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Hatha Yóga, o caminho da consciência é o caminho do equilíbrio

Hatha Yóga, o caminho da consciência é o caminho do equilíbrio

Hatha Yóga Clássico XXIII




No capítulo anterior a este, abordamos um roteiro básico e simples sobre exercícios ergonômicos e fáceis do Hatha Yóga, mostrando como os mesmos podem ser realizados em um instituto, uma escola ou na residência da pessoa interessada em obter seus benefícios. Na medida do possível, oferecemos um passo a passo, inclusive com um programa diário que quando seguido, pode trazer excelentes resultados tanto para a saúde do praticante quanto para o seu bem-estar. Todavia, há questões mais profundas quando tratamos sobre as práticas, que não podem ser deixadas de lado. Portanto, neste capítulo atual, vamos considera-las a partir de uma outra visão. Não material, mas sutil, que, todavia, é onde reside o cerne de qualquer assunto relacionado à vida humana. Sob todos os aspectos e sentidos, trata-se da consciência, este elemento tão precioso e que faz toda a diferença na vida das pessoas. Anteriormente, já abordamos a consciência em capítulos anteriores, mas é crucial aprofundarmos a nossa visão sobre a mesma.

A Consciência e de novo as Trigunas Tamas, Rajas e Satwas

Dentro do Yóga como um todo, quando abordamos a Consciência, via de regra, abordamos paralelamente toda uma massa de diferentes energias - em forma de partículas de luz - que na realidade formam o que se convencionou chamar de consciência. Muito embora, esta seja uma visão mais profunda e oriental, onde a consciência é o todo que nos envolve. E o ser consciente, é aquele que ao longo do tempo, espaço e causalidade, consegue interagir de uma forma mais refinada com esta infinita massa de partículas de luz, que formam a consciência cósmica, com todas as suas nuances e os seus constantes desdobramentos. Até porque, está imerso no mar infinito de consciência, embora muitos nem sequer saibam disto.

Portanto, a partir do momento em que uma pessoa busque as práticas do Hatha Yóga e entenda que está interagindo com toda esta massa de consciência, a mesma também começa a entender tudo o que acontece na sua vida e ao seu redor. Simplesmente, porque começa a tomar “consciência”. Mas este não é um processo tão rápido ou mesmo muito agradável. Pois a tomada de consciência através das práticas, traz inúmeros efeitos e tem desdobramentos interessantes. Por exemplo, a pessoa passa a se conhecer melhor e entender “porque ela é como ela é”.

Para entendermos o conceito de Consciência - mesmo que a grosso modo - temos que buscarmos uma visão sobre a complexidade da existência das energias. Por exemplo, a energia elétrica, a energia magnética, a estática, a eletromagnética, a eletroestáticas, a solar, a lunar, a estelar, a telúrica, a tamásica, a rajásica e a sátivica entre muitas outras. E como as mesmas, em suas diferentes formas de variação, densidade, peso ou leveza influem diretamente nas nossas vidas, no nosso comportamento, na nossa saúde e no nosso dia-a-dia.

Após termos um vislumbre desta outra realidade que nos envolve e nos domina, vamos destacar três destas energias ou forças, para que possamos manejar ou até utilizarmos as mesmas da melhor forma possível, seja durante as práticas, seja no cotidiano. As mesmas levam - em Sanskrito - os nomes de Trigunas ou três gunas, sendo elas Tamas, Rajas e Satwas ou Satvas. As mesmas têm diferentes qualidades vibracionais ou energéticas e devem ser estudadas a fundo, para que sejam utilizadas adequadamente. Sejam durante as práticas do Hatha Yóga, ou seja em cada etapa da vida.

Pois é a maior ou menor intensidade ou força desses três tipos de energias na natureza humana, que irão determinar não só a natureza, mas também a personalidade e o comportamento de uma pessoa ou de um praticante. E por fim, o seu temperamento. Vamos dar algumas características destas, para as pessoas compreende-las basicamente:

As Trigunas e parte das suas funções

a) Tamas - pode ser definida, como aquela massa de energia ou campo de energia que, gera os processos mais brutos, mais densos, mundanos, pesados, grosseiros e irracionais. Por exemplo, imagine uma pessoa ou um grupo de pessoas tamásicas. Se olharmos serenamente para a sociedade atual, chamada erroneamente de “sociedade moderna”, poderemos observar que a grande maioria da mesma, é formada por pessoas com essas características.

b) Rajas - pode ser definida, como aquela massa de energia ou campo de energia que, gera os processos mais agitados, ansiosos, angustiados e racionais. Por exemplo, imagine uma pessoa ou um grupo de pessoas rajásicas. Se olharmos serenamente para a sociedade atual, poderemos observar que outra grande parte da mesma, é formada por pessoas com essas características.

c) Satwas ou Satvas - pode ser definida, como aquela massa de energia ou campo de energia que, gera os processos mais refinados, sutis e até espirituais. Por exemplo, imagine uma pessoa ou um grupo de pessoas sátvicas. Se olharmos serenamente para a sociedade atual, poderemos observar que há um número muito pequeno de pessoas com essas características.

Porém, é importante frisarmos que da mesma forma que a Lei do Karma é flexível, mutável e mutante, as Trigunas não são parte de uma lei rígida e imutável, pois conscientemente - só conscientemente - ao longo do tempo e por meio das práticas do Hatha Yóga, é possível aos praticantes ir reconhecendo não só elas, mas também as outras formas de massas ou campos de energias e - lentamente - ir buscando interagir com as mesmas e se libertar delas. É claro, que o ideal é que a sociedade tivesse essa consciência e também buscasse tal liberação, mas essa já é uma outra questão que não faz parte da realidade vigente.

Algumas possibilidades concretas

Todavia, é possível - ainda que lentamente - utilizarmos o conhecimento refinado, a metodologia e as técnicas do Hatha Yóga, não só para reconhecermos tais energias, como para atingirmos um elevado grau de consciência individual e por meio disso, refinarmos nossos processos de natureza, personalidade e comportamento. O que vai nos trazer espiritualidade, harmonia interior, equilíbrio profundo e nos libertar das amarras que geram desequilíbrios seja emocional, nervoso ou psicológico. Ou desequilíbrios que nos trazem tristezas, amarguras, aflições, angustias, ansiedades ou amarguras desnecessárias.

Das possibilidades e das realidades

Por fim, mesmo diante de todo o exposto, temos que considerar que as possibilidades na busca de resultados por meio das práticas, efetivamente existem e são concretas. Não se trata apenas de teorizarmos sobre determinadas situações e não oferecermos pelo menos, algumas soluções concretas. Contudo, vamos esbarrar nas realidades concretas. Por exemplo, a preguiça, o marasmo, a procrastinação e a falta de atitude das pessoas. Quase sempre envelopadas em um pacote malcheiroso de desculpas de todos os tipos e espécies. E assim, a vida vai levando elas para qualquer lugar obscuro e medonho, com um cheiro de mofo ou até mesmo de podre, e de onde elas não fazem o menor esforço para sair. Até porque é mais cômodo continuar vivendo deste jeito vazio e nojento!

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Autoria

Texto colaboração de Claudio Duarte - Doutor em Yóga, Delhi/Índia - Fundador da Universidade Aberta de Yóga - Unesco member / PACY member – (11) 3288-8860 - Jornal O Legado - Abril 2017

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