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Entrevista com João Gonsalves - Vamos falar de amor

Entrevista com João Gonsalves - Vamos falar de amor



João Gonsalves é escritor, terapeuta de autoconhecimento e pesquisador. Casado, pai de um filho e três filhas, também é empresário na área de serviços e de produtos. Sua missão é levar harmonia aos seres humanos por meio do autoconhecimento.


Para o terapeuta, o autoconhecimento é um exercício constante. Uma vez que os padrões de pensamento e comportamento foram criados ao longo da vida e já estão arraigados, a desconstrução desses padrões deve ser um exercício diário. E é o primeiro passo alcançar o amor, pois se conhecendo e se amando, você pode dar o que sabe que tem.
 
Jornal O Legado - Como o amor romântico pode ser conceituado? O comportamento humano em relação a esse sentimento se modificou?
João Gonsalves - O amor romântico pode ser conceituado como uma necessidade do outro, que precisa necessariamente de reciprocidade para ser satisfatório, e na verdade não é amor, e sim a necessidade que a pessoa sente de ser nutrido pelo outro. Uma pessoa pode viver um romance com amor, mas o romance não é o amor, pois depende de reciprocidade, e o amor é uma doação natural do ser. O romance foi sendo modificado a partir do nível de sensibilidade que o ser humano foi desenvolvendo, e usando os relacionamentos afetivos como fonte de satisfação.

Jornal O Legado - Amar é diferente de se apaixonar? Por quê?
João Gonsalves - Amar é diferente de se apaixonar, pois o amor não depende de reciprocidade, nem de benefícios que o outro pode nos dar. Amar é um sentimento profundo de boa vontade, de bem querer, onde realmente desejamos que o outro seja feliz, e se pudermos para contribuir para essa felicidade, o fazemos sem objetivar receber nenhuma recompensa. Apaixonar-se é um sentimento que está sedimentado no desejo de se relacionar afetivamente e sexualmente com a outra pessoa, e esse sentimento para prosperar, precisa   necessariamente de reciprocidade. Todo relacionamento íntimo necessita de reciprocidade, pois ao beijar, precisa duas pessoas, assim como para fazer sexo. A paixão nos leva a querer uma interação, uma troca, e não é uma doação, e sim uma necessidade do outro.

Jornal O Legado - Qual é a importância de cultivar o amor cotidianamente?
João Gonsalves - A importância de cultivar o amor cotidianamente, é muito grande, porque ao sermos amorosos, seremos mais compreensivos, pacíficos e ficaremos em harmonia. E só por isso já seria muito compensador. Porém tem muitos outros benefícios, como manter boa saúde, ter melhores relacionamentos, e mantermos um estado de paz interior. Somos uma essência amorosa, e agir em coerência com nossa essência nos traz um grande bem-estar e o corpo e mente ficam saudáveis.

Jornal O Legado - Quais sentimentos estão relacionados ao amor?
João Gonsalves - Os sentimentos relacionados ao amor, são principalmente o de aceitação e a compreensão, sendo que isso já traz muitos outros, que aumentam a harmonia entre as pessoas, e o resultado da aceitação é que não existe pré-requisitos para que a pessoa seja amada, compreendida e acolhida. A confiança é resultado da nossa auto compreensão, pois ao nos conhecermos profundamente, sabemos que ninguém pode nos prejudicar, se antes no nosso subconsciente o padrão de desconfiança, e a crença de que as pessoas querem nos prejudicar já não estiver instalado. Sendo assim, a desconfiança é em si, criadora de situações onde a pessoa se sente prejudicada.

Jornal O Legado - É preciso ser “pé no chão” ao se apaixonar?
João Gonsalves - Mais importante do que ter “pé no chão” é termos amor próprio, e como consequência disso, a auto aprovação. Ao nos aprovarmos, nosso sistema já estará saudável e nos aproximará de pessoas bem harmônicas conosco, e a paixão poderá ser vivida intensamente sem preocupações.

Jornal O Legado - Por que sofremos tanto quando temos o coração partido?
João Gonsalves - Sofremos quando temos o coração “partido” primeiro porque o coração “se parte” como consequência de auto reprovação, pois já temos em nós um sentimento de não sermos amados, e não merecedores desse amor. Essa autor reprovação gera situações onde não somos correspondidos no nosso desejo, e como já estávamos nos sentindo sem o amor dos outros, isso se acentua ao não sermos correspondidos. Isso vem originalmente da carência que desenvolvemos na infância, e procuramos compensa-la nos nossos relacionamentos afetivos, mas como já viemos carentes, as probabilidades de gerarmos dores emocionais pela rejeição do outro é muito grande.

E como o amor começa no amor próprio:

Jornal O Legado - Por que é importante desenvolver o amor próprio?
João Gonsalves - Desenvolver o amor próprio é importante, porque daí é que surgirá o sentimento de que merecemos ser felizes, e nos liberaremos para criarmos experiências agradáveis, saúde, prosperidade, relacionamento afetivo satisfatório, e, portanto, uma vida plena. Tudo isso nasce no amor próprio, assim como a ausência dele trará o contrário de tudo isso.

Jornal O Legado - Como acontece o desenvolvimento do amor próprio?
João Gonsalves - O amor próprio se desenvolve primeiramente no útero da mãe, influenciado pelas emoções que ela vive durante a gestação. O bebê, vive as emoções da mãe como sendo suas, e não tem a percepção de que esses sentimentos são da sua mãe, até porque nessa fase, ele nem sabe que a mãe é um ser e ele outro. Ele simplesmente vive, e sente as emoções da mãe como suas. Então é fundamental as mães que estão grávidas, terem o maior cuidado e sensibilidade em buscar se manter paz, cultivando bons sentimentos, pois será a base do seu bebê. Depois que nasce esse processo continua já tendo como base as experiências no útero da mãe, e se ele já nascer com um sentimento de rejeição, que pode ser originado no fato de sua mãe ter se sentido rejeitada durante a gravidez, ele terá a tendência a criar situações onde se sentirá mais rejeitado durante sua vida. O amor próprio pode ser criado a partir do autoconhecimento, onde verificamos que somos bons e bem-intencionados. Quando fazemos algo que gera sofrimento é porque não temos as informações necessárias para fazer de forma a trazer paz e harmonia, pois somos essencialmente amorosos.  Podemos desenvolver o amor próprio através de recursos onde tenhamos mais consciência de quem realmente somos.

Jornal O Legado - Em excesso, o amor próprio pode atrapalhar? Se sim, por qual motivo?
João Gonsalves - O amor próprio nunca é demais, e jamais é em excesso! O que aprendemos é ter amor próprio de menos, e o associamos ao egoísmo, e isso é um grande equívoco. O amor nunca é prepotente, nunca quer levar vantagem em relação ao outro. O amor próprio é a origem da felicidade de quem o tem, e os que estão no entorno dessa pessoa, sentirá os benefícios que emanam naturalmente dela.

Jornal O Legado - A baixa autoestima, por exemplo, interfere em outros relacionamentos? Por quê?
João Gonsalves - A baixa autoestima interfere em todos os relacionamentos, pois ela já é um sentimento de ser menos, não ter valor, e, portanto, não ser reconhecido e aceito. Sendo assim, a tendência dessa pessoa é que tenha relacionamentos onde tudo isso aflora, pois, o externo é a representação do nosso subconsciente, onde temos nossas crenças, (o famoso espelho) e a baixa autoestima é uma programação subconsciente de que não mereço ser amado, e isso por si, já irá gerar experiências onde não me sentirei amado. As crenças são auto realizadoras.

João Gonsalves - Assessoria em autoconhecimento - Terapeuta de autoconhecimento – Contato: (011) 98203-1315 – E-mail joaodedeusjd@uol.com.br - Site: www.joaogonsaves.com.br


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Autoria

Texto e entrevista colaboração de Verônica Pacheco - Toda Comunicação - Fevereiro 2018

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