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O que altera o sabor do esperma? Médica Sexóloga revela “segredo”

O que altera o sabor do esperma? Médica Sexóloga revela “segredo”

O sêmen humano é cremoso, espumoso e esbranquiçado. Depois de 10 a 30 minutos fora do organismo humano, o líquido cremoso torna-se líquido. O sêmen é composto aproximadamente por 10% de espermatozoides e líquido testicular, 30% de secreções da próstata e 60% de secreções das vesículas seminais.

Os espermatozoides são os gametas masculinos, ou seja, carregam 23 cromossomos em seu núcleo, e quando penetram no óvulo formam um novo ser humano. As secreções das vesículas seminais são responsáveis pela sobrevivência dos espermatozoides e contém: frutose (açúcar das frutas), enzima coagulante e prostaglandinas. A frutose é a energia para os espermatozoides. A enzima coagulante torna o sêmen cremoso e as prostaglandinas ajudam a melhorar o ambiente vaginal para os espermatozoides sobreviverem.

As secreções da próstata incluem citrato, fibrinolisina, Cálcio, Zinco e fosfatase ácida. O citrato também é fonte de energia para o espermatozoide. A fibrinolisina age como um anticoagulante do sêmen, o que ajuda na movimentação do espermatozoide. Naturalmente o esperma é levemente salgado e o pH do esperma é alcalino, enquanto o pH da vagina é levemente ácido. Aproximadamente 5% das mulheres tem alergia ao esperma.

A maioria dos estudos não mostraram nenhuma ligação entre a ingestão de café e a qualidade do esperma, com apenas um estudo que liga o alto consumo de café (mais de 308 mg / dia ou cinco xícaras) com o aumento do dano ao DNA do espermatozoide, o que pode mudar o pH e o gosto do esperma.

O consumo moderado de álcool não tem sido associado com qualquer falha da função espermática, com alguns estudos, sugerindo um pequeno efeito benéfico do consumo moderado de álcool em comparação com nenhum consumo, mas não há dados relacionados ao sabor do esperma, as conclusões são pessoais na maioria das vezes. No entanto, a alta ingestão de álcool (mais de 20 doses por semana) tem sido associada com a função prejudicada do espermatozoide, perfil hormonal masculino alterado com aumento de estrogênio (hormônio feminino) e redução da testosterona (hormônio masculino), o que reduz significativamente a fecundidade.

Com base na evidência científica existente, uma dieta ideal para melhorar a saúde do esperma deve conter grandes quantidades de frutas e legumes, peixes e nozes (ricos em ômega-3) e uma quantidade moderada de álcool, sendo recomendado diminuir o consumo de carnes vermelhas, leite integral (leite e queijo), óleos hidrogenados (fontes de gorduras trans), assim como produtos a base de soja.

Além disso, prática regular de exercícios físicos moderados a vigorosos, ao contrário dos exercícios extenuantes, parece ser benéfica para os espermatozoides. Alguma evidência científica suporta o uso de antioxidantes, ômega-3, e suplementos de vitamina D para aumentar a qualidade do esperma e/ou a produção de testosterona.

No escritório de patentes dos EUA está patenteado desde 2012 um composto com: abacaxi liofilizado, banana liofilizada, brócolis liofilizado, aipo liofilizado, morango ou cereja liofilizada, canela, cálcio, magnésio, gengibre, noz-moscada, creatina, zinco, selênio, vitamina E, vitamina B6 e vitamina B12. Um energético que promete diminuir o gosto salgado e amargo do esperma por 24 horas, não devendo ser ingerido mais que duas vezes por dia. Conforme as pesquisas para observação de viabilidade os pesquisados relataram significativa melhora no sabor e textura do esperma, sem registro de efeitos adversos.

Nunca é demais lembrar que o esperma pode transmitir gonorreia assim como infecções sexualmente transmissíveis (DSTs), incluindo o HPV e HIV se a gengiva ou a mucosa jugal (mucosa interna da boca) estiver ferida o que permite o contato do sêmen com o tecido exposto. Para eliminar o risco de transmissão de DST, devemos fazer os testes de DSTs e usar preservativos durante o sexo oral e as relações sexuais.

Sexo é bom, mas pode ser ótimo, principalmente se for seguro.

Fonte: Dra. Franciele Minotto - médica e sexóloga, mestrada pela USP com área de atuação em sexologia e vem descomplicando o mundo do sexo no seu blog “Sexo Lacrado”.

 

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Texto de: Dino A.I. – Outubro 2015

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