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Ciências Ocultas – parte 3 (final)

Ciências Ocultas – parte 3 (final)

O fato é, como vimos nos dois artigos anteriores, que, o homem “moderno” ou contemporâneo, apesar do desenvolvimento tecnológico, da abundância de informações cada vez maior, se mostra cada vez mais perdido e em busca de sua identidade, quer pessoal quer como membro de uma sociedade composta pela espécie humana. Porque será?

Deve-se isso a diversos fatores e as minhas conclusões pessoais resultantes da vivência adquirida ao longo da vida é o que espero conseguir passar aqui. Respondo pela minha opinião.

Primeiro. A nossa espécie é muito mais antiga do que nos dizem. Talvez tão antiga quanto o próprio universo do sistema solar. É possível, provável até, que tenhamos surgido inicialmente como entidades sutis e incorpóreas para em nova fase assumir um corpo físico a fim de experimentar o que significa ter matéria e interagir com outras formas.

Tudo nesse universo parece ter uma mesma origem e possuir a mesma força motriz de evolução. Em Inglês chamo esse instinto de Bonding and Sharing. Cada partícula busca unir-se a outra e através dessa união, tornar-se mais forte e mais duradoura. O processo tem um preço quicas alto demais que agora estamos pagando.

Na medida em que as partículas se unem e começam a compartilhar suas qualidades naturais, surge a necessidade de organizarem-se em conjuntos cada vez mais complexos. Veja-se o nosso corpo humano.

Para alcançar a fase atual de nossa complexidade biológica e orgânica, foi preciso passar por vários estágios de evolução e aperfeiçoamento como matéria funcional, sentiente e pensante.

Mas o preço mais alto que estamos pagando hoje é o distanciamento cada vez maior de nossas raízes cósmicas e espirituais; o esgazeamento de nossas memórias da nossa origem. Perdemos o fio da nossa quintessência e das causas que deram início ao processo.

É curioso que até hoje, com toda a evolução do conhecimento humano, um dos maiores, senão o maior, mistério continua sendo entender a nossa consciência; e reconhecê-la como o cerne que motivou e ativou o processo de surgimento, diversificação e crescente complexidade não só das formas, como do seu habitat e interação. Discute-se sua natureza e tenta-se mecanizá-la (como fizemos com tudo o mais) no sistema geral de teorias da vida que hoje parecem mover a intelectualidade acadêmica.

Na verdade, lá no fundo de nosso âmago, continuamos lembrando de tudo; essas memórias continuam a ser a nossa verdadeira realidade, e permeiam nas camadas mais sutis de nossas mentes e sentimentos. Entretanto, como a cada ciclo ficamos mais materializados e mecanizados, essas memórias conflitam com a capa mística e ilusória das explicações que nos são propostas por aqueles que deveriam nos fornecer respostas, mas eles próprios estão há muito divorciados da verdadeira realidade e raízes.

Essa verdadeira realidade a cada dia regride cada vez mais em um limbo indefinido, gerando a perda de nossa individualidade em favor de uma personalidade imposta pela sociedade humana e suas instituições. O preço: perdemos contato com nós mesmos. E por isso buscamos incessantemente recuperar nossa verdade, que naquele limbo, cada vez mais se oculta.

Segundo. Em tempos muito remotos éramos seres mais simples, diretos e autênticos. Mas discordo de que tenhamos sido habitantes selvagens de cavernas, meros caçadores e catadores, combatendo monstros do reino animal, gigantes e as forças da natureza. As forças da natureza sim, mas aos poucos entendemos que nos eram necessárias para preservar nosso habitat e os meios que nos proporcionava para a sobrevivência e evolução. Coisa que também parecemos ter esquecido nos dias de hoje.

Em algum ponto dessa história remota, é possível e até provável que algumas entidades sutis ou menos sutis (mas sem dúvida, mais evoluídas e experientes), nos tenham vindo ajudar para nos organizarmos como etnias, coletividades e sociedades funcionais e cooperativas - tanto intelectual como materialmente. Tais entidades que podem inclusive terem sido de espécies de outras dimensões do cosmos, nos apresentaram os rudimentos do que hoje chamamos de civilização. Entretanto, toda benesse tem seu preço. Nada é gratuito neste plano da existência.

Ao nos encarnarmos em corpos físicos, perdemos cada vez mais contato com as nossas origens e essência. Ao nos “civilizarmos”, começamos desde o início a codificar os nossos conhecimentos.

Até certo ponto, fomos ensinados a re-encontrar nossas raízes através do autoconhecimento. A Astrologia pode e deve ter sido a primeira das ciências que nos foram legadas como ferramenta de auto-aprimoramento, tentando evitar que nos perdêssemos no Ego que passou a ser a nossa maneira mais óbvia de manifestação perante os nossos semelhantes e as outras formas de vida.

O preço dessa nova fase e complexidade foi podermos crescer em número. Essa explosão demográfica cada vez mais avassaladora, - aumentou também o número de experiências e informações, às quais foi necessário começarmos a organizar academicamente. Tornou-se necessário fragmentar esses conhecimentos em conjuntos sistematizados, e eventualmente em especialidades.

Terceiro. E talvez mais grave. Na medida em que nosso número crescia e as nossas comunidades se alastravam e espalhavam pelo planeta, aumentando as necessidades de sobrevivência surgia o entendimento de que para termos unidade e coesão, precisávamos também de organizar as idéias pelas quais nos norteávamos coletivamente. Vieram as castas, surgiram as elites, os doutos e pensadores, as lideranças...

Eles não menos que o “homem comum”, também vinham se distanciando da realidade original de suas raízes, e as memórias que retinham precisaram ser expressadas na forma de crenças, suposições e superstições. Surgiram as religiões.

As entidades que nos ajudaram a nos organizar e civilizar, haviam nos impressionado com sua capacidade como detentores de poderes muito maiores que os nossos. Maravilhados com estes e invejosos de um dia também os obter, naquela primeira fase os deificamos. Eles tornaram-se nossos deuses, modelos e paradigmas a serem seguidos por nós em nosso percurso aos propósitos de existir, fossem estes quais fossem.

E a primeira grande ciência oculta é que nem tais deuses nem nós conseguimos até hoje entender qual é esse propósito. É que perdendo contato com nossas origens e quintessência, perdemos também a noção de que tínhamos nós mesmos escolhido encarnar em formas de matéria para experimentar as sensações de estarmos vivos; de sermos até certo ponto autônomos; para descobrir ao que nos levaria o nosso ímpeto de unir-se e compartilhar.

As ideias e crenças unificadoras embutidas em formas religiosas nos pareceram justificar a existência na matéria, dar-lhe um sentido, ou pelo menos criar-lhe uma razão de ser. Mas o preço foi a perda cada vez mais profunda de nossa identidade e nossa conexão com nossa quintessência.

As memórias que insistiam em permanecer em nosso subconsciente foram aos poucos manipuladas para se encaixarem nos dogmas com que se construíram os paradigmas. Foi sendo cada vez menor o número de membros da nossa espécie que continuava a “saber” que a verdade era muito mais intensa. Nossa autonomia como organismos materializados não nos imbuiu da responsabilidade de nossas origens e os dogmas permitiam que outorgássemos essa responsabilidade às divindades, podendo inclusive culpá-las pelas nossas desavenças, agradecer pelas nossas benesses, e responsabilizá-las por estarmos perdidos literalmente no espaço e no tempo.

Os praticantes e postulantes de tais dogmas tornaram-se nossos líderes, nossos sacerdotes, deveriam ter-se tornado nossos modelos. Mas como tinham evoluído da mesma falácia que os demais, foi-lhes mais fácil exacerbar o Ego e passar a serem ditadores do que deveríamos, poderíamos ou não saber, fazer, sentir e cultivar.

O conhecimento que todos invariavelmente tinham perdido era a primeira ciência oculta. E na medida em que fomos “crescendo” como espécie, nos perdíamos cada vez mais em uma miríade de fragmentações para tentar amenizar o conflito entre a nossa sabida verdade original (nem pecado nem virtude). Hoje, vivemos cada vez mais a ilusão dos frutos desse afastamento da nossa quintessência e da incompreensão de nossa própria “divindade” se é que ela existe.

Todos os nossos problemas hoje derivam de vivermos sob um paradigma equivocado que esconde, oculta, a nossa verdadeira realidade, as nossas origens, raízes e razões de ser. E como instintivamente sabemos disso e ainda conservamos a noção de onde viemos, ficamos a procura da nossa individualidade. É o nosso paradigma que está errado, que é uma ilusão.

Quarto. A quantidade de informações hoje disponíveis para nós é maior e mais vasta do que a quantidade de estrelas que supomos existir no cosmos; ou muito mais do que conseguimos contar olhando para os céus ainda que através de potentes telescópios.

Temos acesso ilimitado a tais informações, pensamos. Mas nossa capacidade de absorvê-las continua limitada à capacidade de processamento do nosso cérebro, e nossa capacidade de nos desapegarmos do paradigma consolador que nos manipula.

Pior. Hoje, as fontes de informações não vêm mais do raciocínio, da crítica e da discussão. Vem de artigos como esse, que tanto podem estar imbuídos de sinceridade e veracidade, quanto de desinformação para nos manter presos aos paradigmas que nos cerceiam. Está cada vez mais difícil saber quem está dizendo a verdade, quem está nos manipulando, ou quem deseja prosseguir na divisão e mistificação da espécie para melhor dominá-la.

Os valores pelos quais pautávamos os conhecimentos que antes aprendíamos, eram tais que nos conduziam de volta às nossas raízes. Hoje, esses valores estão corrompidos por vários fatores. E são cada vez menos os que conseguem manter suas cabeças e seus espíritos acima do nível mínimo de racionalidade.

Academicamente, a fragmentação em especialidades ultrapassou os limites racionais. Hoje não tarda que haja cadeiras que nos doutrinem, sobre cada vez menos; até que venhamos a pensar que sabemos tudo sobre exatamente nada. Enquanto isso, tudo o mais se torna mais uma ciência oculta.

Aonde isso nos está conduzindo? A partir do próximo artigo, falaremos de Conspirações, Sociedades Secretas, Teorias de Fim do Mundo, Extra-Terrestres, etc. e tal....


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Autoria

Texto de Boris Artemenko - Professor de Astrologia - Junho 2015

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