Corpo e Mente
Uma viagem sagrada pelos confins da Índia

Uma viagem sagrada pelos confins da Índia



Claudio Duarte relata, com exclusividade para o Jornal O Legado, sua recente viagem para a Índia


Uma longa jornada pela Índia, pode começar com um simples sonho. Todavia, grandes transformações interiores, também podem começar com sonhos. Porém, é muito importante sabermos interpretar ou dar um significado concreto aos mesmos. E este é o aspecto delicado da realidade, pois nos traz uma nova visão de mundo.

Mais uma vez, cheguei a Nova Delhi no dia um de julho de 2017, acompanhado da professora de Yóga Mariana. Desembarcamos em uma manhã quente e tranquila e, após nos instalarmos, iniciamos nosso projeto educacional e social junto a uma pequena ONG que tem sede no Himalaya - em Rishkesh - e outra no sul - em Nagpur - voltado para crianças e adolescentes. Contudo, antes de descrever as peripécias do projeto e da viagem, é importante falar um pouco da Índia.

Uma breve visão da Índia atual

O custo de vida na Índia, é relativamente baixo, os meios de transportes são acessíveis a todos e as rodovias, avenidas e ruas são modernas e bem pavimentadas. A opção do país continental foi de, ao invés de se tornar um país altamente industrializado, tornar-se um país bem estruturado em relação aos alimentos, com milhões de micro fazendas orgânicas. E produz e distribui sua produção de forma bem equacionada. Tem tecnologia e TI de ponta, mas voltada para exportação e produzida em bolsões específicos, tipo Bangalore e Hyderabade, conhecida como Cyberabade.

As rotas e equipamentos de metrôs e trens são novas e as estações são amplas, silenciosas, bem sinalizadas e o custo das passagens é pelo percurso percorrido, inclusive dos ônibus. Há uma ampla frota de táxis novos, porém com taxistas - em boa parte - malandros e desonestos, inclusive os dos scooters, que são os piores. Todavia, com o advento do Uber, ou os taxistas mudam - algo quase impossível - ou em pouco tempo, tornam-se uma espécie em extinção. Na área da saúde, a Índia conta com hospitais modernos e avançados em diferentes tipos de tratamentos e operações e por ter custos baixos, atrai muitos estrangeiros. A área de serviços é uma das que mais cresce, inclusive atendendo outros países.

A Índia tem uma filosofia de vida majoritária que é o hinduísmo (92% da população), e no bojo do hinduísmo, há vertentes religiosas que são todas monoteístas, cada uma seguindo uma diferente divindade tutelar, que convive pacificamente com outros credos. O país é socialista, contudo com uma política flexível onde quatro ou cinco partidos grandes se destacam. O índice de corrupção é médio e há punição dura para políticos corruptos. A população atual já é a maior do planeta, e, enquanto vários países têm leis específicas e programas razoáveis de controle de natalidade, a Índia não tem nenhuma lei ou programa.

Neste sentido, corre o sério risco de em poucos anos ter uma explosão demográfica e graves problemas com falta de água. Outro problema grave, é o machismo e a violência contra a mulher em diversas regiões, em especial ao nordeste e noroeste do país. A mulher é segregada e confinada desde a infância e não tem espaço no ambiente externo da sociedade e tão pouco, profissional. Mesmo o grande número de mulheres (62%) que frequentam universidades. Em muitas cidades grandes ou médias - com raras exceções nas regiões acima citadas - só se veem homens nas ruas. E, estejam sozinhos ou em bandos, não podem ver uma ou mais mulheres caminhando, em especial estrangeiras, que se transformam em animais bestiais e sem nenhum respeito, encarando-as, mexendo com as mesmas, fazendo insinuações ou até mesmo dirigindo-se a estas da forma mais nojenta possível. Isto não é genérico, contudo é muito amplo. Outra questão podre é a abordagem e os olhares às mulheres estrangeiras. Em geral, a primeira pergunta é sempre sobre o “estado civil” e daí, segue-se um rosário de perguntas invasivas. E a mulher indiana - mesmo nas grandes capitais - solteira ou casada, ainda é obrigada a ficar em casa, à maioria não é permitido ter independência ou sequer trabalhar. O machismo é pesado e brutal e fere a maravilhosa e genuína espiritualidade do país. A mulher, além de ter poucos direitos, segue calada e à sombra do seu “macho”. Contudo, há milhares de ONG’s sérias no país, lutando pelos direitos das mulheres e dando apoio às mesmas. Seja contra a violência doméstica, seja na educação e na profissionalização, na saúde e bem-estar. Para que elas possam ter vez e voz na sociedade e se libertarem de um jugo pesado que se arrasta ao longo do tempo.

A Índia, em especial nas grandes capitais, está lentamente caindo na perigosa emboscada da “globalização” da miséria. Porém, terá que pôr em discussão - abertamente - no seio da sociedade a questão do empoderamento e da emancipação da mulher, caso queira ser uma potência no futuro. Por fim, um outro ponto interessante a se observar é que ao longo dos anos, houve uma forte inversão no turismo da Índia, onde quase desapareceram os turistas estrangeiros em grande escala. Por outro lado, cresceu exponencialmente o turismo interno, formado pelos nativos. Em geral, mesmo as grandes capitais, só iniciam suas atividades às dez horas. Então, para quem for se deslocar de uma localidade a outra muito cedo, o ideal é que faça seu desjejum no próprio lugar em que estiver hospedado, ou que tenha em mãos, boas provisões com frutas, água e sementes.

Em busca de outras visões espirituais

Três de junho de 2017, rumamos bem cedo para Rishkesh, onde imediatamente iniciamos atividades com a Darnendra Yóga Caritable Foundation, ONG séria e pequena, que cuida integralmente há sete anos, das mesmas 80 crianças e adolescentes, trabalhando com grandes dificuldades. Os cuidados, envolvem desde educação, saúde, alimentação, vestimentas, treinamento em matemática, inglês, computação, yóga, dança, artes e meio-ambiente. Participamos oficialmente da cerimônia de doação dos materiais escolares que levamos. Entregamos material em mãos para cada criança. Houve toda uma série de atividades, onde cada grupo de crianças ou adolescentes, fez desde apresentações de dança, de Vinyasas do Hatha Yóga e algumas falaram sobre os progressos do grupo e de suas esperanças para o futuro.

Cinco de julho de 2017, uma quarta feira bastante ensolarada, retornamos para Nova Delhi, pela única estrada ruim por onde trafegamos nesta jornada, repleta de desníveis e bem diferente do conjunto das outras.

Seis de julho de 2017, quinta feira de muito sol, viemos para Jaipur, a capital do Rajastão, por uma excelente estrada rodeada de pequenas e exuberantes fazendas orgânicas, com as mais diferentes plantações. Ao chegarmos, imediatamente nos dirigimos a algumas das clínicas de medicina Ayurvédica locais e, escolhemos uma, para participarmos diretamente por alguns dias, de vários tipos de tratamentos especializados. E assim, nos aprofundarmos mais no conhecimento desse ramo milenar da medicina. Optamos por tratamentos dos olhos, Tarpanan, do corpo em geral, Abyanga e da estrutura neurológica, cognitiva e sensorial com Shirodhara. São realizados/desenvolvidos em períodos longos de até três ou quatro horas, dependendo de cada diagnóstico. Há outros tipos de tratamentos como o Pancha Karma que envolve dietas especiais, jejuns, banhos, lavagens e repousos. Ou o Shiro Vasti, realizado por meio de suaves toques vibratórios na cabeça ou mesmo toques mais enérgicos. Há o Had Vartan, tratamento exclusivo para a pele facial. Ou ainda o Elakizhi ou popularmente Elakzhit, realizado com toques ou pressões mais fortes, sobre a região dos Nadis ou Srotas - meridianos - visando eliminar pontos de marmas - acúmulos pesados de energias ruins - ou mesmo bolsões de marmas, que são muito mais graves, pois podem se transformarem em doenças físicas. Todos esses tratamentos, são feitos com aplicações de óleos naturais ou com outros concentrados naturais e nunca com óleos sintéticos ou químicos. Via de regra, ao final de cada tratamento ayurvédico deste tipo, é necessário deixar o resto do dia livre para repouso profundo - Nidra - e para meditação longa - Dhyana. Pois os mesmos promovem tanto um profundo equilíbrio psicossomático emocional, nervoso e psicológico, quanto uma restauração e rejuvenescimento muito forte de todo o organismo interno. Para processos propedêuticos, imersões de três a sete dias são suficientes, todavia, para processos terapêuticos, apenas após diagnósticos específicos - caso a caso - é que será determinado quantas sessões são necessárias, se vinte sessões ou até mais, dependendo de cada situação. E, quais tipo de tratamentos serão incluídos nas mesmas.

A saúde como objetivo

Sete de julho de 2017, uma sexta feira ensolarada, iniciamos a primeira rodada de atividades juntos com quatro excelentes profissionais do Gujarate e Kerala e os resultados iniciais foram excelentes. Após, só repouso profundo - Nidra - e meditação - Dhyana - pelo resto do dia.

Oito de julho de 2017, sábado, demos continuidade no trabalho, repetindo os tratamentos da medicina Ayurvédica, em Jaipur e já iniciamos algumas avaliações prévias.

Nove de julho de 2017, domingo, concluímos o longo ciclo de tratamentos na clínica. O trabalho tanto terapêutico quanto propedêutico no local é excelente. Foram dias longos e muito proveitosos, além do grande aprendizado que tivemos.
Um ritual sagrado

Nesse mesmo dia, participamos de um ritual sagrado do Tantra Yóga em outro local. O mesmo se repetiu no dia seguinte, nos mostrando a luz da iluminação - Samadhi - e vale dizer, que dura várias horas e no mesmo, ocorrem mudanças e fenômenos profundos nas pessoas. Por ser um ritual muito raro, causou transformações karmicas definitivas em nossas vidas, de tal forma que jamais iremos nos esquecer. E, que irão interferir em todo o nosso futuro e já no presente.

Dez de julho de 2017, fomos ao lago central de Jaipur, onde no meio do mesmo, foi construído o palácio do antigo marajá, com tecnologia e engenharia hidráulica ainda desconhecidas na atualidade. Basta considerarmos questões sobre drenagem, por exemplo, e que o lago é imenso, profundo e praticamente do tamanho de uma cidade média. Na margem para visitação, é possível fazer breves passeios turísticos, adquirir artesanatos locais ou mesmo, comermos frutas da região, bebermos sucos de frutas exóticas ou saborearmos um delicioso sorvete natural, sob o sol que nos dá vida e nos ilumina. Após, fomos até a famosa Blue Pottery, por onde passam artistas e celebridades do mundo todo. O local é grande e espaçoso e tem uma história e tradição de algumas centenas de anos. Algumas das suas peças estão nas principais galerias de arte e em museus como o Louvre e outros.

Sobre Jaipur e sua cultura e beleza

Jaipur é a capital do Rajastão e, é considerada a Europa da Índia, pela sua avançada cultura e educação, por suas modernas universidades e institutos, seus fortes e palácios bem conservados, suas largas avenidas arborizadas, linhas de trens e metrôs modernos, grandes parques e áreas verdes. Por sua política independente e descentralizada, um sistema de saúde excelente e alguns dos principais hospitais do país. Além da dança, da música e da arte.

Onze de julho de 2017, visitamos o Templo de Jarkand. Um raro e antigo templo Dravidiano, nos moldes do sul da Índia, com o Gopuram, a torre onde os espíritos se elevam aos céus, logo na entrada e, internamente, a Mandapa, o imenso local onde o fica o altar central e onde se realizam as cerimônias e outras atividades.  No teto da Mandapa há enormes pinturas com imagens geométricas sagradas e raras de Yantras e divindades. Nas laterais, há toda uma série de divindades femininas desconhecidas. E à direita, os dez Avatares de Vishnu, o mantenedor do cosmos celestial onde o último é Kalki, que em vários textos clássicos - Upanishades - irá chegar no fim da Era de Kali - Kali Yuga - ou a era das trevas da ignorância pela qual estamos passando, para dar fim à mesma.

Doze de julho de 2017, visitamos o Birla Mandir, um templo grande e moderno dedicado aos Deuses Vishnu e Lakshmi, na parte nova da cidade. Com uma arquitetura sóbria e que evoca templos milenares, tem afrescos e vitrais amplos, com imagens de divindades oriundas de textos clássicos, como o Ramayana - de 7.500 anos - ou o Bhagavad Gita - de 5.200 anos. No altar central, amplo, arejado e todo branco, ficam as divindades tutelares. Em uma praça próxima, fica o Templo de Ganesha, que é muito antigo e forma um complexo, cujas Mandapas também são amplas, porém, com arquitetura antiga e com diversos altares de diferentes divindades. E ao centro o Deus Ganesha, o protetor e removedor de obstáculos.

Nos oásis fabulosos do deserto de Thar

Treze de julho de 2017, viajamos para Pushkar, uma cidade pequena e calma no coração do deserto de Thar. Chegamos cedo e fizemos uma primeira longa caminhada pela mesma. Inclusive, visitando o único instituto de Yóga de toda a região, cuja sede é bastante ampla e confortável. Passamos longo tempo lá, conversando com o professor Prakash Jain. Após, fomos à distante Tilora, no alto das montanhas, visitar o antigo templo da Deusa Durga. O local é silencioso e singelo, emitindo profundas vibrações espirituais. Mais tarde, na volta a Pushkar, andamos pelas inúmeras vielas da cidade, com suas miríades de cores, cheiros e sabores. No centro da cidade, fica o único templo do Deus Brahma - o criador - em toda a Índia.

Catorze de julho de 2017, saímos pela manhã e fomos ao templo solar da Deusa Savitre, em uma montanha próxima. A novidade, é que agora o antigo local, passou por uma ampla reforma e tem um bondinho para levar e trazer as pessoas ao topo da montanha. Então, ninguém precisa subir e descer os 616 degraus para alcançar a divindade. E todos podem atingir o Samadhi, em poucos minutos.

Quinze de julho de 2017, partimos para Bundi, a 189 quilômetros, onde novas surpresas nos aguardavam. Lá chegando, logo cedo, fomos para o vilarejo de Indra Garh, no meio de uma imensa chapada, visitar o antigo templo da Deusa Kali, cuja pedra fundamental tem mais de 5.000 anos. O mesmo fica no topo de uma alta montanha e para chegar lá, subimos 1.890 degraus desiguais. E claro, depois descemos. O interior do local é repleto de pinturas e estatuas da deusa, em ouro e prata e a cerimônia é toda cantada em Sanskrito arcaico. O ar é envolto pelo aroma de incensos raros e exóticos. Todavia, a região é de muito difícil acesso. Saindo de lá, rumamos para Talwas, mais distante ainda, onde fica o lendário lago Ratna Sagar, onde conta a lenda, que ali estiveram muitas divindades vindas do céu no passado. A viagem foi longa, porém repleta de conhecimentos ancestrais.

Dezesseis de julho de 2017, viemos a Kota, uma cidade grande e moderna, com amplos parques públicos e privados repletos de imensos jardins floridos e arvoredos, todos muito bem cuidados e com acesso grátis. Cruzamos o Chambal Graden e fomos até o pier do rio Chambal. Pegamos um barco e subimos o rio contra a correnteza durante uma hora, entre altos canions de vegetação expeça e repleta de animais marsupiais. O rio é bem largo e profundo e tem águas verde turquesa e caudalosa. Fomos parando em pontos distintos nas margens e observando a fauna e a flora. Após, fomos a alguns pontos da cidade e passamos por templos antigos, bem conservados, e por várias universidades.

Dezessete de julho de 2017, saímos cedo de Bundi e fomos a Bhim Lat, a 35 quilômetros, onde existe um antigo templo do Deus Shiva e uma cachoeira de 140 pés de altura. Passamos longo tempo no local observando serenamente a natureza. De lá, fomos direto para Baran, onde chegamos à noite.

Dezoito de julho de 2017, fomos conhecer o milenar templo de Ramgarh, onde também ficam os painéis históricos cavados em rochas, contando a vida antiga da região. Ainda em Ramgarh, fomos visitar o templo milenar da Deusa Krishnaí na região das montanhas. Subimos os 1.580 degraus do templo - e descemos - sob um sol inclemente de quarenta graus, no mais profundo silêncio. A Deusa Krishnaí é muito venerada em todo o imenso deserto de Thar no Rajastão, e a energia do templo vibra pura espiritualidade. De lá, rumamos para o distante Parque nacional de Ranthambhore onde chegamos já noite.

Dezenove de julho de 2017, passamos três horas pesquisando no parque, caminhamos longamente por trilhas abandonadas no meio de grandes florestas e visitamos os templos internos de Ganesha, Shiva e Kali. O parque na realidade, era uma cidade fortificada há mais de 1.500 anos e atualmente é uma reserva florestal protegida por lei.

Vinte de julho de 2017, fomos ao “Ranthambore Women Crafts” e descobrimos que nada mais é, que uma loja marota, usando um nome enganoso para atrair pessoas em geral. Mas que não passa de uma loja comum, sem nenhum vínculo com trabalho artesanal de mulheres. E com preços muito altos para quinquilharias. Tivemos a tarde livre para aperfeiçoarmos nosso Sanskrito.

Vinte e um de julho de 2017, logo cedo pegamos a estrada para Sawai Madho Pur, a 120 quilômetros de Ranthambore, para visitarmos o templo da Deusa Mãe. O mesmo tem quase 2.000 anos. Porém, como passar dos últimos vinte anos, a administração deste, foi promovendo grandes festas populares para arrecadar fundos milionários. E, construiu ao seu redor, locais como currais para as imensas filas de pessoas que lá ocorrem a cada mês. De tal forma que o local se descaracterizou e transformou-se em um templo de vendilhões. Na área externa do templo, no seu entorno, é pior ainda, verdadeiras gangues de achacadores tentam ludibriar os fiéis de todas as formas possíveis. Então, que a Deusa Mãe seja louvada e proteja a todos!

Daquele local, cujo distrito é Karoli, rumamos para Bharat Pur, a 130 quilômetros, onde chegamos a tempo de conhecermos o templo Jaina Rajendra Sur, limpo, silencioso, com quatro andares, todos entalhados artisticamente. Nas câmaras internas, em altares ricamente adornados, estão estatuas de centenas de iluminadas e iluminados do Jainismo, que são denominados Tirthankaras, ou seres puros.

Vinte e dois de julho de 2017, aqui em Bharat Pur, fomos ao Parque nacional Keoladeo e visitamos suas dependências por três horas. O local é um santuário-reserva com centenas de espécies de pássaros que periodicamente, migram de várias partes do mundo para lá. Há também animais quadrupedes, como grandes cervos, chacais, iguanas e outros que vivem lá permanentemente. Após, fomos ao antigo mercado local, que é formado por extensas ruas centrais e, milhares de vielas paralelas e inúmeras praças, todo composto por milhares de lojinhas que vendem de tudo, do imaginável ao inimaginável. Sempre a preços muito baixos, com exceção das joias finas e requintadas e de alguns raros produtos como óleos.

Partículas divinas de luz espiritual

Vinte e três de julho de 2017, bem cedo saímos de Bharat Pur em direção a Nova Delhi, numa viagem de cinco horas, por uma rodovia muito boa. Saímos dos confins da Índia e voltamos para a capital do país, também muito organizada e rica em verde. Todavia, o mais importante é o conteúdo espiritual que ficou profundamente impregnado em nosso interior, vibrando na forma de partículas divinas de luz espiritual! E, a real sensação de que conseguimos - com todos os sacrifícios inerentes - cumprir a missão que lá tínhamos de realizar. Além da nossa participação no ritual sagrado tântrico, cuja experiência e resultado, ambos vamos levar conosco por todas as nossas vidas! Pois a luz da Deusa Mãe, brilhou em nossos corações!



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Autoria

Texto e fotos colaboração de Claudio Duarte - Doutor em Yóga, Delhi/Índia - Fundador da Universidade Aberta de Yóga - Unesco member / PACY member – com participação de Mariana Palandi - (11) 3288-8860 - Outubro 2017

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