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Superstições

Superstições

Quem já se esquivou de uma escada para não passar por baixo? Quem já atravessou a rua para que um gato preto ou então um padre de batina, não lhe atravessasse o caminho? Quem sente um calafrio só de ouvir ou ler o número 13? Quem já se arrepiou ao receber o Ás de Espadas em uma sessão de cartomancia? E a queda de um talher ao chão – não lhe criou nunca a expectativa de uma visita quiças indesejada? Um espelho quebrado? A Astrologia foi considerada superstição por muito tempo e em épocas diferentes.

Pois é, hoje nós vamos começar a falar das superstições. Provavelmente, com a vida ocupada de hoje, a maioria das pessoas já nem se lembra de quantas coisas disparam uma reação supersticiosa, então, antes de mais nada, vamos falar das mais conhecidas e muitas ainda lembradas, e as suas alegadas razões.

Mencionei acima as mais famosas. Desde pequenos nos é dito para não passarmos por baixo de uma escada. Mas esta tem um racional. Se tiver alguém na escada que cair ou deixar cair algum objeto como uma lata de tinta, nos vamos logo compreender o por quê.

Gatas pretas, coitadas, eram consideradas bruxas convertidas por maldições ou pragas e se nos atravessassem nosso caminho, poderiam passar sua maldição a nós. Já um padre de batina, coisa rara hoje em dia na rua, era tido como “uma ave de mau agouro” e poderia significar doença grave ou até morte na família.

Assim como num jogo de adivinhação com cartas, tirar um az de espadas. Podia significar no mínimo grande perigo senão morte.

E o número 13 hem? Nossa, que medo. Atribui-se a origem desta superstição ao fato de que Jesus andava com 12 apóstolos, 13, portanto, e um deles o teria traído. Esta é tão forte que em muitos lugares, especialmente em Nova York, tem edifícios que não tem o andar 13!!! E aí tem outras histórias para temperar a salada. Sexta-feira 13 para muitos é dia de grande azar em que nada dá certo. Já para outros, é um dia de sorte. A explicação? Será que a sexta-feira da paixão caiu num dia 13? Mas tem um 13 que parece que dá sorte, principalmente às casamenteiras, pois virando o santo Antonio de cabeça para baixo no dia 13 de Junho, garante achar o noivo... se vai ser a gosto, isso é outro assunto.

Se você estiver manipulando talheres e cair um garfo, vai receber a visita de um homem; se uma colher, de uma mulher; e se cair uma faca, vai quebrar o pau (brigar).

O que você faz quando, sem querer, derrama sal ou derruba o saleiro que se quebra e o conteúdo se espalha? Os antigos diziam que para evitar o azar, era preciso pegar um pouco do sal derramado e jogar por cima do ombro esquerdo.

Antigamente o chaveiro mais desejado era um pé de coelho, porque se pensava que este, como amuleto, trazia sorte. Mas não podia perder porque aí dava um azar danado...
E quando você quer que algo saia do seu jeito; geralmente que dê certo como você gostaria, o que é que você fazia? Batia num tronco de árvore ou então sobre um móvel de madeira com o nó dos dedos umas três vezes. Acreditava-se que então o azar iria embora.

E tem o mau-olhado, também chamado de olho-gordo, que você atribuía como característica a alguma pessoa que considerava invejosa, e que só com o olhar era capaz de lhe fazer algum mal. Há uma versão conhecida como a da “seca pimenteira”. Se olhasse a sua horta, ou uma planta bonita e viçosa num vaso, a energia dessa pessoa fazia murchar. E se contasse algum projeto secreto a essa pessoa, o projeto dificilmente se realizava.

Dinheiro é o eterno objeto de desejo de todos. Assim, hoje jogamos na loteria. Mas antigamente, as pessoas jogavam moedas simbolizando seus pedidos em uma fonte ou poço. Tem uma fonte em Roma, a Fonte de Trevi, mundialmente famosa e anualmente se retiram milhares de moedas do fundo dela para gáudio dos encarregados da faxina. Não sei se com igual sorte para aqueles que jogaram as moedas lá. E diz-se que a fonte também realiza outros desejos. Fizeram até um filme com a Audrey Hepburn que ficou famoso e a música foi um sucesso: “Three Coins in the Fountain” (Três Moedas na Fonte) ...

E ao passear pelo campo de mãos dadas com a sua eleita, se você achar um trevo de quatro folhas então... vocês casarão, serão felizes para todo o sempre, e nada lhes faltará.
Mesmo assim, em casa, sobre a porta de entrada, pelo lado de dentro, pendure uma ferradura com as duas pontas viradas para cima. Parece que isso mantém a sua sorte e de quem mais mora naquela casa.

E já que estamos falando de casa, falemos de vassouras. Colocar sua vassoura atrás da porta de entrada, com o cabo para baixo, faz as visitas indesejáveis, como cobradores e outros, irem embora logo. Para evitar desgraças, a vassoura deve ser guardada na posição vertical. E não deixe suas crianças brincarem de cavalinho com as vassouras. Elas serão infelizes. E é claro, varrer a sua casa de noite, faz mal porque expulsa a tranqüilidade da sua casa.

E no quarto de dormir? A que me lembro agora, fala para aqueles que tem dificuldade para adormecer rapidamente e sem ficar perdidos em pensamentos negativos. Trocar o travesseiro. Não adianta virar.

O espelho é um objeto que tem ainda na maioria das casas, de vários tamanhos e em diversos lugares. Dizem que quem quebrar um espelho terá sete anos de azar. E se guardar os cacos ou tentar remontar, os sete anos começam a contar do dia que você se desfizer dos cacos. Ficar se admirando em um espelho quebrado é pior ainda. Significa quebrar a própria alma. Também não se deve olhar num espelho á luz de velas. E muito importante para os que acreditam, não deixar ninguém se olhar no espelho, ao mesmo tempo que você.

E vocês acham que acabou? Tem muito mais. Uma coisa muito útil para os dias de mau tempo, o guarda-chuva, não deve ficar aberto dentro de casa. Segundo uma crendice tradicional, abri-lo ou mantê-lo aberto (para secar, por exemplo), dentro de casa, traz infortúnios e problemas aos moradores da casa.

Mas aqui começam a aparecer superstições com duplo significado. Nas Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico, abrir um guarda-chuva no trabalho significa trazer grande riqueza. E agora?

Voltemos para dentro de casa ou qualquer ambiente onde passemos bom tempo de nossas vidas. No escritório, na garagem, na oficina, na cozinha. Não vai faltar aranhas, lagartixas, até grilos. Em casa, as aranhas e as lagartixas representam boa sorte, e matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Ainda em casa ou no escritório, ter um elefante de enfeite sobre um móvel qualquer, elefante de tromba erguida e posto de costas para a porta de entrada, dizem que evita a falta de dinheiro. Já uma estátua pequena ou não de um Buda sentado e barrigudo, também virado de costas para a porta, sobre um pires onde colocar algumas moedas e de vez em quando acariciar as mamas dele, vai trazer dinheiro.

Se a sua orelha esquerda esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. O costume é recitar os nomes das pessoas que você acha que podem estar fazendo isso, até dar com o nome da pessoa que o estava fazendo. A queimação vai parar, e para podermos sorrir, a tradição nos diz para então morder o dedo mindinho daquela mão que o falador irá morder sua própria língua.

Mas se a palma da sua mão esquerda coçar é sinal que vai receber dinheiro. Oba. Mas se for a palma da mão direita, vai aparecer algum visitante desconhecido. Já coceira na sola do pé significa que você vai viajar, possivelmente para o exterior.

Ah sim. Se você estiver numa festa ou comemoração e for hora de brindar, se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, não brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Diz-se que ambos terão seus desejos invertidos.

E até no campo editorial, dizem que publicar um livro ou um jornal com 13 páginas, não é muito aconselhável.... Atento Sr. Editor?

Bom. Vamos terminar este rosário (não que não haja outras superstições), com a famosa solução para achar objetos perdidos. A maneira mais eficiente de encontrar algo que parecemos ter perdido é dar três pulinhos para São Lunguinho.

Achou a sua paciência?

Provavelmente, o leitor conhecerá outras e apreciaremos bastante que nos envie as suas. Mas afinal de contas, o que é superstição? E porque as alimentamos como parte do nosso dia-a-dia? No próximo artigo, falaremos sobre isso.

 

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Autoria

Texto de Boris Artemenko - Professor de Astrologia - Julho 2015

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