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Astrologia na linha do tempo - 2

Astrologia na linha do tempo - 2

No artigo anterior, estivemos falando sobre os primórdios históricos da Astrologia na antiga Mesopotâmia, podendo verificar como esse conhecimento original recebeu contribuições de povos vizinhos e se difundiu para além de suas fronteiras iniciais. Neste artigo, procuraremos revelar de que maneira aquela primeira astrologia dos babilônios alcançou a forma básica de expressão que hoje conhecemos no Ocidente. O período referente a tal momento histórico da astrologia é chamado de período grego.

Período Grego


Esse período teve como sede e ‘fonte’ a cidade egípcia de Alexandria, fundada por volta de 332 aC, por ordem do rei macedônico, Alexandre, o Grande (356-323 aC). Fundada, logo se tornou um importante centro comercial e cultural de sua época. Sua população consistia de 3 grupos principais: gregos, egípcios e judeus. Portanto, temos aí uma intersecção de culturas; além do mais, tratava-se de povos que haviam tido contacto importante com a cultura babilônica, incluindo a Astrologia.

Na seqüência dos fatos, então, o rei Ptolomeu I (que reinou entre 305-283 aC) ordenou a construção de uma grande biblioteca (que seria conhecida como a Biblioteca de Alexandria), para a qual afluíram estudiosos de todo o mundo que falava a língua grega. A condição de centro comercial de Alexandria, por seu turno, aumentava a possibilidade de difusão de conhecimentos entre Alexandria e outras regiões do mundo. Os indivíduos letrados de Alexandria foram especialmente ativos nos séculos III e II aC, e, entre eles, encontravam-se os ‘inventores’ da astrologia horoscópica, é certo. Os verdadeiros nomes desses astrólogos nos são desconhecidos ? isto porque utilizavam pseudônimos de reis, heróis e sábios de seu passado. De seus livros foram preservados fragmentos, partes; todavia, os traços essenciais do que continham puderam ser transmitidos através dos escritos de astrólogos gregos que os sucederam. Assim, note-se que o ‘período grego’ na verdade quer dizer ‘período alexandrino’ da astrologia; a prevalência ‘grega’, de fato, era aí cultural e lingüística, como em todo o Império Macedônico, aliás.

São elementos fundamentais do sistema astrológico composto em Alexandria:

Vindos dos babilônios

• O zodíaco fixo dos babilônios como referência para a posição dos planetas, sol e lua;

• As triplicidades dos signos;

• Os conceitos de exaltação/queda dos planetas;

• Os dodecamoria (subdivisões de 2°30’ dos signos);

• A importância dos eclipses para a astrologia mundial.

Vindos dos egípcios


• O conceito egípcio dos 36 decanos, com o decano ascendente como o primeiro e principal indicador do destino de uma pessoa. Cada decano, composto de 10 graus, 3 decanos por signo. Esse nome nos chegou através da tradução não muito precisa de Firmicus (IV dC) e de Hefestus de Tebas (primórdios do século V dC).

• Cada signo também podia ser subdividido em porções de 3°20’ ? o que, provavelmente, deu origem ao que, em astrologia hindu, se chama de navamsa (o mapa divisional ou varga mais importante no sistema da astrologia hindu).

Vindos dos gregos

• Características e personalidade dos deuses gregos agregadas aos planetas.

• O conceito filosófico dos 4 elementos.

• A fundamentação da alternância feminino/masculino dos signos do zodíaco.

• Teoria das regências dos signos.

• Teoria das horas planetárias.

• Regência planetária para os dias da semana.

A todos esses elementos, acrescente-se um que é fundamental? o das casas mundanas, originalmente concebidas como uma simples seqüência de signos iniciada pelo signo ascendente. Tal sistema não possuía nenhum nome na antiga literatura; Holden o denominou Signo-Casa, ou Casa-Signo, em virtude do fato de, efetivamente, não haver diferenciação, ainda, entre um e outro.

Os primeiros diagramas encontrados eram círculos simples, às vezes com a cruz cardinal desenhada, e nomes de signos e planetas escritos. Eram desenhados com o leste à esquerda e sul ao topo porque era dessa forma que os egípcios desenhavam seus mapas geográficos. Foi Ptolomeu que reverteu essas posições cartográficas, colocando o oeste à esquerda, e o norte em cima.

Pode-se notar que uma nova astrologia é, então, divisada. A preocupação com a hora de nascimento, para se ficar conhecendo o ‘decano’ ascendente, e, enfim, o signo ascendente, começa a inaugurar este novo tipo de astrologia. Trata-se de uma astrologia horoscópica no preciso sentido dessa palavra, ‘relativa aos começos’, relativa ao começo da vida de alguém, este começo como anunciador de uma espécie de destino. A astrologia chega ao nível do indivíduo, para tentar interpretar o funcionamento de seu destino. Junto, surgem de forma mais ‘oficialmente’ estabelecida, os ramos hoje conhecidos como astrologia horária e astrologia elecional (ainda que não necessariamente chamadas por esses nomes). Esse sistema de astrologia horoscópica, ou natal, começou a aparecer em livros escritos sob os pseudônimos de Hermes (deus grego equivalente ao deus egípcio Thoth), Hanubius, Aesculapius, Nechepso & Petosiris e Abram no 2º século aC. Nenhum desses textos chegou intacto às nossas mãos. O que deles sabemos nos vem por citações ou referências feitas por astrólogos posteriores.

Tecnicamente falando, qualquer que fosse a estrutura de tábuas de dados confeccionadas, ainda era o zodíaco fixo, ou sideral, a ser utilizado. O que pode ser uma indicação importante de terem sido produzidas antes de Hiparcus confeccionar suas próprias ‘tabelas’ dos posicionamentos lunares e solares, tabelas estas que, então, já se referiam ao zodíaco tropical (=2ª metade do século II aC). As tábuas que utilizavam o zodíaco sideral foram usadas até por volta do 4º século dC, quando passam a ser sistematicamente substituídas pelas novas tábuas de Claudius Ptolomeu, que faziam ostensiva referência ao zodíaco tropical. Hiparcus (160-126 aC) foi o descobridor do fenômeno da precessão dos equinócios, no século II aC. Confeccionou o primeiro catálogo de estrelas sistematizado e compreensível que conhecemos, e, junto, certamente, tabelas que computavam as posições de SOL, LUA e eclipses. Essas ‘tabelas’ expressavam posições  num zodíaco tropical.

Quanto às questões técnicas que afloravam nesse período da história da astrologia, há alguns pontos importantes a serem citados:
• Se um ‘cliente’ houvesse nascido nas redondezas, sob o calendário alexandrino, cálculos podiam ser feitos; caso contrário, o problema da conversão de calendários se impunha...

• O ascendente e o sistema de casas-signos - Tendo-se determinado, o signo ascendente, as casas mundanas eram instantaneamente encontradas, uma vez que, a essa época, as casas eram efetivamente os signos, colocados na seqüência em que o nascimento do indivíduo os fazia ficar. A casa 1 era o signo que estava ascendendo no horizonte leste; a casa 2, o signo seguinte, e assim por diante

• O Meio-Céu - os primeiros astrólogos, até este momento (=III a II aC), não prestavam muita atenção ao MC astronômico - o décimo signo a partir do ASC era o signo do meio-do-céu. Cerca de um século mais tarde (por volta de I aC), alguns poucos astrólogos começaram a calcular o MC astronômico (seus graus específicos) e a anotá-los nas casas em que caíam ? 10ª ou 9ª, em latitudes moderadas. Ainda assim, ele não era considerado cúspide da 10ª casa, mas, antes, o que os astrólogos contemporâneos têm chamado de um ponto sensível.

O chamado ‘período grego’ (ou alexandrino) da astrologia se estendeu, certamente, à fase da República e Império Romano, fase esta que nos legou importantes representantes da já iniciada astrologia horoscópica:

• Manilius - poeta romano, autor de Astronômica - o mais antigo trabalho de astrologia clássica que sobreviveu intacto (do ano 14 dC, século I). Dá interpretações poéticas dos signos. Refere-se a um sistema de casas subsidiário, em que elas são contadas a partir da roda da fortuna.

• Dorotheus de Sidon - também poeta, escreveu 5 livros, compondo o O Pentateuco, no ano 75 dC. Seu texto sobreviveu parcialmente, em excertos gregos. Utilizava o primeiro sistema de casas astrológicas existente, casa=signo. Em seu 5º livro, assenta-se o mais antigo tratado de Astrologia Horária e Elecional de que temos notícia.

• Ptolomeu (100-178 dC) - junto com Vettius Valens (120-175 dC, da Antioquia, provavelmente a moderna Antakya, na Turquia), forma a dupla principal de astrólogos do segundo século da era cristã. Astrólogo, geógrafo e astrônomo, escreveu Syntaxis (que se tornou Almagestus, por influência árabe), um compêndio de astronomia grega, suas Tábuas, que se tornaram o padrão para cálculos astronômicos da época, trabalhos em geografia, e um livro versando sobre astrologia, Tetrabiblos (composto de 4 livros, na verdade).

• Porphyrius (233-304 dC) - filósofo grego, a quem se atribui a Introdução do Tetrabiblos de Ptolomeu. A ele também se atribui o primeiro sistema de casas por quadrantes; de fato, ele explicou mais esse sistema, que já havia sido mencionado por Vattius Valens, mais de 1 século antes.

• Firmicus Maternus (280-360 dC) - nativo da Siracusa(?), Sicília, pretor (uma espécie de advogado da época)  romano, pertencente a uma classe abastada, e astrólogo amador. Traduziu muitos textos de antigos astrólogos gregos para o latim. Escreveu Mathesis, o mais longo tratado de astrologia do período clássico (trata-se de 8 livros). De seu texto, entretanto, pode-se notar que ele nunca lera O Tetrabiblos de Ptolomeu, tendo mencionado este último pelo nome apenas três vezes, em seu próprio tratado. De fato, ao que parece, até o século IV da nossa era, o Tetrabiblos não esteve disponível para a maioria dos astrólogos então atuantes.

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Autoria

Texto colaboração de: Vania L. M. Marinelli - astróloga, linguista e co-fundadora do Arion – Estudos do Simbólico - (11) 5542-4560 JOL Maio 2007

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