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Região Sudeste é a mais atingida pelo vírus da Dengue revela pesquisa parcial do Ministério da Saúde

Região Sudeste é a mais atingida pelo vírus da Dengue revela pesquisa parcial do Ministério da Saúde

Região Sudeste é a mais atingida pelo vírus da Dengue revela pesquisa parcial do Ministério da Saúde


Infectologista esclarece as dúvidas sobre a doença



O Ministério da Saúde divulgou recentemente que o Brasil atingiu mais de 1,59 milhões de casos de dengue em um balanço parcial de 2015. Dentre os municípios recordistas de casos no ano passado quatro são do Estado de São Paulo, Onda Verde com 17.966, Rio Claro com 10.237, Sorocaba com 8.647 casos e Campinas com 5.746 casos da doença registrados. Os números foram compilados no dia 05 de dezembro de 2015 e colocou as regiões Sudeste e Centro Oeste com as maiores taxas de disseminação da doença.

No último ano o mosquito transmissor da doença Aedes Aegypti também passou a infectar a população com dois outros vírus, Chikungunya e Zika que também vem preocupando as autoridades.  
 
A dengue é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti infectado, que se desenvolve em áreas tropicais do mundo devido às condições do meio ambiente que favorecerem seu desenvolvimento e proliferação. Ao contrário do mosquito comum que pica durante a noite, o mosquito pica durante o dia, sendo comum que as epidemias da Dengue ocorram no verão, ou após períodos chuvosos.

A Infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Andreia Maruzo Perejão explica, “Caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas, e qualquer lugar onde possa se acumular água pode ajudar a proliferação do mosquito transmissor”.  A transmissão ocorre, quando o mosquito é infectado após o contato com uma pessoa doente, transmitindo-a uma pessoa sadia.

Existem dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. “A dengue clássica é uma doença que em mais de 95% dos casos, causa desconforto com geralmente sintomas menos graves e raramente leva a morte. Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam de três a catorze dias com febre alta, dor de cabeça, fraqueza, dores musculares, enjoo e vômitos”, explica a médica.

A dengue hemorrágica é outra forma mais grave da dengue clássica e mais rara. “Nestes casos ocorrem sangramentos em algumas partes do corpo, um quadro clinico mais grave esta situação pode evoluir para um colapso circulatório, choque, e pode levar a pessoa à morte” esclarece a Infectologia. O diagnóstico da dengue pode ser clínico e laboratorial, existindo quatro tipos diferentes de vírus da dengue.

O tratamento da doença é sintomático, e a ingestão de líquidos tem papel importante na recuperação, “O paciente deve se manter em repouso, beber muito líquido, e só utilizar medicamentos prescritos por médicos para aliviar as dores e a febre. É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que geralmente desaparece completamente com o tempo”, orienta a infectologista.

Segundo a profissional entre 72% a 95% das pessoas infectadas com o vírus da Chikungunya apresentam febre alta repentina, “Além desse sintoma clássico, o paciente com também apresenta cefaleia, mialgia, manchas pelo corpo (exantema), conjuntivite, náuseas e vômitos e dores articulares debilitantes (poliartrite), sendo esse último sintoma o que mais a diferencia da dengue”. “Seu nome vem da língua Kinchonde e significa ‘homem que anda arqueado’ devido às fortes dores articulares” explica a infectologista. “Essa artrite ocorre mais em mãos e pés e pode persistir por meses ou anos, mas, raramente há complicações ou mortes” ressalta a infectologista Dra. Andreia.

O combate às doenças é em sua maioria de prevenção, evitando que os locais se tornem criadouros de larvas. “É necessário evitar que objetos no jardim ou expostos ao ar livre se tornem recipientes de água. Nestes casos é importante que os objetos sejam cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam fixados nas paredes dos recipientes”, explica a profissional.

Seguem algumas dicas da Dra. Andreia Maruzo Perejão para evitar que o mosquito se prolifere:  

• Colocar terra nos pratinhos coletores das plantas para evitar o acumulo da água
• Não deixar acumular água nas calhas do telhado;
• Colocar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa
• Tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris e tambores;
• Não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos que possam acumular água (latas, garrafas, cacos de vidro etc.);

Em locais de maior ocorrência dessa doença, deve-se usar, sempre que possível, calças, camisas de manga comprida e repelente contra insetos. “Pessoas que estiveram em área de risco e que apresentarem febre durante ou após a viagem devem procurar um Serviço de Saúde mais próximo”, finaliza a profissional.

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Texto de Máquina Public Relations – Janeiro de 2016

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