Corpo e Mente
O medo de ser feliz

O medo de ser feliz

 

Em vista da grande repercussão do artigo do mês passado (MEDO – O ARAUTO DO MAL), volto ao mesmo tema, porém, em uma das suas vertentes e talvez a mais perniciosa de todas: MEDO DE SER FELIZ. Vamos lá; espero que gostem.
O homem, pela sua própria natureza (ressalvando-se as exceções, é claro), quase sempre busca a forma mais fácil de obter qualquer coisa; disso provém as famosas e providenciais frases tão conhecidas de todos: “Não, eu não vou fazer isso, porque acho que não vai dar certo”, “Tenho medo desse negócio não ir adiante”, “As coisas andam tão complicadas que acho que não vou conseguir”, “Nesta crise! Acho melhor esperar uma época melhor”, “Você vai começar algo novo, incerto? Você está louco!”, “Vivo preocupada com o futuro dos meus filhos”, “Ah! Eu nasci pobre, vou morrer pobre!!!”, “Essa felicidade eu nunca vou ter. Não nasci para isso”, “É a vontade de Deus que eu seja pobre. Deve ser Carma”.
Pessoas de sucesso convivem neste mesmo planeta no meio de pessoas medíocres; tem os mesmos desafios, as mesmas inquietações, a mesma “sorte”. A diferença entre o sucesso e a mediocridade não é o que recebemos da vida, mas sim como respondemos a isso.
O fracasso pessoal tem vários nomes e entre eles podemos destacar: falta de oportunidade, de dedicação, de capacidade, de estudo, de capital, de sorte, etc. para nós, tudo isso se resume em medo de ser feliz.
Lembre-se sempre que a felicidade adora ser achada; procure-a, busque-a insistentemente em todos os minutos da sua vida, sem se preocupar com o que vai lhe acontecer. Sempre que temos medo de procurar a felicidade, enfraquecemos nosso espírito e atraímos aquilo que tememos.
Todas as vezes que se manifesta o medo da pobreza, por exemplo, mesmo que estejamos necessitados, devemos transformar nossas visões diminutas em visões de prosperidade, de fartura, de sucesso, de felicidade, e acredite, como por “milagre”, acontecerá como planejamos.
Não devemos esperar ocasiões extraordinárias. Devemos, sim, aproveitar as ocasiões vulgares e torná-las grandes.
Quando os tempos são maus e todas as coisas parecem contrárias à nossa vontade e desejo, quando se é pressionado por todos os lados, quando o horizonte é sombrio e não se vislumbra nenhuma luz – então é que, precisamente, se apresenta o momento de uma pessoa mostrar de que é feita. Se nela houver algo de bom e nobre, com certeza a adversidade o fará revelar-se. O que dá a medida do valor de uma pessoa é o que ela executa apesar das circunstâncias, e não por causa delas.
O medo de ser feliz transforma o ser humano em um ser objeto, incapaz de gerir seus próprios desígnios, sempre à espera que “outra” faça seu trabalho, pois tem medo de que não consiga realizar a sua obra a contento.
Sempre seremos bem sucedidos, mesmo quando os demais não crêem em nós, contanto que tenhamos confiança em nós próprios.
A maneira de metamorfosear o medo de ser feliz em algo proveitoso para a sua vida, é ter fé em si próprio, pois a fé é uma espécie de gravidade divina que faz subir a maré do grande oceano humano pela praia acima da inteligência e da perfeição. É, em resumo, o cordão com que Deus puxa o homem para si.
A fé é o oposto do medo de ser feliz. Aquele que tem medo de ser feliz, diz: “Não, eu não vou conseguir! Isso é impossível!”. Aquele que tem fé, diz; “Impossível? Impossível é o adjetivo dos incompetentes, e eu sou competente, logo posso!”.
A fé aumenta a confiança, produz a convicção, multiplica o talento. Não pensa nem conjectura. Não desanima nem é encoberta pelo véu das dificuldades, porque através dela vê, ao longe, a última meta, o objetivo final.
A grande maioria dos que se encontram atualmente no grande exército dos falidos, foram mal sucedidos por falta de fé em si mesmos. Não confiaram suficiente em si próprios, enquanto confiaram suficientemente nas circunstâncias e no auxílio dos “outros”. Esperaram pela “sorte”, pelo capital estranho, por algum “empurrão” de influência alheia, por alguma coisa exterior que os auxiliasse. Dependeram demasiadamente de outra coisa que não de si mesmos. E agora, engrossam as fileiras do exército dos derrotados, porque não se encontram capacitados a pagar o preço daquilo que desejam, ou não têm coragem de experimentar novamente. Faltou-lhes o que dá a fé: a decisão, a tenacidade, a busca do objetivo até o fim. Sobrou-lhes o que dá o medo de ser feliz: indecisão, dúvida, desânimo.
O meio mais eficaz de dominar as circunstâncias é fazer-se superior a elas. Para eliminar definitivamente o medo de ser feliz, devemos aliar a inteligência à firmeza de ânimo, e nos valermos das nossas realizações, da razão e do senso comum, sob pena de esbarrarmos com os postes colocados no nosso caminho. Não se imagine que nós podemos sobrepor à realidade um fato culminante, só porque dispomos de uma vontade, igualmente culminante, pois tudo quanto empreendemos deve estar dentro dos limites da nossa capacidade e resistência. Ainda que o caminho esteja obstruído, em determinada direção, por obstáculos aparentemente insuperáveis e permanentes, não devemos supor, como regra geral, que, em qualquer outra, eles se apresentarão igualmente insuperáveis e permanentes. O ser humano de vontade firme, inteligência clara e ação perseverante, encontrará o seu caminho ou abrirá novos, onde quer que as circunstâncias lhe permitam encontrá-lo ou abri-lo.
Os que, segundo os preconceitos vulgares, se julgam vítimas da pouca sorte, têm, certamente, no seu temperamento, qualquer defeito que lhes provoca o fracasso. Ou são violentos, ou excessivamente vaidosos, ou mal humorados, falhos de caráter, de entusiasmo, ou de qualquer outra qualidade necessária para o êxito.

Como se vencem os obstáculos e se acaba
definitivamente com o medo de ser feliz

Dizia um distinto investigador científico, que todas as vezes que se lhe deparava um obstáculo aparentemente insuperável, pressentia estar prestes a fazer alguma descoberta importante.
O fracasso tem sido, freqüentemente, a causa do êxito, porque estimula as energias latentes do fracassado, aviva as idéias esmorecidas e desperta as faculdades adormecidas. Os seres humanos de fibra transformam os contratempos em auxílio, como a ostra transforma em pérola o grão de areia que a incomoda.
Inúmeros homens, dotados de extraordinárias faculdades e aptidões, nunca conseguiram se elevar perante os outros, porque nunca tiveram a ocasião de lutar contra quaisquer obstáculos e vencê-los, para assim desenvolverem as suas energias interiores. Devemos fazer todos os esforços para atingir nosso aperfeiçoamento.
A pobreza e a humildade de origem podem, por vezes, nos retardar o progresso; mas isso nos servirá para acumular nova reserva de energia, exatamente como acontece com as águas dos rios represadas com qualquer obstáculo, as quais, com o aumento de volume, adquirem a energia suficiente para destruir impiedosamente esse obstáculo que se colocou no seu curso.
A planta que, para germinar, tem de vencer a resistência de um terreno pedregoso, terá, mais tarde, quando se elevar ao ar livre, muito maior vigor para resistir aos embates dos vendavais e das intempéries, do que aquela que foi criada em uma estufa.
O homem capaz de vencer os obstáculos reconhece-se pelos seus traços fisionômicos. Segundo a opinião de um filósofo da antiguidade, não há espetáculo mais maravilhoso que o de um homem de bem lutando contra as adversidades da vida.

 

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Texto de: Prof. Carlos Rosa

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