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Vida após a morte

Vida após a morte

Este é um tema delicado, dizem que ninguém volta depois da morte para nos contar como é a vida do outro lado.

Mas, se ouvirmos as pessoas espíritas que em Centros Espíritas reúnem-se com seres desencarnados, poderemos aprender algumas coisas, como por exemplo, adquirirmos conhecimentos de como é nossa hora da morte, e também que existe vida após a morte.

Em vários livros e em várias seções espíritas podemos aprender que a hora da morte e pós morte varia de acordo com a benevolência do caráter e da moral da pessoa que está morrendo.

A separação do corpo pela alma é quase sempre lenta, gradativamente ela vai se “desgrudando” do corpo. Muitas vezes, a alma começa a se desprender antes da morte efetiva do corpo. Para uns, quanto mais o indivíduo for apegado à matéria e aos seus bens materiais, mais penosa sua alma fica, sofrendo no desenlace, e apegada às emoções do corpo.
Para alguns, a morte pode ser dolorosa, e cheia de angústia. Para outros, pode ser tranquila, parecendo o despertar de um delicioso sono.

Esse desenlace é rápido e a passagem é fácil para quem se livrou em vida das coisas mundanas, para quem aspirou ao bem espiritual, cumprindo com seus deveres, diferentemente dos que se apegam aos bens materiais e de caráter duvidoso, sua luta será uma agonia prolongada para o espírito ligado a Terra que não conhece outros prazeres senão os materiais e que se descuidou de se preparar para sua partida espiritual.

Tranquila, resignada, quase alegre, é a partida dos justos. A partida da alma que, depois de muito ter lutado e sofrido na Terra confiando no futuro, é a libertação, o fim da prova.
A entrada em uma nova vida traz variadas impressões, de acordo com a elevação moral do espírito. Muitos, cuja existência carnal foi de indecisões, sem graves defeitos, ou méritos assinalados, ficam imersos em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo, até que um choque violento venha a sacudir seu ser, seu espírito sai do corpo lentamente e readquire sua liberdade, porém muitos se intimidam, ficam hesitantes, não ousando servir-se dessa liberdade, permanecendo ligado, por medo e por hábito, aos lugares onde viveu, continuando a sofrer e a chorar com aqueles que partilharam de sua vida. Para estes, o tempo passa sem medida. Apenas tempos depois, outros espíritos lhe dão assistência, aconselhando e ajudando a dissipar a sua perturbação e a romper os últimos laços terrenos, de modo a elevar-se a regiões menos obscuras.

A condição dos espíritos na vida de além túmulos, sua elevação e sua felicidade, dependem da faculdade de sentir e de compreender, a qual é proporcionada ao seu grau de adiantamento.

A vida do espírito elevado, embora isenta de fadiga é extremamente ativa, não existe distância para ele, vai de um lugar a outro com a rapidez do pensamento. Seu invólucro, semelhante a um leve vapor, adquire tal grau de transparência que o torna invisível aos espíritos inferiores. O espírito vê, compreende e sabe, não por meio dos órgãos materiais que se interpõem entre nós e a natureza, interceptando-nos às mais delicadas sensações, mas diretamente, sem obstáculos, com todo seu ser, e por isso as suas percepções se tornam, bem diversamente, muito mais claras e numerosas do que as nossas.

O espírito superior vive emancipado e livre de todas as necessidades corporais. A nutrição e o sono não têm nenhuma razão de ser para ele.

Já os espíritos inferiores levam com eles para o além túmulo os hábitos, as necessidades, as preocupações materiais, e não podendo se elevarem acima da atmosfera terrestre, voltam a vida terrena e misturam-se as lutas, aos trabalhos e aos prazeres do homem.

Portanto, pelos estudos existentes, podemos dizer que há vida depois da morte e que nossos espíritos são interdimensionais e mediante ao seu caráter vem a sua densidade espiritual numa hierarquia divina que nos separa entre espíritos inferiores e espíritos superiores, formando agrupamentos de parentes e amigos de todas as reencarnações de vida, acompanhados de espíritos superiores que nos ensinam a evolução natural e nos encaminham para novas reencarnações neste planeta, ou em outros, elevando-nos a novos graus de espiritualidade, desde que não tenhamos nenhuma recaída de caráter no meio do caminho.

Devemos nos policiar para mantermos nosso caráter elevado, com o objetivo do crescimento espiritual, tanto nesta esfera terrestre quanto na esfera celestial.

A palavra-chave é “Amor”.



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Autoria

Texto de Alberto Sugamele - Editor - Agosto 2015

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