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Hatha Yóga e seus textos clássicos de origem parte II

Hatha Yóga e seus textos clássicos de origem parte II


Introdução

No capítulo precedente, discorremos sobre a existência dos chamados textos clássicos que deram origem ao Hatha Yóga, há aproximadamente 5.000 anos atrás, no Oriente, na Índia. Apresentamos de forma resumida um destes, mostrando seus capítulos, sua estrutura e seu contexto.

 Abordamos também sobre como e quando o conhecimento – especificamente – das práticas do Hatha Yóga chegou ao Ocidente, por volta dos anos 50,  porém só na sua forma prática e mesmo assim, bastante limitada, pois era algo ainda desconhecido, ainda novo e naturalmente, leva-se muito tempo até que uma ciência ou uma filosofia vá passo a passo sendo decodificada e reconhecida. E mesmo assim, considerando-se todas as possíveis e normais dificuldades que se apresentem neste processo histórico e fenomenal.

Por outro lado, esclarecemos que a nossa proposta a este respeito, era realmente mostrar um resumo detalhado daquele texto clássico e do que apresentaremos a seguir, que são os dois textos fundamentais sobre a ciência do Hatha Yóga, para que aquelas pessoas interessadas em se aprofundarem neste conhecimento milenar, possa com base nestas informações, dar início a alguma pesquisa, a alguma busca mais elaborada e estas referências aqui, servirem como uma base segura para um bom início de estudos ou de pesquisas mais elaboradas.

Portanto, vamos agora passar a descrever o outro texto clássico fundamental, o HATHA YÓGA PRADIPIKA, O ELOGIO AO HATHA YÓGA, ou às vezes também citado como A PEQUENA LUZ DO YÓGA.

Desenvolvimento

O Hatha Yóga Pradipika ou o elogio ao Hatha Yóga

Este texto clássico fundamental, compõem-se de quatro capítulos estruturais, onde o primeiro aborda as práticas dos Ássanas psicofísicos, ou posturas/exercícios tradicionais e relativamente conhecidos no Ocidente, orientando sobre a forma de fazê-los.

 Porém, neste capítulo, há também orientações sobre alimentação, sobre uma vida saudável e adequada, sobre amizades, sobre comportamento e sobre as reais possibilidades de passos mais avançados para aquelas pessoas que pretendem se aprofundar nas práticas do Hatha Yóga.

Mas logo nos primeiros ensinamentos, é enfatizada a importância sobre a disciplina e a necessidade de uma maneira de viver equilibrada e consciente.

Quatro capítulos e suas lições

Capítulo primeiro

Este primeiro capítulo é formado por 67 lições das quais vamos abordar algumas das mais significativas ou relevantes.
Por exemplo, a lição dez esclarece que ...”O Hatha Yóga é um refúgio para os/as feridos/as pelas três dores. Para todos/as aqueles/as empenhados na prática do Yóga, o Hatha Yóga é a base que suporta o equilíbrio do mundo inteiro.”...
De acordo com a linguagem do tempo em que este texto foi escrito, isto significa que as práticas do Hatha Yóga, quando bem conduzidas e bem realizadas, geram o necessário e fundamental equilíbrio interior eletro somatológico, nos planos emocional, nervoso e psicológico, do qual as pessoas tanto carecem na atualidade.

Seja em função da nova e delicada realidade mundial, seja em função das necessidades no convívio social ou profissional, ou mesmo em relação às necessidades de autodesenvolvimento e autoconhecimento mais profundo.

A lição 16 esclarece que ... ”O/a yoguin/e obterá sucesso, cultivando a alegria, a perseverança, a coragem, a sabedoria e a fé. E dispensando companhias desnecessárias. É fundamental ter plena convicção nos ensinamentos do/a guru interior.
É interessante observarmos que um texto codificado a cinco milênios, continue servido de forma cristalina como um guia para os dias atuais.

A lição 17 esclarece que ...”Não fazer o mal, falar a verdade, abster-se de tomar o que não lhe pertence, buscar o equilíbrio sexual, praticar a indulgência, a força de vontade interior, ser misericordioso/a para com o próximo, viver honestamente, ser moderado/a na alimentação e purificar-se.”...  Esta lição, dispensa maiores comentários.
A partir da lição 18, até a 55, temos toda uma descrição analítica dos Ássanas, inclusive com a citação dos seus nomes corretos.

A lição 18 esclarece que ... ”Seguem-se alguns dos ássanas que foram ensinados por sábios/as como Vasitha e por yoguins/es como Matsyendra”.

A partir da lição 19, começa todo um descritivo memorial detalhado sobre os arquétipos dos 84 ássanas fundamentais, explicando como fazê-los. Sendo que às vezes, vem esclarecidos seus benefícios e em outras ocasiões não.

A lição 32, aborda o relaxamento e o combate ao stress e é descrita assim...”Deite-se de costas, confortavelmente. Procure relaxar interiormente por completo. Esta postura, Shavasana ou postura do morto, tira qualquer cansaço e acalma o/a praticante.”...

Trata-se de um exercício muito simples e fácil de ser realizado, porém, que traz profundos benefícios à saúde e ao bem estar.

As lições 33 e 34, relatam que os àssanas são em número de 84 fundamentais. Das quais, quatro são as mais importantes, primeira a Siddha, segunda a Padma, terceira a Simha e quarta a Bhadra. Informa ainda que destas, a mais confortável e maravilhosa é a Siddhasana, que leva aos mais profundos e elevados estados de consciência profunda. Que geram harmonia interior, Kartigama, equilíbrio profundo, felicidade e contentamento, Santosha. Várias das lições seguintes, seguem abordando sobre como fazer Siddhasana e seus efeitos e benefícios sem limites.

A partir da lição 56, inicia-se um outro tipo de ensinamento, sobre como se purificar os nadis ou meridianos, com a utilização de Pranayamas ou técnicas sutis respiratórias, utilizando-se Mudras ou técnicas de alterações das energias sutis interiores e alguns tipos de Pranayamas específicos.

Capítulo Segundo

O capítulo segundo é composto por 77 lições, que abordam em profundidade a prática dos Pranayamas ou técnicas respiratórias sutis. Que a priori, se possível, devem ser aprendidas com um/a especialista neste tema. Já que tais técnicas, envolvem uma série de detalhes importantes tanto na sua realização quanto nos seus efeitos.
Por exemplo, a lição um esclarece que...”O/a yoguin/e, ao se aperfeiçoar nos ássanas, deverá também praticar os Pranayamas, de acordo com as instruções estipuladas nos ensinamentos. Com seus sentidos controlados, observando uma alimentação moderada e nutritiva.”...

A lição dois esclarece que ...”Quando a respiração for irregular, a consciência também será inconstante. Mas quando a respiração for calma e profunda, a consciência também o será e o/a yoguin/e viverá por muito tempo. Deve-se pois, controlar a respiração.”...

Por outro lado, a lição quatro ensina que...” Quando os nadis – ou meridianos – estiverem cheios de impurezas, a respiração não poderá penetrar no Nadi do centro –Sushumna -  e por conta disto, não se alcançara objetivos mais profundos e nem se chegará ao estado de iluminação interior – unmani avastha.”...

Interessante notar que – de imediato – o texto adentra nos conhecimentos dos corpos sutis quando se refere aos pranayamas, já que os nadis ou meridianos, são as redes de 72 canais fundamentais, que junto aos nadis secundários e terciários, formam um amplo sistema de transporte das diferentes energias sutis ou partículas quânticas, dentro dos diferentes veículos ou corpos internos de cada ser.

A partir da lição 14 até a 72, são especificados e abordados os paranayamas, todavia, cuidando-se muito mais de narrar e expor preceitos éticos e de valores, citando-se as bases das restrições e deveres do Raja Yóga.

Também é enfatizada a disciplina do/a praticante, seu devotamento, sua bondade e sua humildade. Junto a cada prática, há todo um cuidado com o comportamento do ser, seus costumes, sua vida pessoal, sua alimentação, sua saúde e segurança interior. E como tudo isto irá lhe favorecer no futuro, nas suas práticas de Raja Yóga.

Capítulo terceiro

Este capítulo, nas suas 122 lições, aborda os Mudras, palavra da raiz etimológica Sanskrita Mud, que significa mudar as energias ou partículas internas de luz, de lugar – ou então felicidade.

Neste caso, a felicidade advinda do fato de se recanalizar as energias internas para os seus devidos campos mórficos ou áreas mórficas, por meio dos respectivos exercícios ou práticas dos Mudras.

Neste texto clássico há uma relação detalhada de dez Mudras específicos, os quais são todos voltados para as limpezas, purificações ou desbloqueios interiores dos cruzamentos dos 72 nadis ou meridianos fundamentais. Para que as energias sutis ou partículas quânticas de luz, possam fluir livremente entre eles chegando até os nove Tchakras fundamentais.

Sem a possibilidade de formarem-se bloqueios desnecessários nos diferentes cruzamentos de nadis. Já que tais bloqueios, a princípio causam fortes alterações nos corpos ou campos sutis e caso não sejam eliminados, podem também causar efeitos ou até doenças no corpo eletro biológico.

Também neste capítulo, a realização dos Mudras deverá – se possível – ser realizada sob orientação de um/a especialista nos mesmos, no caso – especificamente – um/a Professor/a qualificado/a de Hatha Yóga exclusivamente.

Pois entre outros resultados, conforme fica exposto neste capítulo do texto clássico, os Mudras quando muito avançados nas suas práticas, podem despertar Kundalini, uma forma de energia sutil muito potente, que permanece adormecida por tempo infinito dentro da base do Tchakra raiz ou Muladara, lá próximo ao períneo.

Capítulo quarto

Este capítulo, tem 114 lições, onde são tratados mais especificamente os profundos poderes ocultos e suas propriedades, contidos no Raja Yóga. O que demonstra que este autor também, teve acesso aos Yóga Sutras ou Aforismos do Yóga de Patanjali.

Outro fato interessante é que tal capítulo, rediscute de forma ampla tudo o que foi tratado nos três capítulos e lições anteriores, numa forma de revisão. Também aqui, há novos agradecimentos às pessoas iluminadas que ensinaram as práticas de Hatha Yóga. Primeiro, para um número muito reduzido de homens e mulheres.

E após, com o passar de muito tempo, este conhecimento foi sendo repassado para muitas outras pessoas. Até chegar à realidade que conhecemos hoje, onde o Hatha Yóga, ainda que com ressalvas, pois tudo se deu de forma muito prática, na maior parte das vezes, sem conhecimento ou interesse de se aprofundar no mesmo, chegou a milhões de pessoas ao longo do tempo, no mundo todo.

Trazendo benefícios incomensuráveis, seja à saúde eletro somatológica, no campo emocional, no nervoso e no psicológico, seja à saúde psicofísica com seus desdobramentos no eletro biológico.

Apenas como referência, vamos expor duas lições deste capítulo que nos levam a pensar profundamente sobre os fundamento e bases do Hatha Yóga, como um caminho pleno e seguro para as práticas do Raja Yóga.

Por exemplo, a lição 79 afirma que... ”Há muitos/as que são meramente Hatha Yoguins/es. Sem interesse em conhecer o Raja Yóga. Considerem-nos como meros praticantes que nunca colherão os frutos dos seus esforços.

Ou a lição 103, que nos ensina que... ”Todas as práticas do Hatha Yóga, são somente para se preparar e alcançar o Raja Yóga. O Ser perfeito em Raja Yóga, desafiara o desconhecido sem nenhum tipo de medo ou temores.”...

Pré-conclusão

A ideia contida na apresentação destes dois longos resumos destes dois textos clássicos, é trazer às pessoas interessadas, seja em estudar mais profundamente, em pesquisar para aprimorar suas práticas pessoais ou mesmo profissionais, informações relevantes e fundamentadas sobre tais clássicos, que possam despertar-lhes o interesse em se aprofundar e ir muito mais adiante. Em encontrar o caminho da luz, da harmonia e da verdadeira felicidade!

 

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Autoria

Texto colaboração gratuita de Claudio Duarte - Jornal Excelsior - Dezembro 2019

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