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Hatha Yóga e um mundo esquecido

Hatha Yóga e um mundo esquecido

Hatha Yóga LXII


Introdução

No capítulo anterior, abordamos o tema Hatha Yóga e um contra segredo, onde citamos, como já fizemos em outros capítulos, a existência dos textos clássicos memoriais, sua validade e o que os mesmos encerram em seus profundos conteúdos.

Todavia, demos também um panorama sobre o que significa Tamas, Rajas e Satvas e como estas forças ou energias interagem e predominam em diferentes épocas. Quais seus significados e suas funções. E como o conhecimento sobre as mesmas deve servir para buscar-se transformações necessárias e prementes.

Seja do ponto de vista material, seja do ponto de vista psíquico, porém, especialmente do ponto de vista espiritual.

Neste capítulo, vamos seguir com a mesma linha de raciocínio e proposta, porém, excepcionalmente republicando um texto que não é específico sobre o Yóga ou o Hatha Yóga, mas que tem tudo a ver com as suas propostas existenciais e espirituais.

O referido texto é original e data de 1.854, escrito na forma de uma carta resposta de um dignatário de uma nação para o de outra em um momento muito especial. Via de regra, periodicamente publicamos textos clássicos específicos sobre o Yóga ou o Hatha Yóga, como fizemos nos capítulos LII, LIV e LV entre outros.  

Porém, acreditamos necessário e importante trazermos à luz também, outros textos que mostrem uma profunda visão sobre o mundo e sobre a espiritualidade e que tenham verdadeira afinidade com os textos clássicos sobre o Yóga.

Também pelo fato de há longa data sermos minimalista e vegano, acreditamos fundamental constantemente levantarmos uma bandeira pacífica e serena, pela defesa do planeta e de seus elementos fundamentais, água, terra, ar e éter, sob o ponto de vista da fauna e da flora. Em especial da flora que nos alimenta e mantém.

E junto com a fauna sustenta o delicado equilíbrio do bioma do planeta.

Importante lembrarmos que neste chamado “mundo moderno” predomina o “materialismo selvagem” atrelado fortemente ao “consumismo selvagem”, ambos desenfreados e predadores, proporcionados pelas atuais forças econômico-financeiras.


 Já que é de ambos que elas se alimentam de forma voraz e desenfreada. Sem norte e rumo ao caos.

O gênero homem parece estar esquecido de sua mãe água e de suas belezas naturais, que rapidamente ele vai destruindo com violência incomum.

Morrem os mares, morrem os rios, morrem a flora e a fauna, envenenados pelos agrotóxicos venenosos e pelo lixo, pelo esgoto químico industrial e residencial que são lançados nos mesmos, sem um tratamento adequado.

Queimam imensas florestas, destroem a vegetação, matam animais, pássaros e insetos necessários ao equilíbrio das estações e da natureza e dia virá em que se o gênero homem não refrear sua sanha insana e materialista, não mais poderá habitar normalmente no planeta.

E quando isto acontecer, nada mais terá que fazer a não ser, ver o fim da sua própria insanidade e de toda a sua geração.


Acreditamos que por outro lado, há uma grande parcela da população global que além de entender esta mensagem, também compartilha fortemente da mesma.

E esta em busca de soluções saudáveis e viáveis, que possam efetivamente, trazer um reequilíbrio para todo este estado de caos e destruição atual.

Desenvolvimento

O que narramos a seguir, é uma história verdadeira ocorrida no ano de 1.854 nos Estados Unidos da América. Naquela ocasião, o Grande Chefe Branco, de Washington, fez uma oferta de compra, para uma grande área de terras indígenas, incluindo na mesma, uma “promessa” de manter uma reserva para os índios da região.

Aqui, de forma literal, a profunda e brilhante resposta que na ocasião foi dada pelo Grande Chefe dos índios Seatles, a respeito da questão. E em especial, com relação à ecologia e ao meio ambiente.

Questionava ele: “Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Nós índios não conseguimos conceber esta ideia. Pois se não possuímos o frescor do ar e a limpidez brilhante das águas, como e possível vendê-los? Cada um dos pontos desta terra é sagrado para o meu povo. Cada aresta brilhante de um pinheiro, toda a praia arenosa, cada névoa nos bosques ao escurecer, cada clareira e inseto a zumbir são santificados na memória e nas experiências do meu povo.

O córrego que procura seu caminho entre as árvores, carrega consigo as memórias do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem a região do seu nascimento quando vão caminhar entre as estrelas.

Nossos mortos nunca esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte dela e ela faz parte de nós. As flores que exalam perfumes são nossas irmãs; os cervos, os cavalos, a grande águia, são nossos irmãos.

Os topos rochosos, os sulcos nos vales, o calor do corpo dos cavalos, o homem, todos pertencem a uma mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe Branco em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, pede demasiado. Ele diz que nos reservará um lugar onde possamos viver bem. Ele será então pai e nós seremos seus filhos. Mas isso não será tão fácil, pois esta terra é sagrada para nós.

Estas águas límpidas correndo sinuosamente pelos regatos e rios, não é simplesmente água, mas o sangue dos nossos antepassados. Se vendermos a terra ao homem branco, ele terá que lembrar-se que ela é sagrada. Deverá ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo fantasmagórico na água pura do lago, fala de acontecimentos e memórias da vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do meu pai.

Os rios são nossos irmãos e matam nossa sede. Transportam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossas terras ao homem branco, este deve lembrar-se de ensinar aos seus filhos que os rios são nossos irmãos, como seus. E o homem branco deverá tratar os rios com a bondade com que trataria qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de ser. Uma porção da terra, para ele, representa o mesmo que a próxima, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga. E, quando ele a conquista, prossegue seu caminhar.

Deixa as sepulturas de seus pais e não se incomoda. Arranca da terra aquilo que seria de seus filhos, sem pensar duas vezes. A sepultura de seus pais e os direitos adquiridos de seus filhos, são esquecidos. Trata sua mãe terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou colares coloridos. Seu apetite terminará por devorar a terra, deixando somente um grande deserto.

Eu não sei porque, mas nossos costumes são diferentes dos vossos.

A visão de vossas cidades é dolorosa para os olhos do homem vermelho. Mas talvez, seja pelo fato de que o homem vermelho é um selvagem e não compreende bem as coisas. Não há um canto silencioso nas cidades do homem branco! Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar das folhas na primavera, ou o harmonioso bater das asas de um inseto.

Mas talvez realmente, seja pelo fato de eu ser um selvagem e não compreender como o homem branco. O ruído somente parece um insulto aos ouvidos. E o que resta da vida se um homem não puder ouvir o grito solitário do pássaro e o debater dos sapos ao redor de uma lagoa à noite?

Sou um homem vermelho e não consigo entender certas coisas. O índio prefere o suave murmúrio do vento correndo sobre a face do lago e o aroma do próprio vento limpo por uma chuva de meio-dia ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é prazeroso para o homem vermelho pois todas as coisas compartilham do mesmo sopro, seja o animal, a árvore ou o homem. Parece que o homem branco não presta atenção ao ar que respira. Como um homem em agonia há vários dias, é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossas terras ao homem branco, ele deve lembrar-se que o ar nos é precioso, que o ar impregna com seu espírito todo ser vivente da natureza. O vento que deu à nossa avó o seu primeiro inspirar, também recebeu o seu último expirar. E, se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deverá mantê-la intacta e sagrada.

Como um local, onde até mesmo o homem possa ir saborear o vento, adoçado pelas flores dos prados.

Assim sendo, iremos meditar sobre vossa oferta de comprar nossas terras e se decidirmos aceitar, iremos impor uma condição:  O homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo nas planícies, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem em movimento.

Sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro, possa ser mais importante que o búfalo que sacrificamos somente para que possamos permanecer vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito. Pois, o que quer que ocorra com os animais, breve acontece com o homem. Há uma grande ligação em tudo.

O homem branco deve ensinar às suas crianças que o solo aos seus pés, é a cinza dos nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a vossos filhos que a terra foi enriquecendo a vida dos nossos povos. Ensinem às vossas crianças aquilo que ensinamos às nossas, que a terra é a nossa mãe. Tudo aquilo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra.

Se o homem cospe no solo, estão cuspindo em si mesmos. Sabemos que a terra não pertence ao homem; o homem é que pertence à terra. Sabemos também, que todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma grande família. Há uma ligação em  tudo. O homem não tramou o tecido da vida. Ele é simplesmente um dos seus fios. O que quer que faça ao tecido, estará fazendo a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Criador caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos afina! Uma coisa sabemos,  é possível que um dia o homem branco poderá vir a descobrir que o nosso Criador é o seu mesmo Criador; O homem branco poderá até pensar que O possui, como deseja possuir nossas terras.

Mas isto é impossível. Ele é o Criador do homem, e Sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa, e ofender a terra e desprezar o Criador. Os brancos também passarão. Talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminai nossos solos e uma noite sereis sufocados pelos vossos próprios dejetos.

Mas quando da vossa desaparição, vós brilhareis intensamente dominados pela força do Criador que vos trouxe a esta terra e também ao homem vermelho. Tal questão é um mistério para nós, pois não compreendemos quando todos os búfalos são exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos das florestas impregnados do cheiro de muitos homens e a vista dos morros fecundos, obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o próprio final da vida e o início da sobrevivência.

Pré-conclusão

A todos/as que lerem esta profunda mensagem verdadeira de um antigo chefe indígena, que sirva a mesma como uma via de profunda reflexão existencial e também até como uma certa advertência.


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Autoria

Texto colaboração gratuita de Claudio Duarte - Julho 2020

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