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Geobiologia Parte 1




A geobiologia é uma ciência que estuda o impacto do ambiente e das construções na saúde dos habitantes e a aplicação deste conhecimento na edificação de espaços saudáveis.

A geobiologia não é uma forma de crença.

A geobiologia detecta e analisa, nos terrenos e habitações já erigidas, as emissões radioativas e eletromagnéticas e outras, que possam ter uma influência negativa sobre a saúde dos ocupantes ou que possam afetar a construção.

Estas emissões podem ter origem em: correntes de água subterrânea, falhas geológicas, diferentes malhas magnéticas, formas das edificações e de poluição do mundo moderno.

A circulação de água subterrânea é a causa mais comum de perturbações, e a mais conhecida. A circulação de água induz uma corrente elétrica da ordem de alguns milivolts entre ela e a superfície.

A geobiologia estuda fenômenos bem reais, mensuráveis e quantificáveis, utilizando métodos tradicionais até a pouco tempo considerados empíricos, como a radiestesia com suas varetas e pêndulos e métodos modernos tecnológicos como contadores geiger, magnetômetros, etc.

Introdução à Geobiologia

Geobiologia: “Ciência que estuda as relações da evolução cósmica e geológica do planeta com as condições de origem, de composição físico-químico e de evolução da matéria viva e dos organismos que ela constitui”. (Larousse do XX século, edição de 1930).

Há uns cinquenta anos após a grande guerra e consequente retomada do crescimento industrial e comercial as instalações elétricas eram mínimas, nas residências elas limitavam-se a uma tomada e uma lâmpada por cômodo. O rádio era em ondas médias e curtas, com aparelhos a válvulas. Hoje em dia apesar da brutal transformação deste quadro continuamos mantendo o mesmo olhar de inocência em relação às mudanças havidas. Substituímos as árvores de nossas ruas por postes de concretos distribuidores da monstruosa teia de uma aranha frenética, milhões de fios cruzados sobre nossas cabeças distribuindo eletricidade, telefone, dados, TV, etc. Também sob nossos pés a dois metros de profundidade um labirinto de cabos de força, de canos de água com pressão, uma malha de canos metálicos de distribuição de gás e imensos canos de esgoto doméstico e de águas pluviais. Infelizmente a lista é bem mais longa:

TV VHF; TV UHF; Radar; Rádio FM; Forno micro-ondas; TV por satélite; Transmissões de rádio em toda a gama do espectro eletromagnético; Telefones celulares nas várias bandas; Estações transformadoras; Aparelhos de exame tipo raios x e etc; Todos os aparelhos eletrodomésticos; Linhas de alta tensão; Os fenômenos ligados à corrente elétrica, efeito térmico, campo elétrico, campo magnético, acoplamento indutivo e capacitivo; Eletricidade estática, ionização; Radioatividade natural; gás radônio.

Geobiologia e Bioarquitetura

A geobiologia é uma ciência, ela estuda fenômenos bem reais, mensuráveis e quantificáveis, utilizando métodos tradicionais até há pouco tempo considerados empíricos, como a radiestesia com suas varetas e pêndulos e métodos modernos tecnológicos como contadores geiger, magnetômetros, etc. Por causa de seu passado recente, empírico, a geobiologia é vista como uma ciência paralela. Esta “novidade” para algumas pessoas está ainda relacionada com algumas habilidades e costumes tradicionais, tais a pesquisa de água pelo poceiro usando uma rústica forquilha de madeira, o pastor escolhendo o local para pernoite sentindo o terreno com a mão, ou pior ainda algum grupo druídico em seus rituais de integração com a natureza, vestidos a rigor com suas camisolas brancas e flores no cabelo.

A geobiologia é uma ciência que estuda o impacto do ambiente e das construções na saúde dos habitantes e a aplicação deste conhecimento na edificação de espaços saudáveis.

A geobiologia detecta e analisa, nos terrenos e habitações já erigidas, as emissões radioativas e eletromagnéticas e outras, que possam ter uma influência negativa sobre a saúde dos ocupantes ou que possam afetar a construção.

Estas emissões podem ter origem em: correntes de água subterrânea, falhas geológicas, diferentes malhas magnéticas, formas das edificações e de poluição do mundo moderno.

A circulação de água subterrânea é a causa mais comum de perturbações, e a mais conhecida. A circulação de água induz uma corrente elétrica da ordem de alguns milivolts entre ela e a superfície. Esta corrente modifica a radiação eletromagnética sob a qual ela se encontra, dando origem à sensação de frio que se sente nesses locais. Também a fricção da água nas margens produz raios gama, um tipo de radioatividade natural.

As falhas geologicas são o produto do deslizamento dos terrenos ou acomodação da crosta terrestre. O espaço vazio ressonante emite na vertical variações no campo elétrico e emissões do espetro das ondas de forma. Durante o período de chuvas algumas vezes servem também de canal de escoamento de águas. Na vertical de abruptas mudanças na constituição do terreno encontram-se também os mesmos fenômenos energéticos.

As “falhas” a que nos referimos em radiestesia e geobiologia são pequenos acidentes de sub-superfície ou fenômenos detectáveis até trezentos metros de profundidade, não tendo, portanto, relação com as grandes falhas tectônicas, essas a profundidades de cinco mil metros ou mais.

A partir dos anos 1930, múltiplos pesquisadores apresentaram ao público variadas malhas geomagnéticas, as duas mais conhecidas e de fácil detecção; a malha de Hartmann e a malha Curry, seus cruzamentos quando estimulados por acidentes telúricos e outros, podem tornar-se o foco de emissão de energia de muito baixo potencial.

É interessante neste ponto fazer referência a uma instituição alemã fundada no início dos anos 1970 por um grupo composto por Hubert Palm, médico, Karl-Ernest Lotz, engenheiro, Anton Schneider e Alfred Hornig, especialista na relação entre a biologia e a eletricidade – O Instituto Internacional para Baubiologia e Ecologia. O prefixo bau em alemão significa arquitetura – a baubiologia é a arquitetura biológica, a qual enuncia 25 princípios:

1. A geobiologia é um meio de conhecer o local de construção.
2. As habitações devem ser distantes das zonas industriais e das estradas importantes.
3. Os alojamentos devem ser distintos uns dos outros e situados no meio de espaços verdes.
4. A habitação é um espaço personalizado respondendo às particularidades de seus habitantes.
5. Os materiais de construção do edifício devem ser de origem natural.
6. Os materiais utilizados permitirão a “respiração” da casa.
7. Os materiais utilizados permitirão um equilíbrio da umidade.
8. Os materiais utilizados permitirão uma filtragem e neutralização dos poluentes.
9. Um equilíbrio deverá ser obtido entre a produção de calor e o isolamento térmico.
10. Um equilíbrio deverá ser encontrado entre a temperatura das diferentes e a do ar.
11. O aquecimento deverá ser irradiante e sua origem a energia solar.
12. A concepção do edifício prevenirá contra a umidade e promoverá sua secagem.
13. O edifício não produzirá odores particulares e, as fumaças serão expelidas.
14. A luz, a iluminação e as cores serão principalmente de origem natural.
15. A concepção do edifício evitará a propagação de ruídos e infrassons através dos materiais.
16. Os materiais terão baixos índices de emissão radioativa.
17. O campo elétrico natural não será modificado, a ionização será preservada.
18. O campo magnético natural não será modificado.
19. Os campos eletromagnéticos induzidos pelo edifício serão minimizados.
20. As alterações das radiações cósmicas e terrestres serão evitadas.
21. Os espaços e objetos serão concebidos ergonometricamente.
22. A concepção do edifício se baseará em proporções harmoniosas.
23. A construção e os materiais utilizados não implicarão no uso de uma tecnologia de grande consumo energético.
24. A construção e os materiais utilizados não alterarão as fontes não renováveis.
25. O processo de produção, de construção e de utilização do edifício não produzirá efeitos secundários prejudiciais para a vida da comunidade e dos indivíduos


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Autoria

Texto colaboração de Antonio Rodrigues - Escritor, autor de múltiplos trabalhos no âmbito da radiestesia - casadaradiestesia@gmail.com - Jornal O Legado - Abril 2017

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