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O alarmante número de suicídios entre adolescentes

O alarmante número de suicídios entre adolescentes



Se você foi “pop” na escola ou faculdade, amado pelos seus pais, sem problemas financeiros, magro e esportista, algumas ideias a seguir podem parecer alienígenas.


Pensar em suicídio e completar o ato são duas situações separadas por quilômetros de distância. Jovens que tenham se sentido solitários, “sacaneados”, inferiorizados, desprezados, menosprezados, alvos de chacotas, com dificuldades em casa – financeiras ou de relacionamento – e com pressões do tipo “você tem que ser o melhor ou nunca será coisa alguma na vida!”, tendem a ter pensado em tirar a própria vida. Quem passa por essas situações costuma sentir vergonha do que passa, não procurando ajuda de maneira eficiente.


Porém, alguns indícios nos dão dicas de que alguém está passando por uma situação dessas, seja usando drogas ou excesso de álcool, isolando-se socialmente, dirigindo em alta velocidade – e embora saiba do perigo, não se preocupa –, constante indisposição para sair de casa, ir ao cinema e variações, ouvir frequentemente músicas “deprê”/suicidas, escrever diários ou fazer desenhos melancólicos, além de falas do tipo “a vida não tem sentido”, “para que me esforçar tanto?”, “não vejo razão para continuar”, “gostaria de desaparecer” e “vocês vão se arrepender do que estão fazendo!”.


Estatísticas mostram um índice maior de suicídio entre os jovens em comparação a anos anteriores. Porém, o que ainda vejo no dia-a-dia é que muitos suicídios não entram nessas estatísticas, tais como acidentes de carro ou moto inexplicáveis, overdoses de medicações ou drogas e variações. Ou seja, o número de casos é muito maior do que sabido oficialmente.


O grande problema da adolescência é enfrentar o mundo despreparado para ele, tanto em termos de frustrações amorosas, quanto de amizades, eventuais “incompetências” na escola, inferioridades de aparência, “sacaneações” de colegas aumentadas, desprezos contundentes e por aí vai, ou seja, um mundo adulto para quem está saindo da infância.


Para aumentar o problema, o excesso de protecionismo, tanto propagado hoje pela mídia, onde pais fazem pelos filhos o que eles conseguiriam fazer por eles, a falta de críticas em relação às faltas e falhas e a intensa frequência de elogios, os levam a se sentir bem sobre eles, mas sem segurança e capacidade de lidar com as durezas da vida. Em outras palavras, entram num mundo de relacionamentos complexos e maior exigência acadêmica, porém menos preparados do que se estava nas gerações anteriores, ingredientes que facilitam o suicídio.


Problemas na vida equivalem a uma dor de cabeça que se toma um remédio para ela. Então, persistindo os sintomas, procure a mãe, pai ou amigos e se não der certo, busque profissionais como um psicólogo, psiquiatra, orientador pedagógico ou até um orientador religioso da família ou conhecido.


Entender os problemas da vida e aprender a lidar bem com eles, nisso consiste a sabedoria. Algo a ser formado em si a vida inteira, principalmente em épocas de sofrimento. Esse é o foco de uma psicoterapia eficiente. Em outras palavras, para ser médico ou advogado, não basta ter tido um pai ou mãe com estas formações, é preciso fazer uma faculdade. Similarmente, o mesmo vale para viver bem.


Quem não aprender a pensar bem sobre a vida, pode ser esmagado por ela com uma certa facilidade.


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Autoria

Fonte: Agência +PLUS. Texto de Bayard Galvão - psicólogo, hipnoterapeuta e palestrante. Autor de livros, criador do conceito de Hipnoterapia Educativa. Instituto Milton H. Erickson de SP. www.institutobayardgalvao.com.br – Jornal O Legado – Maio 2017

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