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Como cuidar de herpes genital na gravidez

Como cuidar de herpes genital na gravidez

Você notou pequenas bolhas cheias de fluídos na região da vagina? Sentiu dores constantes ao urinar ou constatou uma sensibilidade e inchaço na região da virilha? Então trate de buscar ajuda de um médico, pois pode ser uma incidência de Herpes Genital.

Trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST), de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV). “Ele provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos. Quando o vírus está dentro do organismo, dificilmente será eliminado. Ou seja, mesmo com tratamento as lesões voltam a aparecer”, informa o médico dermatologista, Amilton Macedo, com prática em oxidologia.

A recorrência da doença ocorre porque o vírus faz a sua replicação através do material fornecido pelas células do hospedeiro. Dessa forma, como ele se mantém escondido dentro das raízes nervosas, o sistema imunológico não possui acesso. “As lesões sempre voltam a aparecer. Porém, o que determinada a quantidade de incidências, ou seja, se é com maior ou menor frequência, é o organismo de cada pessoa”, explica Macedo.

Sintomas da Herpes Genital

Segundo o dermatologista, os sintomas do herpes genital variam de pessoa para pessoa. No entanto, a gravidade da doença costuma ser mais grave logo após a contaminação. “Como no corpo da mulher ela ainda não tem anticorpos responsáveis no combate ao vírus, as manifestações são mais intensas e podem gerar extremo desconforto”, alega.

Já em casos em que a mulher já foi contaminada pelo vírus – o mesmo vale para o homem – é preciso estar atento quanto ao período de incubação que varia de 10 a 15 dias após o ato sexual com o parceiro portador. “Os sintomas mais comuns são coceira, ardor, formigamento e lesões na área genital”, alerta Amilton.

 

Outros sintomas:

- Gânglios inflamados;

- Febre;

- Dor de cabeça;

- Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos;

 

Herpes X Gravidez

O herpes congênito é uma doença bastante grave e, por este motivo, acaba se tornando uma das maiores preocupações das mulheres contaminadas, já que pode passar para a criança durante a gestação ou no parto. “Embora não seja tão frequente esse tipo de transmissão, é importante informar ao médico que é portadora do vírus, mesmo que ele já tenha sido tratado”, sugere o especialista.

Macedo ressalta ainda que no caso de mulheres que descobriram a contaminação durante a gravidez, pode provocar lesões no feto ou até mesmo acarretar em aborto espontâneo, já que a primeira infecção é mais severa. “Dependendo da gravidade do caso o medicamento recomendado pode ser um antiviral. Mas podem ser recomendados medicamentos de uso local, na forma de cremes ou soluções, ou para uso via oral, na forma de comprimidos”, diz.

Lembrando que o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para que a acometimento não seja intenso. “Evite furar as lesões e também não mantenha relações sexuais com o seu parceiro. Além disso, após manipular as feridas, lave sempre as mãos porque o vírus pode ser transmitido para outras regiões do corpo, especialmente, as mucosas oculares, bucal e genital. Aliás, para não haver uma contaminação de mãe para filho durante o parto a recomendação é uma cesariana”, conclui Amilton.

 

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Autoria

Texto de Sacha Silveira – Fonte: Dr. Amilton Macedo (CRM/SP – 80686), médico dermatologista com prática em oxidologia - www.amiltonmacedo.com.br – Maio 2015

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