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Hipotireoidismo: Epidemia que pode ser evitada

Hipotireoidismo: Epidemia que pode ser evitada



Mais uma vez quero chamar a atenção de vocês sobre um dos principais meios de manter a nossa máquina em pleno funcionamento e, para isso, escolhi falar sobre um tema atual e primordial para a modulação hormonal: a glândula tireoide.

Estatísticas indicam que os distúrbios da tireoide são cada vez mais comuns e isso, mais uma vez, tem a ver com meia dúzia dos principais causadores de inúmeras doenças. Ao falar desta glândula, nos referimos principalmente à desmodulação hormonal, que é um dos vilões de nossa saúde, e isso é constatado por pesquisas em que se estima que 20% das mulheres e 10% dos homens adultos no planeta apresentem disfunção de tireoide. Entre altas e baixas dosagens dos hormônios tireoidianos, sabe-se que essa glândula e suas funções influenciam todos os sistemas orgânicos, pois é dela o controle de todo nosso processo metabólico. Porém, de todos os problemas ocasionados, o fato é que hoje o mundo vive uma epidemia de Hipotireoidismo, ou seja, o baixo funcionamento da tireoide.

Pelo conceito do “Manual do Proprietário”, esse quadro atual tem razão de ser e a resposta está nos mesmos vilões de todas as outras doenças: toxinas ambientais, metais pesados, oxidação excessiva (excesso de radicais livres), inflamação crônica silenciosa, déficit e desproporção de nutrientes, e mais... todos estes fatores levam a um fígado intoxicado por substâncias químicas, que constam em agrotóxicos e produtos industrializados consumidos em abundância por toda população, e que também ocasionam um mau funcionamento do intestino, que faz com que os nutrientes não sejam absorvidos adequadamente impedindo que a tireoide também consiga produzir os hormônios.

Para chegar a um diagnóstico deste problema tão atual e que pode muito bem ser prevenido é importante ficar atento a alguns sintomas - que não são poucos! – e que podem ser confundidos com outros problemas de saúde e, por isso, demora-se muito a ser diagnosticado como hipotireoidismo, simplesmente porque é um diagnóstico difícil, que requer exames laboratoriais sucintos e boa pesquisa a respeito dos relatos do paciente.

Portanto, atenção a qualquer um desses sinais:

Fadiga, intolerância ao frio, constipação intestinal (intestino preso), diminuição da memória e da concentração mental, pele seca, alterações do metabolismo lipídico (aumento de colesterol e triglicérides), aumento do peso (obesidade), aumento da pressão arterial, queda de cabelos, unhas quebradiças, predisposição a vasculopatias (doenças arteriais como enfarto do miocárdio e derrame cerebral) e uma diminuição total da capacidade física, com sonolência e indisposição. Há outros dados comuns e que passam muitas vezes despercebidos, como depressão e ansiedade, infertilidade feminina, hemorragias menstruais, ausência de menstruação e até diminuição do hormônio do crescimento, que leva ao déficit de desenvolvimento físico e mental nas crianças e ao envelhecimento precoce em adultos. É bastante coisa!!!  

Essa disfunção é ocasionada pela transformação inadequada de um hormônio, pois há um caminho natural a ser seguido e, muitas vezes, isso não ocorre devido a fatores como o excesso de toxinas no fígado e o déficit de nutrientes. O resultado final é o hipotireoidismo, que para ser detectado é preciso passar por testes laboratoriais, onde são dosados em exame de sangue os valores do hormônio estimulante da tireoide TSH, além do T4 Livre e o T3.  Outra recomendação é aproveitar para dosar dois anticorpos, antitirioglubulina e antiperoxidase, exames indicados porque grande parte do hipotireoideos hoje não o são apenas em função de  uma glândula preguiçosa, mas também por doenças autoimunes, ocasionadas porque o sistema imunológico, em função de tantos tóxicos do meio externo, acabam agredindo várias partes do nosso corpo e um dos órgãos que sofrem ataques é a tireoide. Com todas essas informações em mãos, é essencial uma avaliação clínica mais detalhada, baseada em todos os sintomas comuns da disfunção e realizando outros exames para saber se a hipófise não está fazendo um grande esforço para que o tireoide funcione.

O mais importante a dizer é que para essa disfunção, além da prevenção há o tratamento, que é feito com hormônios sintéticos, que são cópia do hormônio produzido pela tireoide - a levotiroxina. Além disso, é preciso ficar atento à modulação dessa glândula, feito por detoxicação de todos os meios: eliminação de metais pesados e redução da exposição a toxinas ambientais; aumento da produção de glutation, que é a enzima mais importante para a desintoxicação do fígado; prática de exercícios físicos para estimular o suor e liberar a toxina do sistema linfático diretamente pela pele, sem passar pelo fígado e rim; além de ser fundamental fazer uma desintoxicação intestinal, que automaticamente ajuda a desintoxicar o fígado e o sistema linfático ao mesmo tempo. Outro fator é cuidar das intolerâncias e alergias alimentares, que nesse caso tem uma correlação enorme com hipotireoidismo  e a que verifico ser mais comum são em pacientes com intolerância ao glúten; nutrir o organismo com os minerais selênio, zinco, cobre e iodo e vitaminas A e D, matérias-primas para que haja a produção do hormônio tireoidiano T4 que depois é transformado em T3; controlar inflamação crônica silenciosa, suplementando ômega 3; controlar a oxidação excessiva usando antioxidantes; e, se for o caso, suplementação de hormônios tireoidianos, usando o T4 aliado ao T3 para que juntos seja feito um balanceamento dessa modulação.

Vale dizer que todo o sistema endocrinológico e as informações hormonais estão totalmente interligados. Isso significa dizer que para repor hormônios é preciso também modular a tireoide, mas para que se consiga uma modulação eficiente é preciso também verificar e modular a produção de cortisol, da glândula suprarrenal e avaliar como está a resistência à insulina.

Com tanta informação sobre causas, sintomas e tratamento, nota-se que existe um grande elo entre estes e outros componentes que precisa ser fechado! No hipotireoidismo não é diferente... Quantas pessoas estão usando hoje medicamentos para emagrecer ao invés de modular a tireoide, quantos pacientes tomam remédios para pele seca, queda de cabelo, unhas quebradiças e não se deram conta do baixo funcionamento da tireoide, ou até tentando engravidar e não se deu atenção aos sintomas. Sem falar de problemas ligados ao colesterol, triglicérides e depressão... tudo causado pelo baixo funcionamento dessa glândula.

Isso vale para modulação de todos os hormônios e não só os da tireoide! Quantos remédios desnecessários, quantos efeitos colaterais, quantos tiros no alvo errado!!! Está na hora de se enxergar o ser humano globalmente, como um todo e não em compartimentos. Assim, tudo vai funcionar melhor, não só em relação aos hormônios, mas em tudo o que se refere ao corpo humano.


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Autoria

Texto de Dr. Edmond Saab Jr - cardiologista, nutrólogo e ortomolecular. Autor do livro “Manual do Proprietário” – Diretor do CIMP - Centro Integrado de Medicina Preventiva - www.cimpsaude.com - (11) 3284-1366 e (19) 3876-0321 - Fevereiro 2018

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