Corpo e Mente
Estruturas semiológicas da Medicina Ayurvédica - IV

Estruturas semiológicas da Medicina Ayurvédica - IV

Medicina Ayurvédica IV


Introdução:
No capítulo III, abordamos os oito tópicos principais pesquisados e tratados pela Medicina Ayurvédica, como a mesma trata as causas e jamais os sintomas e citamos mais três textos clássicos.

Sobre o diagnóstico

Neste capítulo IV, vamos aprofundar a visão estrutural e simiológica da Medicina Ayurvédica, detalhando diversas bases de trabalho da mesma e seus conceitos fundamentais. Todavia, já é necessário citarmos que para o tratamento ayurvédico ser bem sucedido, é preciso que o especialista saiba fazer um diagnóstico muito preciso da condição do paciente ou do consulente. A meta do diagnóstico de uma pessoa é descobrir a constituição natal da mesma, chamada Prakriti, no caso de uma pessoa saudável que busca um trabalho de prevenção ou propedêutico. Ou então, descobrir o processo de uma doença ou de desequilíbrio de uma pessoa, chamada Vakriti, no caso de uma pessoa doente que busca um trabalho de cura ou terapêutico. Um diagnóstico tem várias formas ou técnicas de ser feito, podendo ser mais simples ou mais complexo, dependendo de cada situação ou da necessidade. Há toda uma bateria de perguntas e as respostas deverão ser analisadas e discutidas com a pessoa em consulta. Pois o diagnóstico é da mais profunda validade e importância. A partir do mesmo, além de se delinear o tipo de tratamento a ser aplicado na pessoa, surge também a possibilidade da solicitação de exames específicos, sempre que necessário.

Em princípio, o diagnóstico vai mostrar qual a constituição da pessoa a ser tratada e o que pode ou deve ser feito para se encaminhar na busca de solução adequada para cada caso ou mesmo para casos muito específicos, por exemplo, um tratamento para algum processo ou doença rara ou pouco conhecida. O especialista em Ayurvéda deve ter uma solida formação, para poder determinar com segurança tanto a Prakriti e se for o caso a Vakriti de uma pessoa. E o que deverá ser feito em cada caso, com orientações claras e precisas em cada situação.

Contudo, para se traçar um bom diagnóstico, além de conhecer os Tri Doshas elementares constituintes, há outros elementos com a mesma importância de análise que devem ser conhecidos da mesma forma. Vamos delinear alguns deles:

Outros elementos estruturais da Medicina Ayurvédica

Ojas, Prana e Tejas

O corpo, a consciência e a alma estão interligados de forma indissolúvel e funcionam em perfeita harmonia e sincronicidade. A alteração ou desequilíbrio de qualquer um dos três, traz desequilíbrio e desarmonia para os outros. Da mesma forma, Oja, Prana e Tejas estão interligados de forma indissolúvel também. Os mesmos funcionam de forma equilibrada e harmoniosa e servem como pilares para o corpo, a consciência e a alma. Ojas, serve para alimentar a nossa constituição mais sutil e profunda, Prana serve para alimentar nossa constituição psíquica e eletro biológica. E Tejas serve para alimentar as vibrações da nossa alma.

Ojas, através de alimentos orgânicos e naturais, serve para nos trazer as lembranças ou memórias da natureza.

Ojas mantém a estrutura e o equilíbrio dos nossos corpos, nossos ritmos e impulsos interiores, gerando nossas funções internas.

Ojas determina - quando equilibrado - um sistema imunológico forte e poderoso.

Prana, através de alimentos vitais contidos no ar que respiramos, serve para nos trazer a força vital.

Prana mantém nossa respiração vital em equilíbrio, além de alimentar nosso entusiasmo e nossa alegria interna.

Prana determina - quando equilibrado - um sistema imunológico isento de qualquer tipo de doença.

Tejas, através de alimentos vibracionais contidos na natureza, serve para nos trazer a força interior.

Tejas mantém a estrutura e o equilíbrio das nossas estruturas sutis, que se refletem em nossas estruturas eletro somatológicas.

Tejas, através de alimentos contidos nas partículas de luz, serve para nos manter imunes aos desequilíbrios da natureza externa.


Notemos que estas três estruturas contidas no nosso universo interno e externo, devem estar sempre funcionando em plena consonância e equilíbrio tanto no nosso organismo, quanto na nossa eletro somatologia emocional, nervosa e psicológica, quanto na nossa estrutura psíquica e na nossa própria consciência.


Os sete Dhatus ou elementos básicos do corpo humano



Rasa - é o suco gástrico que é derivado da digestão dos alimentos. Ele nutre todo o corpo biofísico, mantém e dá suporte ao mesmo. Após uma média de cinco dias, parte do mesmo, transforma-se em sangue, ou Rakta e em outros elementos orgânicos.

Rakta - é o sangue originado por parte do processo de alterações eletro químicas produzidas pelo suco gástrico.

Mamsa - é a carne originada pelo sangue digerido e condensado no processo orgânico.

Medas - é a gordura originada resultada do processo de transformações eletro químicas produzidas pela carne.

Asthi - são os ossos originados das transformações eletro químicas da gordura.

Majja - são a medula e o tutano dos ossos originados das transformações eletro químicas dos ossos.

Shukla - é o sêmen originado de transformações eletro químicas na medula. E encontra-se presente em todo o organismo.

Uma pessoa saudável, encontra-se em um estado de equilíbrio, ou Dhatu Samya.

Uma pessoa doente, encontra-se em um estado de desequilíbrio, ou Dhatu Vaishamya.


Pré Conclusão

A cada capítulo vamos delineando as diferentes estruturas da MAY e mostrando como a mesma atua no ser e no seu eletro organismo, e como ela deve ser utilizada para buscar resultados sejam eles propedêuticos ou terapêuticos. Também, ao longo dos capítulos, vamos abordar muitos exemplos práticos de atividades, de tratamentos, de conceitos e seus usos, além de mostrar suas aplicações diretas no cotidiano e para casos específicos.

Referências  - Mais textos clássicos:
Ashtanga Hridaya
Ashtanga Sangraha
Satapatha Brahamana

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Autoria

Texto colaboração de Claudio Duarte - Doutor em Yóga, Delhi/Índia - Fundador da Universidade Aberta de Yóga - Unesco member / PACY member - (11) 3288-8860 - Jornal O Legado - Abril 2018

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