Corpo e Mente
A pedra filosofal 1

A pedra filosofal 1

 


O ser humano sempre buscou a tão propalada “imortalidade” com arrojo e tenacidade. Pensou, algumas vezes, que ela se encontrava em algum ponto da Amazônia, o “Eldorado”. Em outras, em algum ponto do Oriente Médio ou mesmo no Himalaia. Ledo engano. Procurou errado!
No Salmo 90:10, lemos que os nossos dias devem ser 70 anos, e os mais robustos talvez cheguem aos 80. Porém, também lemos na mesma Bíblia que Deus faz um “acordo” com o homem: Gênesis 6:3, onde se lê: “... porém os seus dias serão cento e vinte anos”. Mas, também lemos que Matusalém viveu 965 anos e Adão novecentos e cinqüenta anos.
A verdade é que o salmista influenciou muito mais os seres humanos do que o próprio Deus e suas criaturas maravilhosas que viviam centenas de anos.
Claro que o salmista não teve a intenção de fixar um limite à vida, pois nem teria autoridade para tal, mas as pessoas de tanto ouvirem falar e lerem, sobre o assunto, aceitaram essa idade como a limite para a jornada nesta existência.
Eu tenho absoluta certeza, amiga e amigo leitor, que é uma tremenda afronta ao Criador sugerir que Ele limitou a vida humana a menos de três vezes o tempo que ela gasta em atingir a sua maturação (lá pelos trinta anos), quando qualquer animal irracional chega pelo menos a cinco vezes essa idade.
Não deveria a obra-prima da criação de Deus ter, pelo menos, uma duração de vida igual à do irracional? A Infinita Sabedoria não faz cair o fruto da árvore antes de ele amadurecer.
Sem dúvida alguma, muitas pessoas encurtam a existência devido à convicção ferrenha de que não podem ultrapassar certa idade, talvez a idade de que seus pais morreram. Quantas vezes ouvimos dizer: - Não espero morrer velho. Meus pais morreram novos.
Se pela educação e por uma infinidade de exemplos se instalar na vossa mente a idéia de que começareis a envelhecer aos quarenta anos e que aos sessenta as vossas faculdades já se esgotaram completamente da vida, tornando-vos inúteis, de que sereis obrigados a deixar os negócios e que continuareis a definhar até à morte certa, nenhum poder humano poderá impedir que a velhice vos atinja e em voz produza os seus efeitos.
Da maneira como pensarmos, assim acontecerá. Se o pensamento é de velhice, a velhice virá. Porém, se é um pensamento de juventude perpétua, um pensamento de utilidade, de vigor, o corpo sentirá a influência benéfica desse pensamente e permanecerá eternamente jovem. A velhice começa na mente. A manifestação da velhice no corpo é o resultado de idéias de velhice que na mente se implantaram. Vemos à nossa volta pessoas da nossa idade que começam a declinar, mostrando sinais de decrepitude, e nós imaginamos que devemos fazer o mesmo.
Se nos recusássemos a envelhecer, se conservássemos constantemente o ideal da juventude, da esperança, não se veriam em nós os sinais de velhice.
O elixir da juventude reside na mente, no espírito, e não em qualquer outra parte.
Jamais poderemos ser jovens simplesmente nos vestindo como jovens. Primeiro de tudo devemos despojar-nos de qualquer pensamento de velhice. Enquanto não fizermos isso, pouco nos adiantará os cosméticos e as operações plásticas. Temos de mudar as nossas convicções e pensamentos. Nada no mundo poderá nos fazer parecermos jovens, enquanto estivermos convencidos de que ficaremos ou estamos velhos.
O problema é que a nossa imaginação envelhece prematuramente.
As condições difíceis, as exigências da nossa vida moderna, tão agitada, tendem a endurecer e a obstruir nossas artérias, nossas veias que levam sangue ao cérebro e às células nervosas, e a afetar gravemente o poder de imaginação que deveria ser conservada fresca e maleável. A rotina da vida, dos negócios, tende a destruir a flexibilidade, a delicadeza, a sensibilidade das faculdades de percepção.
Quem toma a vida muito a sério, parecendo que tudo depende dos seus esforços individuais, e que trava na vida uma luta perpétua pelo pão de cada dia, tem uma expressão dura, porque no rosto se manifestam os seus pensamentos.
A outra razão que favorece a velhice prematura é que certas pessoas deixam de se desenvolver. É deplorável verificar que muitos seres humanos parecem incapazes, ao chegarem à virilidade, de receber ou adotar novas idéias.
Ninguém pode ficar jovem sem continuar a desenvolver-se e ninguém pode continuar a desenvolver-se sem se interessar vivamente por tudo que se passa à sua volta. Somos construídos de maneira em que quase tudo dependemos dos outros. Ninguém pode, sem se deprimir, isolar-se dos seus semelhantes. A inteligência que não se interessa constantemente por tudo que é novo, ao mesmo tempo em que conserva o contato com o passado, depressa atinge o limite do desenvolvimento. Nada mais fácil do que envelhecer. Basta pensar na velhice, esperá-la, temê-la, preparar-se para ela, comparar-se com outras pessoas da mesma idade, que envelhecem prematuramente, e calcular que se procederá como elas.
Todo pensamento discordante produz uma alteração química nas células, introduzindo nelas substâncias estranhas, que causam uma reação nociva às mesmas células.
A impressão da velhice é assim comunicada pelo pensamento a células novas. Se o pensamento é velho, a velhice manifesta-se nas células. Se o espírito de juventude prevalecer, é a juventude que se manifestará. Em outras palavras: o envelhecimento só pode ser efetuado pela mente; e os bilhões de células que constituem o corpo são influenciadas instantaneamente por todos os pensamentos que atravessam o cérebro. Introduzir pensamentos de velhice num grupo de células novas é como encher de vinho novo, velhos odres. Não podem harmonizar-se: são naturais inimigos.
Pensamentos maus, egoístas, pensamentos de medo, de rancor, ódio, viciosos de toda a espécie, apressam a vinda da velhice.
O pessimismo é um dos piores inimigos da mocidade. O ser humano pessimista envelhece prematuramente, porque o seu espírito se fixa sempre nos aspectos sombrios, discordantes e mórbidos da vida. O pessimismo não progride, não se volta para a mocidade. Caminha para trás e esse movimento retrógrado é fatal, porque a mocidade é caracterizada pelo entusiasmo, pela alegria e pela esperança.
O egoísmo também é anormal. Tende a endurecer as células do cérebro e dos nervos. A nossa constituição física estabelece que temos de ser bons para sermos felizes. Ora, felicidade significa juventude.

 

Professor Carlos Rosa: Contato: (11) 5584-7378 

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