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Hatha Yóga, indo mais além nos Pranayamas

Hatha Yóga, indo mais além nos Pranayamas

Parte XLII



Introdução

No capítulo anterior a este, abordamos os Pranayamas antes, porém, dando uma antevisão geral do universo e seus primórdios. Indo um passo mais além, procuramos definir como este universo foi se estruturando por meio de fenômenos escatológicos e chegando ao final, ao que conhecemos hoje, a um estado de expansão cosmológica constante.

Tal exposição - dentro do tema Pranayamas - teve por finalidade esclarecer como vivemos, onde vivemos, como respiramos e o que respiramos. Também trazer uma clara noção de como funcionam todos estes princípios quânticos que envolvem o mundo e as pessoas. E por outro lado, delinear ainda que de forma tênue, como este emaranhado de ocorrências e processos contínuos, fazem com que a vida na “terra” siga por caminhos imprevisíveis, inesperados e desconhecidos.


Mais ainda, chegar a um ponto onde após o surgimento do Hatha Yóga e dentro das elaboradas técnicas e práticas deste, desenvolveu-se o Método dos Pranayamas - ou popularmente, Técnicas Respiratórias - e como estas interagindo com o macrocosmo transformam diretamente o microcosmos, ou o mundo interno de cada pessoa, em toda a sua complexidade.

Desenvolvimento

Textos clássicos

Um outro ponto muito especial que deve ser esclarecido é que os Pranayas são técnicas estruturadas desde exercícios muito simples, até exercícios muito avançados e sofisticados. E os mesmos são encontrados dentro dos textos clássicos fundamentais do Hatha Yóga, sendo os principais o Gheranda Samhita ou Coleção de Gheranda, onde há todo um memorial descritivo muito bem elaborado sobre o que é o Hatha Yóga, seus procedimentos, seus conceitos e sua filosofia. O outro texto clássico do Hatha Yóga é o Hatha Yóga Pradipika, Elogio ao Hatha Yóga ou Pequena Luz do Yóga, outro texto clássico também muito bem estruturado contendo memorial descritivo, procedimentos, conceitos e filosofia.


Ambos os textos foram escritos há pouco mais de 5.000 anos e são precisos na abordagem, porém, em certas narrativas, de difícil compreensão já que datam de cinco milênios atrás, onde tanto a visão de mundo, quanto a vida e a própria realidade existente, era profundamente diferente da atual. Mais que isto, imaginemos historicamente falando um período tão distante onde não havia nada do que há hoje em dia, definitivamente nada. Onde não havia o tipo de tecnologia que há hoje - porém outras, de outro tipo - onde não havia os tipos de edificações que existem hoje, onde não havia toda a parafernália desnecessária e estupida de agora.


Mais importante ainda, não havia todo o pesado ruído sonoro que há hoje e, onde o contato com a natureza era direto, contínuo e constante. Onde a pureza de cada elemento podia ser absorvida na sua própria essência. Foi nesse período que foi o Hatha Yóga foi codificado em textos clássicos - poucos - pois é importante esclarecermos que o mesmo já era praticado muito antes, por milhares, quiça por milhões de gerações em épocas cuja história desconhecemos.

Os Pranayamas dentro dos textos clássicos


Importante frisarmos que são poucos os textos clássicos conhecidos sobre o Hatha Yóga. Embora sofisticados e em alguns trechos difíceis de serem compreendidos, pois - à época - foram escritos por especialistas eruditos para praticantes avançados e eruditos. Todavia, mesmo assim é possível após estudo acurado e análise de cada capítulo ou lição ali contida, extrairmos ensinamentos desde os mais simples até os mais avançados. E na medida do possível, do bom senso, do discernimento e da nossa capacidade espiritual, irmos desenvolvendo este conhecimento e realizando todo aquele conjunto de práticas tão especiais, da forma mais ponderada possível buscando o profundo equilíbrio que todas elas nos trazem com o decorrer dos anos.


Antes de abordarmos mais alguns dos benefícios advindos das práticas dos Pranayamas, vamos delinearmos os dois textos clássicos aqui citados, para facilitarmos a compreensão das pessoas interessadas, sejam estas iniciantes nas práticas, intermediárias ou mesmo avançadas.

O Gheranda Samhita está estruturado em sete lições, sendo:

1-) Lição primeira, que no início faz uma forte saudação às criaturas que trouxeram os conhecimentos do Hatha Yóga à luz e, traz o diálogo erudito e também filosófico, entre o sábio - Rishi - Gheranda, respondendo sobre como aprender as práticas corretamente para seu novo aluno, Canda Kapali. Interessante que já nesta lição primeira, há uma abordagem - ainda que geral - sobre os Pranayamas e seus benefícios.
Logo no quarto parágrafo de seus ensinamentos para Canda Kapali, Gheranda lhe afirma que “Não há maior cativeiro que a ilusão, maior força que a disciplina interior, maior amiga que a sabedoria discreta e silenciosa e nem inimigo mais terrível que o egoísmo e o apego.
Esta lição é composta por sessenta ensinamentos muito preciosos, fortes e avançados.

2-) Lição segunda, que traz toda a exposição dos Assanas ou posturas do Hatha Yóga, com precisão, clareza e metodologia muito bem elaborada sobre como realizá-los corretamente. Também nesta lição, vamos encontrar conceitos técnicos, éticos e filosóficos bastante elaborados.

3-) Lição terceira, que traz toda a exposição dos Mudras ou exercícios voltados para práticas mais sutis e profundas do Hatha Yóga, com precisão, clareza e metodologia muito bem elaborada sobre como realizá-los corretamente. Embora é importante aqui esclarecer que os Mudras só devem ser praticados por pessoas que já estejam em um estágio avançado nas práticas. Devido à sutileza e profundidade dos mesmos. E também, sobre os efeitos que estes podem causar nas pessoas quando estas não estiverem devidamente preparadas para tais práticas.

4-) Lição quarta, onde Gheranda faz uma breve inflexão sobre o “preparo” para a Concentração que é uma prática específica do Raja Yóga. Contudo, que pode ser realizada pelos praticantes de Hatha Yóga. Pois irá ajudar-lhes nos autodesenvolvimento e autoconhecimento.

5-) Lição quinta, onde Gheranda faz uma profunda abordagem sobre os Pranayamas, tratando sobre lugar ideal para práticas, tempo ideal, alimentação ideal, como purificar os nadis, srotas ou canais sutis, os diferentes tipos de respirações e adentrando diretamente nas práticas dos pranayamas e sua correta realização.

6-) Lição sexta, onde Gheranda faz uma curta inflexão sobre a Meditação, que é uma prática específica do Raja Yóga. contudo, que pode ser realizada pelos praticantes avançados de Hatha Yóga, servindo inclusive como uma ponte segura para a transição para as práticas do Raja Yóga.

7-) Lição sétima, concluindo o texto clássico, onde Gheranda faz uma breve inflexão sobre a Iluminação interior, que é o resultado buscado ou esperado pelos praticantes do raja Yóga, após longos anos de práticas contínuas e disciplinadas.


O Hatha Yóga Pradipika está estruturado em quatro capítulos, sendo:

1º) Capítulo primeiro, que está distribuído em 67 lições, começando com uma saudação espiritual àqueles/as seres que trouxeram as pessoas os ensinamentos existenciais do Hatha Yóga e após detalha com elaborado rigor, como devem ser preparadas e desenvolvidas as práticas. Já neste capítulo, são introduzidos os corretos ensinamentos sobre os Assanas.

2º) Capítulo segundo que está distribuído em 77 lições, às quais são todas voltadas para o correto aprendizado dos Pranayamas. Como fazê-los, cuidados a serem tomados, periodicidade, os diferentes estágios de práticas para os iniciantes, para os intermediários e para os avançados. Mostra as técnicas em sua pureza mais profunda.

3º) Capítulo terceiro, que está distribuído em 130 lições, às quais são todas voltadas para o correto aprendizado dos Mudras. Como fazê-los, cuidados extremos a serem tomados, periodicidade, os diferentes estágios de práticas para os intermediários e para os avançados. Já que aqui não se propõe práticas para principiantes. Considere-se um/a principiante, aquele/a que ainda não ultrapassou dos dois anos de práticas, com ponderação, moderação e bom senso.


4º) Capítulo quarto, que está distribuído em 114 lições, que tratam sobre os resultados e benefícios das práticas do Raja Yóga. Porém, que mais uma vez, faz novos agradecimentos aos seres que trouxeram e ofereceram os conhecimentos, desde os mais simples até os mais elaborados e sofisticados do Hatha Yóga, para o benefício e harmonia da humanidade.

Descendo no microcosmo

Nos dias atuais onde muitas coisas “estranhas” são oferecidas como Yóga, mesmo que não passem de aberrações ou distorções, tipo “beer ioga” ou então - pasmem -  “gun ioga”,  torna-se muito importante, trazermos à luz da realidade, o fato que existem textos clássicos sofisticados e avançados sobre as práticas. Com todo um detalhamento profundo e elaborado sobre as práticas do Hatha Yóga. E que pessoas sinceramente interessadas em práticas sérias e verdadeiras, podem se beneficiar imensamente sob os mais diferentes aspectos e sentidos com tais práticas do Hatha Yóga.


Outro ponto importante, ainda sobre os benefícios advindos das práticas do Pranayamas, são aqueles que ocorrem diretamente nas estruturas que compõem o microcosmo ou o universo interno dos/as praticantes. Vamos aqui, descrever apenas uma parte destas estruturas que podem ser chamadas de eletro biológicas, ou sistêmicas ou eletro orgânicas.

Para melhor compreensão destas, vamos descrevê-las em forma descendente, da cabeça para baixo e ponto a ponto. E incluindo diferentes elementos destas estruturas corporais.
Este descritivo abaixo é dirigido para pessoas leigas, que buscam uma compreensão mais simples tanto sobre o funcionamento do organismo quanto os benefícios advindos das práticas dos Pranayamas.

Visões de um eletro-organismo - para leigos

- Visualizem o cérebro, com todos os seus complexos componentes. Temos aí o hipocampo, com todas as suas intrincadas redes neuronais de memórias. Dentro de um mesmo arquivo celestial, temos as diferentes massas, desde a branca, a cinzenta, a amarela, a negra. As redes neuronais envolvem os neurônios, os axônios, os dendritos, as glândulas pineal e pituitária, que entre outras funções produzem hormônios ao mesmo tempo delicados e potentes como a Oxitocina, a Noradrenalina, a Dopamina, a Gaba, a Serotonina, a Melatonina, a Adrenalina e a Noradrenalina entre outros.

- A glândula pineal lembra um grão de feijão e está situada no centro do cérebro, na parte de cima, por volta de três dedos abaixo do topo do crânio.

- A glândula pituitária lembra uma pera e está situada pouco acima das sobrancelhas e, por volta de três centímetros para dentro e para trás.

- Ainda nesta área temos o tálamo, com sua forma de leque e, distribuído igualmente pelos dois hemisférios eletro cerebrais para gerar parte da visão.

- Aqui também, localiza-se o hipotálamo com suas múltiplas funções e, distribuído igualmente pelos dois hemisférios eletro cerebrais.

- Na parte de trás do cérebro, fica o bulbo raquidiano com forma aproximada de um ovo e com diversas funções ligadas às atividades cerebrais.

- Descendo até o pescoço, ficam a glândula tireoide (uma) e as glândulas paratireoides (em geral quatro), que recebem os hormônios gerados pela pineal e pela pituitária e administram a distribuição dos mesmos por todo o organismo, mas elas também, tem suas próprias funções vitais e geram hormônios específicos que regulam peso, medidas e temperatura entre outras funções.

- Logo acima do coração, encontra-se a glândula timo, cujas funções, entre outras, envolvem o crescimento das pessoas, o desenvolvimento orgânico como um todo, a capacidade de tomada de decisões equilibradas e serenas. E ainda, o suporte necessário para o bem andamento do sistema cardiorrespiratório, entre outros.

- Importante frisar que o coração fica protegido dentro de uma espécie de invólucro chamado pericárdio. Tal estrutura, tem por função não só resguardar o coração de inflamações ou outros problemas, mas também filtrar os diferentes hormônios que são dirigidos pelo mesmo.

- Um outro elemento muito precioso é o pâncreas, que fica à esquerda do umbigo e tem por função, ajudar a digerir e assimilar todos os líquidos, fluídos e materiais que chegam àquela região, das mais diferentes formas. Por exemplo, pela digestão.

- À esquerda e à direita, posteriores, temos os rins, dois poderosos filtros do sistema eletro circulatório em todo o seu conjunto. E logo acima dos rins, ficam as glândulas suprarrenais que também trabalham as mesmas funções e facilitam - junto com outras glândulas - o metabolismo, o anabolismo e o catabolismo.

- Já na parte baixa da barriga, um pouco acima da região urogenital e fazendo parte desta, temos as glândulas sexuais, os ovários ou então os testículos, cuja função é exatamente manter saudável e ativa, toda a estrutura sexual.

Pré conclusão

É evidente que existem junto a estes elementos acima citados, inúmeras outras estruturas eletro orgânicas que funcionam em perfeita harmonia e sincronicidade com os mesmos, quando uma pessoa se encontra em seu estado normal e saudável.

Contudo, a ideia de descrevê-los aqui de uma forma bastante simples e direta - não científica - é facilitar a compreensão de quem for praticar o Hatha Yóga e seus pranayamas, e em como todas estas estruturas podem ser beneficiadas diretamente pelas práticas e pelos seus efeitos.

E que quando bem conduzidas, tais práticas não têm contraindicação. Pelo contrário, são indicadas até mesmo para regulação ou para eliminar desajustes glandulares hormonais, desequilíbrios orgânicos ou eletro somatológicos, seja emocional, nervoso ou psicológico.


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Autoria

Texto colaboração de Claudio Duarte - Vegano, gosta de flores, mantras e de poesias; atende em projetos sociais e ministra aulas gratuitas sobre Hatha Yóga e Raja Yóga sob convite para ONG’s e outras organizações sociais - Novembro 2018

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