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Hatha Yóga, os tchakras e seus segredos

Hatha Yóga, os tchakras e seus segredos

Hatha Yóga LI




Introdução

No capítulo anterior a este abordamos dois aspectos da vida das pessoas, o aspecto da saúde e o aspecto da doença. Mais especificamente, a respeito desta segunda, focamos direto num dos grandes males atuais que afligem a sociedade, o stress de forma geral, como ele surge, como ele atua e até onde ele pode chegar.


Mostramos alguns dos seus desdobramentos mais críticos, quando o stress chega a tal ponto que pode gerar depressão ou síndromes nas pessoas. Por outro lado, mostramos também vários caminhos de cura e especialmente a cura completa, por meio das práticas do Hatha Yóga. A cada capítulo, temos sempre feito uma abordagem utilitária e prática, com foco nos benefícios advindos das práticas e também na simplicidade e facilidade das mesmas.


Neste capítulo atual, vamos dar mais um passo e tratar sobre um tema que está diretamente ligado às práticas do Hatha Yóga, todavia, por ser um tema um pouco desconhecido pela sociedade, fica relegado a um segundo plano. Claro, em um único capítulo, nem sempre é possível inserir um volume amplo de informações, pela própria limitação de espaço. Porém, optamos por abordar alguns aspectos relevantes e fundamentais sobre os nove Tchakras fundamentais, que a priori, poderão servir como um guia básico para praticantes e outras pessoas interessadas a este respeito.

Desenvolvimento

Desde o princípio do surgimento do conhecimento sobre o Yóga como um todo, o tema Tchakras, sempre foi parte intrínseca do mesmo, sempre esteve diretamente associado tanto à história do Yóga, quanto à filosofia do Yóga, aos seus sete ramos clássicos, à sua metodologia e às práticas.


Para facilitar a compreensão e entendimento do tema, vamos adicionar mais alguns detalhes pertinentes ao tema.
 
Sobre as estruturas sutis ou formadas por diferentes tipos de energias

Por exemplo, desde a antiguidade, é sabido que cada pessoa é composta por sete corpos, sendo estes o corpo físico, o denso físico, o corpo astral, o denso astral, o corpo etérico e o denso etérico e a alma ou espirito, e tais estruturas, estão como que justapostas, sendo que o corpo físico é visível, mas as outras como são formadas por materiais mais sutis, são imperceptíveis à visão comum.


Lembrando que existem outras nomenclaturas a este respeito, porém esta é a nomenclatura antiga do Oriente e optamos pela mesma. Uma outra estrutura que também é conhecida de forma geral, é a aura, um revestimento externo e de proteção aos sete corpos e formada por uma camada de energias, que podem ser eletromagnéticas ou às vezes magnética. A mesma não tem uma forma ou um tamanho definido e passa por alterações, de acordo com uma séria de fatores epigenéticos. Qual seja, tanto fatores ligados diretamente à pessoa, por exemplo estado de saúde tanto somatológica quanto física. Ou então, a fatores externos, por exemplo, locais onde ela frequenta ou trabalha.
Todos estes fatores, influem de forma direta na estrutura da aura, na vida e na saúde de uma pessoa e também nos seus tchakras. Aqui, já podemos ter uma clara antevisão sobre a complexidade da natureza humana e das complexas reações que a mesma envolve ou é envolvida.


Ha outros fatores também que interferem diretamente em todos os delicados processos aos quais se dá o nome de natureza, personalidade e comportamento, que no extremo, se extrojetam por meio de reações psíquicas, que se convertem no cotidiano em ações, em atitudes, e em outros elementos visíveis no cotidiano das pessoas.


E todos estes diferentes e sutis elementos, fazem parte da complexidade do ser, sob todos os aspectos e sentidos.


Importante lembrarmos também, que aqui, podemos inserir o termo equilíbrio interior, harmonia interior, serenidade interior e abreviando, paz interior. Porém, temos que lembrar que há os pares de opostos ou elementos duais, por exemplo o desequilíbrio interior, a desarmonia interior, a falta de serenidade e de paz interior. Todos estes aspectos, dependendo de variados fatores existenciais. No caso dos elementos duais, por exemplo, podemos citar a ignorância humana nas suas diferentes vertentes, a maldade humana, ligada diretamente à ignorância e o apego ou desejo, também oriundos da ignorância humana e que funcionam como venenos comportamentais, causando resultados adversos tanto ao ignorante, quanto - em diversas ocasiões - a pessoas que são prejudicadas de forma direta ou indireta por tais ignorantes. Todavia, a ideia neste momento, e só abordar todos estes diferentes ângulos da natureza humana.


Outro ponto fundamental a ser aqui relatado, é a existência em cada ser, de estruturas ou condutos sutis, chamados Nadis, Srotas ou Meridianos, São em número de 72 fundamentais, 720 secundários, 7.200 terciários e 72.000 quaternários. Para facilitar a compreensão sobre os mesmos, pense na enorme fiação de veias, vasos, artérias e outras estruturas dentro de uma pessoa. Todavia, todas as pessoas, também tem uma fiação enorme, formada por estes condutos sutis, que fazem o trânsito das inúmeras energias que circulam por impulsos ou pulsos dentro das mesmas.


Após isto, podemos iniciar a abordagem dos nove Tchakras fundamentais e alguns dos aspectos intrínsecos dos mesmos, para que as pessoas, tenham uma visão mais ampliada destes e como eles funcionam e como se relacionam com a matéria visível, ou seja com a estrutura humana visível.

Alguns dos aspectos inerentes aos nove tchakras fundamentais

Um primeiro detalhe importante a se esclarecer, é que os nove tchakras fundamentais, ficam em diferentes regiões dos corpos, porém, sempre em posição horizontal e segundo uma linha próxima à linha da medula espinal. Como analogia, eles ficam numa posição como as de nódulos de bambu. Os mesmos, podem estar despertos, semi-despertos, estagnados, bloqueados ou adormecidos.


Sob cada possibilidade ou situação destas, significa que eles podem estar se movendo normalmente, se movendo anormalmente ou então, totalmente paralisados. Mas não é nossa intenção neste capítulo, entrar nas particularidades destes casos, e sim, abordarmos aspectos gerais sobre eles. E com uma linguagem, que seja acessível para as pessoas, facilitando a compreensão sobre o tema. Importante, sempre que citarmos localizações deles, será de forma aproximada, pois os mesmos se movem em elípticas constantes quando despertos.


Outro detalhe muito importante, é que os tchakras tem cores, mas as mesmas variam em função de inúmeras razões, por exemplo, o estado de saúde psíquica de uma pessoa, o estado de saúde psicossomática e eletro somatológica, sob os aspectos nervoso, emocional e psicológico. O estado de saúde biológico. Há certas cores padrão para cada um deles, mas todas as ocorrências acima enunciadas, causam modificações nas cores e na intensidade destas.

1º) O primeiro tchakra chama-se Muladhara, ou base da raiz. Situa-se por volta de até dois dedos acima do períneo. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com quatro pétalas. O centro maior do lótus é redondo, e dentro dele, há um quadrado que simboliza o elemento terra. No núcleo do mesmo a um triângulo invertido ao alto, simbolizando a força criativa e no centro deste, um simbolo de Kundalini, a força primordial que move a natureza do ser. Abaixo deste triângulo, há um elefante branco com seis trombas, simbolizando a prosperidade da natureza, da fauna e da flora. Sobre o triângulo, está o mantra Semente deste tchakra que é o LAM, um mantra primordial ligado ao elemento do tchakra, que é a terra.


O simbolismo dos elementos deste tchakra, resgatam diversos padrões ligados ao mesmo, como a estabilidade, a saúde em geral, sentimentos de segurança e confiança, tanto internos quanto externos, em relação ao mundo mundano, de fortalecimento da vida e do cotidiano. Este tchakra também traz uma percepção de estabilidade social ou comunitária e do sentido de uma boa orientação em relação ao mundo, entre outros fatores.

2º) O segundo tchakra chama-se Svadhisthana, ou base do prazer ou lugar especial. Situa-se por volta de até dois dedos acima do osso pubiano. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com seis pétalas. O centro maior do lótus é redondo, e dentro dele, há uma lua crescente, simbolizando as diferentes estações da natureza que geram transformações nas pessoas. E dentro da lua, na parte de baixo, há um golfo/delfim, simbolizando a fluidez das águas, seja no aspecto interno da natureza individual, seja no aspecto externo da natureza geral. Sobre o golfo/delfim, está o mantra Semente deste tchakra que é VAM, um mantra primordial ligado ao elemento do tchakra, que é a água.


O simbolismo dos elementos deste tchakra, resgatam diversos padrões ligados ao mesmo, como as sensações intimas, às experiências sexuais, à segurança emocional, os ímpetos, a vitalidade física em geral, via circulação, parte dos impulsos dos sentimentos, parte das emoções e do sentido de intimidade.

3º) O terceiro tchakra chama-se Manipura, ou base das joias. Situa-se por volta de até dois dedos para trás do umbigo. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com dez pétalas. O centro maior do lótus é redondo, e dentro dele, há um grande triângulo invertido, com três estruturas em destaque de cada lado, simbolizando o elemento fogo e suas forças transformadoras e ao fluxo de energias vitais que circulam internamente e determinam os diferentes estados e sensações nas pessoas. Tais estados e sensações, criam conexões com emoções e desejos e ajudam a assimilar informações do ser interno e do mundo externo. Sob o triangulo, há um simbolizando as diferentes percepções dos sentidos quando dominadas pelos desejos ou insatisfações. Dentro do triangulo, na parte de cima, está o mantra deste tchakra que é RAM, um mantra primordial ligado ao elemento do tchakra, que é o fogo.


O simbolismo dos elementos deste tchakra, resgatam diversos padrões ligados ao mesmo, como fazer escolhas conscientes e resistir às escolhas que não estejam bem claras, bem elucidadas de forma consciente. Por outro lado, está ligado aos desejos subjetivos que podem surgir periodicamente.

4º) O quarto tchakra chama-se Anahata, ou o imovível. Situa-se por volta de até dois dedos para trás do coração. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com doze pétalas. O centro maior do lótus é redondo, e dentro dele, há dois triângulos interligados, um invertido e outro na posição normal, simbolizando o elemento ar e suas forças transformadoras e ao fluxo de energias vitais que circulam internamente e determinam a harmonia e o equilíbrio interior e exterior. Também determinam os processos de sentimentos gerais e parte dos processos intuitivos. Na base dos dois triângulos interligados, há um antílope, que representa a velocidade dos sentimentos, das emoções e das percepções. No centro formado pelos dois triângulos, está o mantra deste tchakra que é YAM, um mantra primordial ligado ao elemento do tchakra, que é o ar.


O simbolismo dos elementos deste tchakra, resgatam diversos padrões ligados ao mesmo, como buscar o equilíbrio nos relacionamentos, evitar escolhas equivocadas, não manter escolhas equivocadas, e ter firmeza a este respeito. Por outro lado, está ligado aos sentimentos primordiais que podem surgir periodicamente.

5º) O quinto tchakra chama-se Vishuda, ou o puro. Situa-se por volta de até um dedo para trás do meio da garganta. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com dezesseis pétalas. O centro maior do lótus é redondo, e dentro dele, há um triângulo invertido, simbolizando a força feminina da criação. Dentro do triângulo há um círculo translucido, representando o elemento éter e suas forças transformadoras, que compõem mais de 90% do universo, e que influem diretamente tanto na expansão do mesmo, como em todos os âmbitos vibracionais, sob qualquer forma e sentido e sobre todos os elementos que compõem este universo. Na parte interna embaixo do círculo, há um elefante branco com sete trombas, com uma delas elevadas para cima, simbolizando o fato que o éter é o mais sutil dos elementos, e que por meio desta sutileza, produz a ligação e o equilíbrio de todos os outros elementos conhecidos ou desconhecidos. No centro do círculo translucido, no meio acima, está o mantra deste tchakra que é HAM, um mantra primordial ligado ao elemento do tchakra, que é o ar.


O simbolismo dos elementos deste tchakra, resgatam os inúmeros padrões ligados ao mesmo, como o profundo princípio de equilíbrio entre todos os elementos do universo que ele produz, mas também o profundo princípio de equilíbrio que ele produz na natureza humana e na sua estrutura mais íntima.

6º) O sexto tchakra chama-se Ajna, ou comando do alto. Situa-se por volta de até um dedo e meio para trás do entre cenho, pouco abaixo da testa. Na sua simbologia, ele é apresentado como um lótus com noventa e seis pétalas, onde as duas laterais centrais se destacam, em função de ser nas mesmas, que terminam os Nadis ou Meridianos Ida e Pingala, que saem lá do Muladhara e sobem se entrelaçando, até terminarem nas duas pétalas laterais centrais do Ajna. Existem representações do mesmo que mostram todas as pétalas com as duas em destaque e existem outras representações, que mostram apenas as duas pétalas. O centro maior do lótus é redondo, é dentro dele há um grande triangulo invertido, simbolizando a criação do universo e seus inúmeros desdobramentos. Na parte interna do triangulo, está o mantra Om, simbolizando tanto aquilo ou aquela que não tem nome e nem forma, ou seja, não contém nenhum tipo de elemento. Mas também, simbolizando um dos sons primordiais, quando da “grande explosão” no possível princípio de tudo, chamada em Sanskrito, Bindu Vishpot e descrita logo no início do Rig Veda, o primeiro texto escrito neste orbe, com grande riqueza de detalhes. Sobre o triângulo, na parte de cima e externa ao mesmo, pode - ou não - haver um símbolo ou arquétipo, representando o princípio do surgimento da vida na natureza, inclusive os seres, os animais e todo o conjunto que inclui os elementos terra, água, fogo, ar é éter, entre outros.


Em geral, o simbolismo dos elementos deste tchakra, via de regra não são diretamente ligados a nada que se reporte ao conhecimento comum. Para se entender melhor, basta vermos o nome do tchakra, Comando do Alto.

7º e 8º) O sétimo e o oitavo tchaka, chamam-se respectivamente, Soma e Lalata, ou pureza infinita e silêncio infinito. Soma situa-se, dois dedos acima do Ajna e Lalata, situa-se um dedo acima do Soma, visto em perspectiva, bem no centro da testa, um dedo e meio para trás da fronte da mesma. Ambos têm por volta de doze pétalas e não comportam nenhum simbolismo, pois são e servem como os últimos filtros, que purificam qualquer tipo de energia vibracional, que esteja se dirigindo para o Sahasrara. A função de ambos, e depurar qualquer impureza que por ventura, tenha passado por Ajna e possa chegar ao Sahasrara. Suas funções primordiais, estão diretamente ligadas a todo tipo de energia sutil, sob qualquer aspecto, e sob a pureza ou purificação das mesmas.

9º) O nono tchakra, chama-se Sahasrara, ou lótus de mil pétalas, muito embora na verdade ele tenha 972 pétalas, ou vórtices vibracionais. Sahasrara situa-se em todo o topo interno da cabeça, que se espalha de cima para baixo, por até uns dez centímetros de diâmetro. Nos textos clássicos que abordam o tema tchakras, o mesmo vem com variadas representações. Alguns, podem trazer a imagem de um Yantra - desenho especial de um arquetipico - como que visto do alto para baixo, em uma forma circular, com inúmeros raios ou pétalas muito bem posicionados. Outros ainda, podem trazem sobre esta mesma imagem, lá em cima, no topo, o chamado “triangulo supremo” ou Kama Kala, a imagem do princípio primordial e imanifestado da criação. Muito embora, convenhamos, tal imagem cria uma certa dualidade no princípio. Todavia, há muitas diferentes imagens que ao longo de milhares de anos, foram sendo criadas, para servirem como referência, ou facilitadoras de uma compreensão mais adequada.


Em geral, o simbolismo da imagem deste tchakra, também, via de regra não tem nenhuma conexão com nada que se reporte ao conhecimento comum. Seu mantra semente é SHAM e está ligado à Consciência Pura Universal, aquela que antecede a tudo que conhecemos.

Pré conclusão

Todo o exposto neste capítulo, é apenas uma pequena parcela do conhecimento sobre os tchakras e as suas inúmeras funções. Até porque, para se aprofundar no estudo e pesquisa, ou práticas relacionadas aos mesmos, leva-se muito tempo, possivelmente mais de uma vida. Todavia, a ideia central deste capítulo, e levar às pessoas, parte de uma visão elaborada sobre os tchakras, parcialmente, como eles atuam e por fim, mostrar a conexão das práticas do Hatha Yóga, em relação aos mesmos.

 

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Texto colaboração gratuita de Claudio Duarte - Agosto 2019

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