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O Hatha Yóga, entre o sutil e o material

O Hatha Yóga, entre o sutil e o material

Hatha Yóga XXXVII



No capítulo anterior, abordamos uma série de conceitos profundos do Hatha Yóga que são pouco conhecidos atualmente e por isso, ficam submersos no desconhecimento absoluto que reina atualmente no reino esdruxulo do que surge em várias mídias sob o título equivocado de Yóga alguma coisa, pois não se prestam a nada a não ser causar confusão e gerar desinformação.
 
Daí a necessidade de trazermos à tona informações e conhecimentos mais profundos do Hatha Yóga ou do Yóga como um todo, para que - por ventura - as pessoas sinceramente interessadas em praticarem e em obterem os verdadeiros benefícios das práticas, possam não só ter uma base solida de informações, todavia poderem também darem passos mais seguros e conscientes nesta jornada.

Sim, os planos sutis existem e toda a matéria conhecida advém de lá

A natureza no seu conjunto tem todo um ritmo, uma melodia e uma harmonia que formam o mundo que conhecemos no plano material. Porém, por trás de todo este fenômeno da criação, há outro fenômeno bem mais sutil e profundo - que gera este -  formado por um conjunto de vibrações reverberantes e sons cósmicos, que determinam a divindade da própria vida, em todos os seus aspectos e dimensões.

Este fenômeno pode ser descrito em sua origem, como um fenômeno vibracional profundo, que gerou o próprio nascimento do cosmos e, por conseguinte, de tudo aquilo que conhecemos ao nosso redor - ainda que de forma limitada - e cuja frequência de ondas vibracionais, afeta não só os elementos da natureza e contudo, os elementos do tempo, do espaço e da atemporalidade. E causa ainda a continuidade daquele som-vibração inicial, sem princípio, sem meio e sem fim, formando um profundo e delicado padrão rítmico “ad eternum”.

Daí provem as partículas quânticas de luz que, vibram e reverberam em uma sintonia fina dentro do universo, gerando um equilíbrio que mantém a harmonia do cosmos, mantendo a exótica harmonia do mesmo. E quiçá, fazendo que o mesmo se expanda para as profundezas da memória do infinito.

E, mesmo que a maior parte da sociedade planetária deste pequeno geoide não saiba disto, tudo e todos os seres sencientes, existem pela força e o equilíbrio deste princípio divino. E, são dotados da vida e da consciência - mesmo que não tenham consciência de tal realidade - além de viverem e serem regidos pelas miríades de ondas vibracionais, que dão sustentação não só ao universo, mas consequentemente ao que se conhece por existência, vida e seres. Sejam quais forem as inúmeras formas desses seres.

A prática do Hatha Yóga, como uma via de consciência - o eu e o ego, aham e ahamkara

Dentro das escrituras ou textos clássicos do Yóga, destacam-se dois conceitos extremamente importantes, que podem definir a própria forma de vida de uma pessoa, seu comportamento, seus hábitos e seus costumes rotineiros. Trata-se do conceito do Eu, Aham e do conceito do Ego, Ahamkara.

O Eu forma-se pela construção constante do Arquétipo e de uma identidade do/de Ser constantemente voltada para virtudes, valores, seriedade, espiritualidade amor e auto estima, sem deixar de lado a felicidade e a alegria, que também são inerentes à natureza do ser.

O Ego forma-se pela distorção do Arquétipo - pelos mais diferentes motivos - dando origem ao Estereótipo, voltado para a maldade, a malícia, a inveja, a falta de princípios gerais, as visões ou comportamentos mesquinhos e distorcidos, que não são - a priori - inerentes à natureza do ser.

Contudo há duas vias complexas que podem dar ou não a visão clara a respeito de sob que tipo de natureza, personalidade e comportamento está vivendo um ser, ou ainda, por qual tipo de índole este ser está sendo regido na vida, se pelo Eu ou pelo Ego.
Essas duas vias complexas podem ser definidas como “a consciência ou chitta” e “a inconsciência ou Achitta”. E tão importante quanto esta definição, e o fato de uma pessoa estar ou não consciente de seus processos individuais, é o fato da mesma ter ou não consciência em que estado ela se encontra num determinado momento.

Nesta altura, por exemplo, se auto descobrir como uma pessoa com um Arquétipo bem definido, é um caminho claro para se continuar a fortalecer o mesmo. Contudo, se por exemplo, se auto descobrir como uma pessoa com um Esteriótipo bem definido, é uma descoberta crítica, onde tal pessoa terá que decidir - já que passou a ter consciência de tal fato - se quer ou está disposta a mudar ou se prefere continuar com o mesmo tipo de comportamento que é nocivo e destrutivo. Não só contra as pessoas no seu entorno, porém muito mais em relação a ela própria.

Como funcionam as práticas do Hatha Yóga em relação à reconstrução interna do eu

Um dos pontos fundamentais das práticas, quando há uma busca sincera por transformações e mudanças profundas, é que tais práticas, quando realizadas com determinação e certa disciplina, geram - ao longo do tempo - profundas transformações no psiquismo do(a) praticante, que trazem fortes modificações no seu estado de consciência e consequentemente, na sua própria índole. Iniciando assim uma forte reconstrução dos seus processos internos - natureza, personalidade e comportamento - e com efeitos diretos nos seus processos externos, no campo eletro-biológico por exemplo.

A prática do Hatha Yóga é um tipo de Darshana ou como uma benção, que ao longo do tempo, vai dissolvendo internamente os nódulos karmicos que causam inseguranças, medos, dúvidas e incertezas, E trazem à tona a segurança e a certeza necessária de que através da prática está se trilhando o caminho certo, o caminho virtuoso, mesmo se considerando as dificuldades normais que surgem ao longo da jornada. E nesta jornada o(a) praticante terá que ter disposição e energia constante para - literalmente - combater Dosha, ou defeito, falha ou falta na consecução de seus necessários objetivos de mudança de vida.

Um processo que virá à tona naturalmente no decorrer das práticas, é o processo de “compreensão” ou Manas de tudo o que estará vindo à tona como consciência e também da natureza desta compreensão. Importante esclarecer que Manas tanto pode gerar força de vontade quanto diferentes tipos de desejos. Daí a necessidade de lidar serenamente com a compreensão, seja lá do que for.

Mais uma vez aqui, faz-se necessário relembrar três grandes forças da natureza e o que as mesmas trazem à tona durante as práticas do Hatha Yóga:

a) Ojas, aquela energia primordial cósmica, imersa nos corpos e que, em geral, em maior ou menor grau vem à tona durante as práticas. A mesma quando reconhecida, pode ser usada como um elemento importante de ajuda na saúde e no bem estar do(a) praticante.

b) Rajas, aquela energia primordial cósmica, também imersa nos corpos e que, em geral, em maior ou menor grau vem à tona durante as práticas. A mesma quando reconhecida, pode ser usada como um elemento importante de ajuda na saúde e no bem estar do(a) praticante. Ela é ativa mas também pode ser bem instável em seu estado natural. E pessoas sob o seu domínio, são instáveis e até mesmo desequilibradas em diferentes graus.

c) Tejas, aquela energia primordial cósmica, também imersa nos corpos e que contém a base da consciência e que, em geral, em maior ou menor grau vem à tona durante as práticas. A mesma quando reconhecida, pode ser usada como um elemento importante de ajuda no despertar ou no resgate da espiritualidade profunda. Pois só através da consciência plena, da intenção e da determinação é que se adentra no caminho espiritual das práticas.

Pré-conclusão

Os conceitos acima - entre outros - são fundamentais para aquelas pessoas que estão buscando mudanças interiores positivas e construtivas. Porém, só os conceitos não vão conduzi-las aos resultados almejados. É necessário mais que tudo uma determinação e uma vontade premente de se querer mudar, de se obter o verdadeiro autoconhecimento e a verdadeira autoestima. De se mudar os patamares da vida, para estágios mais altos, mais elevados e mais profundos. E sinceramente, não são coisas difíceis ou impossíveis de se conseguir. Pelo contrário, basta dar-se os primeiros passos neste sentido, por mais lentos que sejam. E seguir adiante a cada dia, com uma boa dose de confiança e de alegria interior!!!

 


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Autoria

Texto colaboração de Claudio Duarte - Doutor em Yóga, Delhi/Índia - Fundador da Universidade Aberta de Yóga - Unesco member / PACY member - (11) 3288-8860 - Junho 2018

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