “gostar’ ou não gostar de uma frase entre as outras e a adotar como essência da análise. Assim como lemos um livro e gostamos do título ou da frase de final feliz. Poucos são os que lêem a introdução, o prólogo e até o epílogo quando há. Conteúdo, nem se fala.

Aliás, a tal da leitura dinâmica propalada nesses dias em que todos estamos com pressa de chegar a lugar algum, nos deixa com muito gosto de querer saber mais e achar que o que lemos não nos disse o suficiente. Na realidade, fomos nós que não lemos senão a primeira e última frase e ficamos a fantasiar sobre o que poderia estar contido entre elas.

Assim sendo, o mapa é bom ou mau não por si só, mas por quem e como o lê.

Como astrólogo, sempre sugeri um processo tríplice de leitura para os meus clientes.

A primeira leitura é aquela leitura dinâmica para satisfazer a curiosidade. De preferência sem refletir ou se deter de perto em qualquer coisa. Nosso cérebro registra tudo mesmo que não o façamos com atenção ou concentração.

A segunda leitura, alguns dias mais tarde, já é uma leitura crítica. Onde recomendo que o nativo use um lápis (não uma caneta) para marcar no texto ou à margem, os trechos que lhe afetam de alguma maneira, seja com alegria ou desagrado.

Na terceira, ainda mais alguns dias mais tarde, aí fazer uma leitura calma e ponderada, munidos de uma borracha. Vão ficar surpresos quantas “fichas” irão cair e ele/ela poderão apagar os questionamentos de agrado e desagrado da segunda leitura. A compreensão começará a esclarecer sua mente e o leitor começará a se ver em crescente plenitude e diversidade; a compreender porque na mesma hora que diz sim, por dentro tem vontade de dizer não... Enfim, começa a se conhecer em todas as suas vertentes, boas ou más.

É assim que um mapa astrológico passa de ser mau a bom. Tem poucas pessoas, mas as hás, como há bruxas (em que ninguém acredita) que usam o mapa como um livro de cabeceira. Sempre que se vêem em crise, sabem buscar a explicação no seu mapa, e sabem também como superar, contornar ou modificar o que o levou à crise.

O mapa passa a ser uma ferramenta de vida. Fluindo o autoconhecimento, tudo o mais se torna mais fácil e prazeroso. O nativo/a poderá pautar suas próximas vinte e quatro horas em auto-observação e ajuste para evitar momentos mais desafiadores; controlar sua intempérie; obter melhores resultados em seus projetos e anseios. Até sonhar com o sucesso, ou o reconhecimento de outros. Aquilo que lhe for mais importante.
Nenhum astrólogo jamais dirá que é fácil. E o mais difícil é a leitura... a persistência. A capacidade de não queimar etapas. A capacidade de olhar para dentro de si mesmo/a e reconhecer que pode ter esta ou aquela qualidade ou defeito e que isso não é culpa do astrólogo, mas algo a ser trabalhado pela própria pessoa. Ficar com raiva do astrólogo não resolve o problema.

É preciso que cada um se lembre que somos seres psicologicamente condicionados à dualidade. O que não é bom é mau. Mas é justamente aí que reside o segredo. Todo defeito pode ser convertido em seu antípoda, ou a virtude correspondente. O ódio em amor. O medo em coragem. A preguiça em persistência.

E como o mapa não é determinante, ele mostra tanto quaisquer virtudes quanto quaisquer defeitos. E ainda diz os que são mais acentuados e os que são tendências desafiadoras que podem ser contidas, trabalhadas e convertidas.

O próprio astrólogo, se experiente em aconselhamento ou versado em psicoterapia jungiana, pode ser um auxiliar fabuloso para ajudar nesse processo. Mas as mudanças não acontecerão por milagre ou por mera admissão de sua existência. Elas serão fruto do esforço, do empenho do nativo quando este pretender conduzir melhor sua própria vida.

E é bom não esquecer que quanto mais difícil o desafio, mais urgente é trabalhar para convertê-lo. Para que ele não se enraíze irremediavelmente e com a nossa indiferença, faça com que a configuração “default” do mapa atue em nós ao invés do mapa nos servir para crescer e melhorar.

Cada mandala se divide em três círculos. Os dois círculos externos são por sua vez divididos em doze partes. A de fora corresponde aos signos do zodíaco, ou seja, nossa concha elíptica em que gira o nosso Universo. A seguinte para dentro se divide em doze casas. O grande círculo central é o campo onde se desenrola a ação dos planetas e dos aspectos que formam entre si.

Os aspectos, calculados em níveis de graus de proximidade e distância entre os planetas e os ângulos que fazem, são tracejados em linhas que conectam os planetas aspectantes. Os aspectos difíceis ou desafiadores são geralmente desenhados em vermelho e os aspectos chamados benignos, em azul. O cruzamento dessas linhas também pode formar figuras geométricas cuja presença no campo de ação representa maior ênfase dos planetas envolvidos na figura.

Mas não se iluda o consulente se tiver maior presença de linhas azuis de que seu mapa é “bom” e que tudo vai acontecer caindo do céu como presente na vida dele/a. Nem se desanime se a predominância for de linhas vermelhas achando que o mapa é difícil senão mau.

Sabemos que somos propensos a nos acomodar quando vemos muita facilidade e também com igual facilidade somos capazes de nos entregar ao inevitável quando os desafios são muitos. Nada acontece por si só a não ser que sejamos indiferentes à nossa própria: “sorte” ou “azar”. As facilidades até poderão surgir e acenar, mas só se concretizarão se nós fizermos por onde merecê-las. E os desafios estão ali para os superarmos.

Na medida em que nos permitimos absorver o mapa com todas as suas vertentes, suas energias boas ou más; descobrimos que precisamos conciliar e balancear nossas atitudes que contém ambos os extremismos da dicotomia.

Quando conseguirmos conciliar e identificar em nós mesmos o surgimento dessas energias no nosso dia-a-dia, teremos aprendido a usar o mapa para tornar a nossa vida mais fácil (ou mais difícil). Afinal, tem pessoas que se não tiverem dores, aborrecimentos, preocupações, frustrações, não ficarão satisfeitas, pois a vida lhes parece vazia. Já outras pessoas preenchem esses vazios com coisas novas e produtivas que as conduzem ao crescimento espiritual. E então o mapa passa a ser bom.


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Autoria

Texto de: Boris Artemenko - professor de Astrologia - ba.astros@gmail.com - Fevereiro 2015

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